ANÁLISE

DE CARRO POR AÍ

Fiat Cronos ou VW Virtus. Quem leva?


Briga de sedãs compactos recebe dois competidores de peso


Ambos estão em pré-apresentação à imprensa, cooptando divulgação graciosa por jornalistas e blogueiros, preparando clima para disponibilização de vendas ao início do ano. O Volkswagen Virtus já iniciou produção, e o Fiat Cronos ainda não definiu data de lançamento, programada para janeiro ou fevereiro, mas fabricação na Argentina foi iniciada este dezembro.

São semelhantes em dimensões – embora o VW tenha quase 10 cm de distância entre eixos superior ao Fiat –; diferem-se por proposta e motorização; mas têm o mesmo foco: miram nos líderes. VW foca em Chevrolet Chevrolet Cobalt e o Hyundai HB20S. O VW utilizará o motor 1.0 tricilíndrico, com injeção direta e turbo, enquanto no Cronos inicialmente haverá o 1.3 quatro-cilindros com transmissão automatizada Dualogic e 1.8 automático de seis velocidades – fim do próximo ano, o motor 1.4 turbo!

O Cronos quer, majoritariamente, os compradores de Chevolet Prisma e Honda City com a versão de menor preço, a 1.3 Drive. A versão superior Precision quer concorrer com o mesmo objetivo do Virtus, o Chevrolet Cobalt e o sedã Hyundai. Cronos foi desenhado no Brasil pela equipe liderada por Peter Fasbender, pai do conceito do Toro e do Mobi, tem invejável traço estético, conseguindo ser um sedã com morfologia própria, banindo o conceito de ser um hatch com um prolongamento caudal.

A construção emprega a plataforma do Argo até a coluna B, batente da porta dianteira, e daí para trás se modifica com a insersão de um novo pedaço para caracterizar o sedã compacto. Frente recebeu outros elementos para distanciá-lo do Argo. A linha traseira do teto, o recorte das portas traseiras exudam a idéia de elegância.

No automóvel o porta-malas se destaca por enorme capacidade, acima de 500 litros, entretanto não utiliza mola a gás ou articulação pantográfica para facilitar o uso.

Preços do Cronos imaginados entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Pontualmente, VW e Fiat não serão concorrentes neste caso, pois apostam em segmentos diversos, apesar de projetadamente ter versões disputando os mesmos clientes. O Virtus será mais um no leque de produtos da VW, querendo pegar carona na identificação do Polo como míni Golf, com vendas projetadamente inferiores ao Cronos, cuja postura mercadológica é diferente: ele deve ser alavanca auxiliar para implementar vendas da Fiat. Espera-se que a companhia enfatize sua maior qualidade, que não são as linhas, mas a qualidade construtiva. A empresa não conseguiu mostrar isso com o Argos.


Fiat Cronos

SSANGYONG VOLTA EM 2018

Ao aguardo das novas regras para importação – alterando o mercado –, Venko, nova representante da marca sul-coreana Ssangyong, apresentou produtos – vende-los-á em 2018, pós-publicação. Corre para reativar concessionários sobreviventes e nomear outros, para chegar a 50 pontos de venda.

Marca já esteve no Brasil por duas vezes e, passada crise na matriz, agora controlada pela indiana Mahindra, retorna ao país com novo importador – originalmente o primeiro representante da chinesa Chery. Demonstra o interesse no mercado, através da junção de capitais da controladora indiana Mahindra, pela Ssangyong (que nome...) e pela representante Venko.

Retorno com quatro produtos em diferentes segmentos:

• SUV Compacto – Tivoli, derivado do XLV. Motores a gasolina, 2,2 litros, parcos em potência, 128 cv, e torque de 16,3 kgfm – Fiat consegue o mesmo torque no motor 1.6 EtorQ. Câmbio automático Aisin seis velocidades. Diferença entre os dois está no comprimento – o XLV tem mais 24 cm e daí o porta malas maior.

• SUV – É o Korando, apresentador da marca ao Brasil. Estilo atualizado pela casa Pininfarina – no destroçar dos ateliês de construção dos grandes carrozziere, a Mahindra assumiu três quartos do capital. Motor diesel, 2,2 litros, 178 cv e 41 kgfm de torque. Tração nas quatro rodas on demand – o Korando aplicará a tração em duas ou na totalidade de acordo com o necessário.

• Picape – É a Action. Mecânica comum ao Korando, porém com comando de tração com reduzida 2x4, 4x4 e diferencial central pelo motorista. Baixa capacidade de carga: 681 kg – que medida curiosa... Não é monobloco como as picapes leves, mas emprega chassi com longarinas.

Preços projetados, pois desconhecida a carga tributária no atrapalhado projeto de regulação do setor, o Rota 2030. Tivoli – R$ 85 mil a 100 mil; XLV – R$ 5 mil adicionais; Korando – R$ 135 mil a 150 mil; Actyon Sports – R$ 120 mil a 135 mil.

SURPRESA: USADOS CITROËN CRESCEM EM VALORIZAÇÃO

Levantamento da agência Autoinforme com 24 marcas e comportamento no mercado durante o primeiro ano de uso indicou enorme ganho de valor de revenda pelos Citroën. Na aferição percebeu-se depreciação média de 12,4%, enorme diante dos números anteriores, na casa dos 18,1%. O enorme ganho, adequado aos proprietários, altera o conceito da marca.

Paulo Solti, vice-presidente para a América do Sul e diretor geral da Citroën do Brasil vê a conquista como resultado de investimentos na satisfação do cliente. Ano passado a marca envidou série de providências para valorização de seus carros embutidos no Compromisso Citroën: Revisão a R$ 1/dia, com intervalos de 10.000 km e possibilidade de pagamento parcelado; Citroën Advisor, um canal de relacionamento franco para avaliar concessionárias, serviços e dividir opiniões; o Citroën Assistance XL, com reboque gratuito até o oitavo ano de vida do veículo; e o programa Novo de Novo Citroën, a recompra garantida do Citroën usado e facilidades para a troca por um zero km.

O pacote de providências solidificou a imagem, a certeza do acolhimento do cliente pela marca, e a amplitude de proteção influenciou no valor de revenda. Hoje os Citroën estão pareados com as marcas com usados de menor desvalorização. A medida, tomada em um ano de uso, indica o C3, mais vendido da marca, com 11,3 % de desvalorização e o SUV compacto Aircross com 12,5%.

A constatação numérica tem relevo especial quando se observa, quebra um paradigma, a de atrelar o valor de revenda ao país de origem da marca, pelo qual japoneses, coreanos e alemães tinham menor desvalorização. A Citroën inscreveu os franceses no rol dos bons investimentos.

RODA-A-RODA

Mais uma – Eurobike, com rede de revendas BMW e Porsche, nova representante da inglesa Mc Laren no Brasil. Produtora de esportivos desenvolvidos com know how da Fórmula 1, tenta há alguns anos encontrar importador. O tricampeão Nelson Piquet foi sondado e declinou – mas comprou uma unidade. Importação pós-nova legislação, em 2018.

Recorde – Recém-surgida no mercado, sucesso de vendas, norte-americana Tesla, produtora de veículos elétricos, anuncia recorde mundial para 2020: esportivo de produção industrial apto a acelerar de 0 a 100 km/h abaixo de 2s!

Painel – É o mais ágil já construído. Para noção, o Bugatti Chiron, do alto de seu motor 16 cilindros em W, 8 litros, toma 2,5s para a mesma proeza.

Tem mais – Surpreendeu-se? Vem aí o caminhão Tesla. Vazio irá de 0 a 100 km/h em 5s; com 36 t de carga, 20s. Atração maior, carregado será capaz de manter 105 km/h numa subida de 5 graus – caminhões do mesmo porte, a diesel, andam a 70 km/h. Resultado, média horária maior, menos tempo em viagens. Autonomia de até 800 km com pacote extra de baterias, 480 km com o standar.

Questão – Não havendo almoço grátis, recarga exige consumo de energia igual ao consumo de 4.000 casas.

Na frente – Ford anunciou mudança na linha Fiesta. Não é a sétima geração, mas trato na anterior. Chama-o, com pouca criatividade, New Fiesta 2018, e marca-se pela mudança na grade frontal, cuja cor, preta ou cromada, indica a versão de conteúdo. Para-choques mudaram.

Freio – Ford freou investimentos, inalterando o grupo óptico, mas incluiu barras anti-intrusão nas portas e reforço estrutural no teto. Aparentemente depois dos maus resultados do Ka nas provas de impacto do LatinNCAP, iniciou corrigir economia construtiva. Tempos atuais exigiram levar a tela de 19 cm à versão SEL, com sistema Mirror Screen. Versão de topo, Titanium, agrega câmera de ré.

Mecânica – Motores mais potentes na categoria, policilíndricos, em alumínio, transversais, 1,6 litro, 125/128 cv, e 1,0 litro, Ecoboost, turbo , 125 cv e densos 200 Nm de torque – medida encontrável nos motores 2.0 aspirados. Transmissões mecânicas de cinco velocidades ou automática com seis.

Quanto – Leque abre em R$ 56.690 versão de entrada e vai a R$ 75.190 para a de topo, Titanium 1.6 Plus, transmissão automática, bancos revestidos em couro, sete bolsas de ar, sensores de chuva e crepúsculo.

E – Adicional de custo pelo turbo eliminou versão Titanium com motor Ecoboost.

Novo – Início de janeiro Honda apresentará novidades estéticas no sedã compacto City. Eleição – Jornal do Carro, do Estado de S. Paulo, fez pesquisa entre 1.500 motoristas e elegeu a Mercedes-Benz como a marca mais lembrada. Também vitoriou em iniciativas da AutoData e TranspoData.

Definição – Assumida pela Marcopolo, também fabricante de carrocerias para ônibus, Neobus definiu estratégia: aplicou-se aos micro-ônibus. Até outubro montou 639 unidades, contra 413 em 2016, 64,4% de crescimento. Dedica-se, também, aos urbanos Mega; micros Thunder e rodoviários N10.

Ambição – Rinaldi, produtora gaúcha de pneus e câmaras de ar reforçadas para motos com aplicação off-road, iniciou exportar ao atrativo mercado norte-americano. USAMX, a importadora, foi responsável por abrir o mercado mexicano à Rinaldi, quer repetir o feito nos EUA, a partir da Flórida.

Gente – Carlos Gomes, português, presidente PSA Brasil e America Latina, membro do board do Groupe PSA, eleição. OOOO Personalidade do Ano no Prêmio AutoData 2017. OOOO Segunda vez. OOOO Antonio Megale, Anfavea; Besaliel Botelho, Bosch; Roberto Cortes, da MAN, também. OOOO Silvio Campos, engenheiro mecânico, mestre em economia, progressão. OOOO Marketing do produto na Case IH, de tratores. OOOO

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