MOMENTO DE CONSERTAR TELHADOS
Good moments are bad advisors. A frase repetida pelo diretor de pesquisa do Bradesco, Octavio de Barros, serve de advertência, lembrando que – mais do que comemorar os resultados dos balanços financeiros - é hora de enfrentar questões estruturais do setor automotivo como os desalinhamentos na cadeia de suprimentos, padrões de qualidade nos fornecimentos e desajustes logísticos. Leia mais.

COMPETITIVIDADE PARA RESISTIR À INVASÃO
O mercado interno está protegido por uma alíquota de importação de 35% para veículos provenientes de países que não mantêm acordo especial com o Brasil, mas as importações devem subir 43,6% este ano, alimentadas pelos acordos de comércio com México e Mercosul. Já no setor de autopeças há uma verdadeira invasão de fornecimentos estrangeiros: a balança de componentes automotivos deve ficar negativa em mais de US$ 1 bilhão este ano. Nossa competitividade está fragilizada diante da relação cambial, da carga tributária levada pelo governo sem contrapartida e de problemas estruturais no supply chain. Leia mais.

UM BOM MOMENTO PARA QUASE TODOS
A arrecadação de tributos enche os cofres do governo. A cadeia de produção tem o melhor desempenho da história e até faz remessas de lucros para as matrizes no Exterior. Os importadores, que reclamam das tarifas de importação, estão obtendo grandes avanços com a relação cambial favorável às compras externas. Há falta de profissionais qualificados na indústria automobilística, abrindo oportunidade de ascensão na carreira. O operário da linha de montagem ganhou poder de barganha. “Se mexer estraga” – é uma frase bastante comum nas referências ao momento atual da indústria automobilística. Mas o que pensa disso tudo o consumidor? Leia mais.

MENOS SOLUÇOS NO MERCADO DE CAMINHÕES?
Os fornecedores de componentes e sistemas para caminhões e ônibus vivem um dos momentos mais agitados da história da indústria automobilística, marcado por um avanço extraordinário das encomendas e muito trabalho nas linhas de produção. Mas uma das melhores notícias para o setor é que os soluços intermitentes do setor amainaram. É preciso explicar melhor. É comum ouvir dos especialistas da indústria de caminhões que a cada três anos bons segue-se uma derrapada. Depois vem uma recuperação lenta. A estranha ciclotimia aparece nas curvas históricas de produção e vendas – que mostra uma verdadeira montanha russa desde 1957. A partir do início dos anos 90 a curva é de subida, com pequenos soluços. De 2003 para cá, ninguém pode reclamar dos negócios, embora 2006 tenha registrado uma pequena queda. Bem, e daqui em diante, como ficam as projeções? Automotive Business perguntou ao diretor Paulo Cardamone, da CSM Worldwide, como vão se comportar a produção e as vendas até 2014. A resposta foi animadora, mostrando que a curva sobe e vacila apenas em 2011. Por que? É o reflexo da entrada tardia do Euro 4, com regras mais exigentes que comandam os níveis de emissão dos motores. Nos meses anteriores à vigência do Euro 4 as transportadoras devem acelerar as compras, aproveitando os preços melhores proporcionados pelos veículos Euro 3. Segundo a CSM, em 2014 as vendas de ônibus no Brasil estarão ao redor de 34.140 unidades, enquanto as de caminhões em 146.551. Nessa época, a produção somada de caminhões e ônibus na América do Sul, em subida contínua, chegaria às alturas: 343.130 unidades. Nesse último número não está computada a produção CKD (veículos desmontados). Parece que está mudando para melhor a ciclotimia do setor, embora seja inevitável aceitar que no futuro possa haver correções de rota (29 de maio). Clique aqui para ver os gráficos.

COMPRAS AUTOMOTIVAS 2008
Prepare seu coração.
Leia o artigo de capa do guia impresso Automotive Business


 

 

voltar