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Opinião | Roberto Nasser |

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Roberto Nasser

Volkswagen define o futuro

Empresa prepara 11 lançamentos e renovações no Brasil e Argentina


T-Cross, próximo passo da VW para volta à liderança, está pronto (foto Carbuyer)

Razões desconhecidas, talvez a liderança no mercado doméstico local, talvez o fato de o novo presidente Pablo Di Si ser argentino, levaram a Volkswagen a anunciar seus projetos brasileiros no vizinho país. Atrelado à performance do Brasil, seu maior cliente, este ano, em crescimento, arranhará 900 mil unidades – pouco mais de um terço das vendas no Brasil.

Anúncio foi feito durante a festa de fim de ano da empresa, quando o executivo maior para o Hemisfério Sul e ex da empresa argentina exibiu imagens num painel em inglês – explicou ter sido o mesmo empregado para defende-los junto aos superiores da Alemanha –, e contou projetos de produtos a 400 executivos, concessionários da marca e fornecedores. Injeção de entusiasmo, entre exibição de produtos com dados físicos, e promessas de configuração imprecisa, porém importante para motivar rede e fornecedores.

Em resumo
Pretensão de Di Si, disse-me em almoço recente, é recuperar a liderança de vendas e participação de mercado no Brasil. Aparentemente intenta somá-lo com o da Argentina e a recente e agressiva penetração nos demais países continentais para conseguir solidificar sua posição, disputando a liderança.

No geral, anunciou que a marca terá 18 produtos novos e releituras até 2020. Por tamanho, o que vem por aí:

Brasil
Mercado maior, lidera a lista das 11 novidades informadas. Por tamanho serão:

Up! – Versões, evoluções, como a mudança estética frontal criando espaço para receber outro radiador para o turbo maior da evolução do motor 1.0 TSI.

Taigun – Nome não será este, de protótipo apresentado em Salão do Automóvel e para ser construído sobre plataforma do up!. Mas a certeza dos prejuízos causados por ausência ao setor, e a disposição da Renault, célere, constante e consistente em sua ascensão no mercado no qual participa com quatro SUVs, incluindo e assim chamado Kwid, acicatou a VW a fazer – ou cometer – concorrente. Não o classifica utilitário esportivo, mas rótulo aparentemente criado pelo cinquentenário ectoplasma do diplomata e escritor Guimarães Rosa. Chama-o Crossover Utility Vehicle, e o trata pelas iniciais CUV – que sigla Alah! Crê-se faze-lo sobre o up!, de plataforma mais adequada e barata ante as multidimensões MQB e variações.

Gol – Tema em dois atos. Primeiro, versão dita AQ – Adeus, querido? –, extensiva ao Voyage, preparatória para substituição. Bom sítio argentino Autoblog especula sobre uso da caixa automática Tiptronic. Ato de coragem.

Questão – Dificuldade com o Gol é o fato de ter sido o mais vendido do país – hoje anda na 4ª posição, exigindo substituição –, e para conter custos simplificou a plataforma, chamando-a MQB-A00. A00 indica o sucessor do Gol.

Desafio – Criado no Brasil por brasileiros, Gol Sucessor, como chamado, sequer tem a garantia de empregar a mesma denominação. Mantém o velho parâmetro de ter comprimento igual ao do Fusquinha, 4m, e o trabalho foi para oferecer mais habitabilidade e porta malas, duas carências.

Fox – Passeando a ainda segura distância da beira do telhado, tem inexorável atração pelo vazio, para lá se encaminha. Terá versões Connect e Xtreme, de óbvio conteúdo buscando tecnologia e infodiversão, e sugestão de valentia.

Polo – Com seu meio irmão de três volumes terão versões GTS – decoração sugerindo esportividade.

Saveiro – Outro carro, sobre moderna plataforma do Virtus para ser maior, concorrente de Fiat Toro e Renault Oroch, mirando a morfologia de 4 portas.

T-Cross – Utilitário esportivo (veja mais abaixo).

Golf – Boa notícia, não sairá de produção, como insistentemente comentado pela discrepância entre conteúdo e vendas. Internamente referido como PA e referência maior, será trato estético.

Argentina

Tarek – Designação como projeto do Tharu, compacto utilitário esportivo do segmento C. Volkswagen corre atrás do lucro após omitir-se por mais de década sem participar deste segmento, o de maior expansão. Investirá US$ 650M para adequar a fábrica de Pacheco para fazê-lo no espaço industrial hoje utilizado pelo SpaceFox, lá chamado Suran. Novidade do Tharu será a plataforma, informada como sendo a MQB-A, mesma do Golf VII, e não sua evolução MQB A0 aqui aplicada ao Polo, Virtus, e à futuro picape médio. 2019.

Amarok – Não sofrerá mudanças, como os concorrentes. Apenas ênfase no uso do motor V6, atualização tecnológica em info diversão e conforto, com ênfase em característica pouco explorada – ter o rodar mais próximo de automóvel.

T-Cross está pronto
A Volkswagen não tomou cautelas maiores para o teste de inverno – no Hemisfério Norte –, e foi-se à Lapônia com o T-Cross para últimas validações de engenharia e reações sob temperaturas externas extremamente baixas. O sítio inglês Carbuyer registrou e divulgou.

No mercado será mais um dos utilitários esportivos VW, e no caso uma variação da nova família Polo e Virtus, com lançamento previsto para o próximo ano. Estilo conhecido, com rasgos de liberdade, alguma escola de design permitindo ser chamada Sóbria Faceira. Foto exibe rodas em aço, faróis de halogênio, mas a crença é ter versões elevadas com mais acessórios, tipo rodas em liga leve e luzes em LEDs. Em motorização deve empregar os coringas da marca, 1.0 três cilindros, com turbo, e 1.6 quatro cilindros, aspirado.

NOVO JEEP WRANGLER. O MELHOR MELHOROU

Desafio para a FCA – Fiat Chrysler Automobiles –, melhorar seu mítico produto, o Jeep, sem perder a identificação visual e implementar sua capacidade de vencer dificuldades fora de estrada, cumprir sua missão atávica: ser capaz de abrir seu próprio caminho. Tudo indica, conseguiu, de acordo com o exposto para a nova linha recém-apresentada no Salão de Los Angeles, e com vendas ao mercado norte-americano a partir de janeiro.

Manter a história do mais mítico produto da história do automóvel começou por manter a fabricação na fábrica original, em Toledo, Ohio, muito distante de Detroit, Meca do automóvel nos EUA. Mas há um grande pacote de inovações, desde o intenso uso de alumínio na carroceria e mecânica, como grande implemento nos sistemas de transmissão para aumentar habilidades de vencer obstáculos. As três versões do Wrangler, Sport, Sport S e Rubicon, e a Sahara, com quatro portas, têm sistemas específicos de transmissão praticamente definindo a capacidade de vencer dificuldades. Aos passageiros, melhor conforto interno e de rolagem, segurança e tecnologia.

Motores EcoDiesel V6, 3,0 litros de cilindrada, V6 3,6 litros PentaStar, L4 2,0 com turbocompressor, injeção direta e 270 cv. Este com transmissão automática deverá ser o mais vendido.

Para desafios, transmissão mecânica com seis velocidades na versão Rubicon oferece redução de transmissão em 84,2:1!


Wrangler 2018, Jeep cada vez mais Jeep

RODA-A-RODA

Caminho? – Fábricas japonesas de motocicleta evoluíram para a produção de automóveis – com estrelismo para Honda e Suzuki. Yamaha não se aventurou, apesar de, há duas décadas ter revolucionado ao desenvolver novos motores em alumínio e ligas leves para a Ford.

Será? – Empresa anunciou picape tipo carro de sonho. Chama-o Cross Hub Concept, e é curiosa evolução dos representantes no setor: duas portas, cabine suavemente estendida, quatro lugares, santantônio incorporado à caçamba, facilidade de uso. Não teve indicativo industrial, mas parece balão de ensaio.


Marcante em estilo, protótipo picape Yamaha

Revisto – Jeep apresentou imagens do Cherokee 2018, com mudanças estéticas na frente, traseira, para-choques e de motorização. Irá dedicar-se a enfrentar o novo VW Tiguan 7 passageiros. Mais dados no Salão de Detroit, janeiro.


Jeep Cherokee, mudanças

Garantia – Quase 40 dias de antecedência, VW convida ao lançamento do Virtus, sedã inspirado no novo Polo. Ante a quantidade de marcas e novidades a apresentar, ultimamente se sobrepondo e arrasando agendas dos jornalistas, resolveu se antecipar, marcando espaço, evitando atropelamentos.

Curiosidades – JAC Motors distribuiu comunicado de imprensa basicamente repetindo as informações oferecidas pela Coluna com anterioridade sobre montagem em Goiás. Mas, curiosamente, não indicou a cidade para a operação, mas declarou produção de 35.000 unidades anuais.

Mais – Nas curiosidades informou iniciar montagem em 24 meses e cumprir, no primeiro ano, as oito etapas industriais previstas no programa Inovar-Auto – mas a se encerrar neste mês, dois anos antes da operação da JAC...

Caminho – FCA, Fiat Chrysler, iniciou aplicar exoesqueleto na produção de motores. Trata-se de espécie de colete biomecânico vestido pelos operadores, e para absorver pesos, poupando o operador de maiores esforços.

O 4.0 – O artefato faz parte do grande e rápido processo de mudanças industriais genericamente chamadas Indústria 4.0.

Fornecedor – Diesel Shell será combustível do primeiro abastecimento dos caminhões Mercedes-Benz. Raízen, representante da Shell, instalou posto dentro da fábrica Mercedes em São Bernardo do Campo, SP.

Troca-troca – Negócio amplo. O diesel Shell será o combustível recomendado pela fábrica de caminhões, e a Raízen sugere a seus fornecedores em logística e transporte usem caminhões MB.

Dura Lex – Antigo brocardo de juridiquês, Dura Lex, Sed Lex, alguma coisa como “A lei é dura, mas é lei”, será muito lembrada neste país leniente: o Diário Oficial da União publicou Lei 13.456, alterando o Código de Trânsito Brasileiro, definindo:

Cana e cana – Dirigir sob efeito de álcool ou qualquer outra substância psicoativa determinante de dependência, gerará prisão imediata e pena de 5 a 8 anos de reclusão. Sem papo, bebeu, dançou.

Análise – AEA, associação de engenharia automotiva, fez cálculo indicando positividade para o polêmico programa Inovar-Auto. No item redução de consumo, traduzida como eficiência energética, Pesquisa e Desenvolvimento, gerou melhoria de consumo em 15,4% contra um objetivo de 12%. No tema, diz a entidade, houve inversão de R$ 85B.

Questão – Quem disse, meta de consumo deve integrar projeto de incentivo industrial? Seu lugar deve ser junto com as regras de emissões. O Inovar-Auto é marcha à ré industrial, com índices de nacionalização (sic) iguais aos praticados durante o Governo Getúlio, com ânimo de proteger a falta de produtividade nacional pelo elevar de barreiras contra os concorrentes estrangeiros.

Crown – Excelente série Netflix sobre realeza e foco na Rainha Elizabeth II, em sua segunda temporada exibiu a tomada do Canal de Suez pelo coronel egípcio Gamal Abdel Nasser – e o desgaste do governo inglês em trapalhada para, junto com franceses e israelenses, tentar retomar a passagem, sendo exemplados pelo restante do mundo.

Consequência – Expôs más consequências para os ingleses, mas esqueceu item importante na história do automóvel: o fechamento de Suez, cessando o abastecimento de petróleo à Europa durante o inverno, motivou a mudança radical no projeto dos automóveis ao final dos anos 50 e início dos 60.

Motivo – A falta do petróleo provocou excessiva taxação sobre carros com motores e consumo maiores, instigando novos projetos para carros menores, mais leves, grupo motopropulsor na dianteira ou traseira. Foi o responsável, por exemplo, pelos marcantes Simca 1.000 e pelos míticos Morris Mini. Nasser nada entendia de automóveis, mas fez a tomada de Suez os redefiniu.

Mecânicos – Apesar da dúvida quanto à data de comemoração do Dia do Mecânico – 1 ou 20 de dezembro? –, atividade se torna atrativa a quem quer pensar acima das porcas e parafusos. Frota cresce exponencialmente e há poucos especialistas para a manutenção exigindo conhecimento de férrea mecânica e etérea eletrônica.

Futuro – Sem representante na Fórmula 1, resultado da falta de projeto nacional para ter um piloto brasileiro na disputa do espetáculo mais televisado do Planeta, o surgimento de novos nomes dá esperanças. Alberto César Otazú, apoiado por Braspress/Instituto Desenvolve/Alpie Escola de Pilotagem e HT Pro Nutrition conquistou a 50ª vitória em apenas 10 meses no primeiro degrau do automobilismo.

Gente – Tatiana Carvalho, jornalista, volta. OOOO À FCA para atender a área de imprensa da Fiat em São Paulo. OOOO Adão Moreira da Silva, artífice de frisos para veículos antigos, passou. OOOO Era o conhecido Adão dos Frisos, de Viamão, RS, impecável em seu serviço perfeito. OOOO Será sucedido pela nora. OOOO

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