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Opinião | Joel Leite |

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Joel Leite

12/09/2019

Carro é SUV; combustível é eletricidade

As evidências da evolução do carro e sua propulsão

Já há algum tempo o carro elétrico tem sido a tônica das exposições de veículos, das feiras do setor. Nos últimos salões de automóveis não houve estande que não tivesse a presença de pelo menos um modelo eletrificado: 100% puro ou híbrido.

E a energia elétrica em todas as categorias: de carrinho de golfe a caminhão pesado.

Mas parece que essa história da montadora apresentar um modelo elétrico para não ficar por fora da onda acabou. Isso já não basta.

Eu falei com o jornalista Pedro Kutney, do portal Automotive Business, que está no Salão de Frankfurt, na Alemanha, e ele disse que quem visita o salão alemão tem a impressão de que o motor a combustão acabou.

Ele disse que ficou surpreso que em alguns estandes, como o da Volkswagen e da Mercedes-Benz, simplesmente não havia nenhum carro puramente a combustão: todos elétricos ou híbridos!

Cora a cena, desce o pano!


Há algum tempo outra tendência tem se intensificado: a do utilitário esportivo. Ele já é maioria em alguns mercados; é dominante na Europa e no Brasil é o segmento que tem a maior quantidade de ofertas.

Há quem já considere que o SUV não é mais uma categoria de veículo, mas sim sinônimo de carro. E depois desse Salão de Frankfurt, há os que vão considerar que a eletricidade não é uma opção (pelo menos para a Europa), mas “o” combustível do carro, quer dizer, do SUV.

Assim, carro, agora, é SUV; e combustível, eletricidade.

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Este artigo foi publicado originalmente pela Agência Autoinforme
joelleite@autoinforme.com.br

Comentários

  • Denis

    "Combustívelé eletricidade". Você acredita que esta afirmação também é válida para o Brasil? Gostaria da sua análise.

  • MARCOCOELHO

    realidadena Europa, parece distante no Brasil, o carro eletrico sofre outros debates por aqui, como a fonte de energia q será usada, ou seja, a matriz energética pra abastecer qualquer frota de veículos elétricos? Assunto que no brasil teremos vantagem, há países com queima de carvão em 25% do total produzido. Para além disto, a logística da recarga tem peso no tema, pois não há carregadores suficientes nas ruas, e muitos não têm vagas de garagem em grandes cidades européias. Entretanto, as cias de luz - são pelo menos 4 as opções em Portugal - oferecem tomada de carga diferenciada pra quem tem garagem, que não são muitos.

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