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Opinião | Francisco Sarkis |

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Francisco Sarkis

10/10/2019

O futuro está no cliente, não na tecnologia

Manter-se competitivo implica treinar muito bem todos os que terão contato direto com ele

Muitos especialistas preveem que a indústria automotiva se modernizará ainda mais nos próximos anos, ganhando eficiência pela robotização e digitalização de uma série de processos industriais que anteriormente eram realizados com pessoas e agora com máquinas. Com a chegada do digital é preciso não apenas se preocupar com a modernização dos processos fabris e de distribuição. É preciso pensar no futuro dos negócios que ainda estão por vir, suas tendências e os possíveis impactos no mercado, garantindo assim a continuidade das empresas no amanhã. Pensar no futuro a partir do que vem dando certo hoje é muito arriscado. Os negócios de maior sucesso da atualidade, como Uber, Airbnb e Mercado Livre, por exemplo, são todos disruptivo, ou seja, não existiam no passado.

Todo negócio, mesmo que no futuro, não existirá sem clientes. Não é preciso ter bola de cristal para prever que ainda precisaremos ser competitivos. Entenda como conquistar, rentabilizar e reter clientes. Vamos imaginar que com a chegada dos carros autônomos, o proprietário do veículo ainda se tornará mais exigente, pois os veículos necessitarão de serviços de manutenção de alta tecnologia. Como os carros autônomos podem circular na estrada dia e noite o ano inteiro, o nível de desgaste do veículo será muito maior.

Os clientes exigirão oficinas que entendam de um nível de automação maior, pois a influência da computação sobre seus componentes tende a aumentar. Por isso, os profissionais que trabalham na cadeia de autopeças deverão entender a lógica que comanda essas máquinas, tanto em relação aos hardwares (parte física) quanto aos softwares (programação).

Com a conectividade, os computadores de bordo trocarão informações por aplicativos para smartphones, possibilitando a comunicação por Bluetooth ou wi-fi com dispositivos portáteis de leitura de módulos eletrônicos.

Como o proprietário do veículo contará com um diagnóstico rápido e prático pelo celular, exigirá mecânicos que entendam a linguagem da máquina para saber qual o real problema e quais ajustes precisam ser feitos para continuar rodando. Toda a cadeia automotiva precisará compreender o básico de conceitos como algoritmos, código binário e inteligência artificial pode fazer a diferença para lidar com esses carros mais sofisticados e, principalmente, com clientes empoderados.

ATENDIMENTO


Hoje não vivemos sem celulares, APPs e plataformas. Estar próximo dos clientes está cada vez mais fácil. Os fabricantes poderão interagir mais diretamente com o consumidor final para ganhar ainda mais a confiança e fidelização. Afinal, a reputação das montadoras está a um clique de distância.

Então, para que o atendimento mantenha a qualidade será necessário investir constantemente em aperfeiçoamento técnico. Isso fará com que os profissionais se tornem referência para os donos dos veículos, ajudando a aumentar a competitividade ante os clientes.

Enfim, o futuro ficou incomum. No entanto, só é incerto para quem não está preparado para as oportunidades trazidas pelo novo cliente digital. E este será o tema do nosso próximo encontro. Até lá.

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