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Opinião | Joel Leite |

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Joel Leite

27/07/2017

Como se comportaram as 25 marcas mais vendidas

Um retrato do mercado brasileiro no primeiro semestre

O mercado de veículos está em baixa. O pequeno crescimento (+4,2%) no primeiro semestre não serviu nem para animar os fabricantes, até porque a sinalização dada na primeira quinzena deste mês (leia aqui) mostra que julho não dará continuidade nem mesmo a esse inexpressivo avanço. Mas isso não quer dizer que a situação é ruim para todo mundo. Se algumas montadoras tiveram aumentos expressivos, outras estão despencando pela tabela. Quer dizer: a crise, por si só, não é a única responsável pelo mau resultado do setor. Fatores de âmbito particular foram determinantes para o desempenho de cada marca neste primeiro semestre.

E as diferenças de desempenho são grandes. Enquanto marcas como Jeep (+53,5%) e Nissan (+38,2%) tiveram crescimentos excepcionais, outras, como Lifan (-32,2%) e Audi (-24,2%), perderam feio em comparação com o primeiro semestre de 2016. As razões dessas diferenças são muitas: atualização (ou desatualizarão) da linha, lançamentos, investimento em publicidade e promoções de venda (ou a falta deles), limitação de cotas no caso dos importados, entre outros motivos.

Apenas oito marcas venderam acima da média do mercado este ano. Além da Jeep e da Nissan, vale destacar as duas principais chinesas, JAC e Chery, que vinham de quedas bruscas nos anos anteriores e que se revigoram este ano, embora ambas com volumes insignificantes em relação aos que obtiveram em períodos anteriores: a JAC foi a terceira marca que mais cresceu este ano, aumento de 17,9%, mas com apenas 1.654 carros vendidos. Com 1.241 unidades a Chery cresceu 9,5%.

Suzuki, Ford e GM tiveram aumentos acima de 10% (veja quadro abaixo), enquanto a Renault aumentou as vendas em 5,1%. O desempeno da GM foi excepcional: além de manter uma folgada liderança, a montadora vendeu 175.824 unidades no período.

Honda, Toyota e Mercedes-Benz cresceram em relação ao ano passado, mas com índices abaixo da média.

Ao contrário das outras duas chinesas, a Lifan foi a marca que mais perdeu: vendeu 32,2% a menos. Com exceção da Mercedes-Benz, as luxuosas (ao contrário do ano passado, quando tiverem bom desempenho), apresentaram quedas bruscas: a Audi perdeu 24,2%; a BMW e a Land Rover 19,2%. A Kia também sofreu: - 21,2%.

Das grandes, Volkswagen (-1,4%) e Fiat (-6,1%) sequer acompanharam o mercado, enquanto as irmãs francesas continuam caindo: a Citroën perdeu 10,2% e a Peugeot 9,9%.

A Agência Autoinforme fez análise individual do comportamento cada uma das 25 marcas mais vendidas no primeiro semestre. Para acessar o texto basta clicar na marca abaixo:

Audi; • BMW; • Chery; • Citroën; • Fiat; • Ford; • GM; • Honda; • Hyundai; • Iveco; • JAC; • Jeep; • Kia; • Land Rover; • Lifan; • Mercedes-Benz; • Mitsubishi; • Nissan; • Peugeot; • Renault; • Suzuki; • Toyota; • Troller; • Volkswagen; • Volvo



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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

Comentários

  • CARLOS ALBERTO GIUBERTI

    Boa tarde. se carga tributaria e mesma para todas, não teria duvida do mercado. eu acredito na Fiat e Vw

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