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Opinião | Francisco Sarkis |

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Francisco Sarkis

19/02/2020

Colaboradores vão passar pelo crivo dos clientes

No mundo da reputação digital, o indivíduo mal avaliado não poderá continuar pelo risco de quebra do negócio

Quando começamos a pensar qual é o impacto na produtividade das equipes diante de novos desafios do digital (app, celulares, plataformas, entre outros), passamos a repensar uma série de soluções para resolver os impactos causados pela maior complexidade que se vem apresentando no atendimento de clientes. Em especial na manutenção de altos padrões de qualidade ao mesmo tempo que se mantém a grande diversidade de modelos de veículos, marcas, serviços e personalização.

Na próxima década, as organizações mais competitivas terão de quebrar as barreiras internas porque o cliente vai interferir cada vez mais na seleção dos fornecedores. Veja os seguintes exemplos no Uber, Mercado Livre ou GetNinjas. Quem atende bem o cliente é mais valorizado. E o cliente também se sente mais bem atendido pela plataforma. Vai receber/escolher os profissionais mais bem classificados.

Do lado dos profissionais, estes terão mais preparo para se virar, como se fossem uma startup. E como não é preciso ter "chefe", o negócio pode se tornar mais exponencial. O Uber não tem departamento de RH para gerir os 3 milhões de motoristas em todo o mundo. No entanto, para poder abrir mão de toda a estrutura é necessário haver mais reputação digital. Esta será então um índice determinante para a vida de todos. Quem tiver mais estrelas terá privilégios e quem não tiver será obrigado a sair do negócio.

No mundo da reputação digital, quem não tiver avaliação adequada vai ter de mudar. O colaborador mal avaliado não pode continuar. Quebra o negócio. Ninguém compra de vendedor do Mercado Livre com péssima avaliação. Então o que a gente vai ver na próxima década é o fim do conceito de emprego do jeito que a gente conhece hoje.

É um novo conceito de trabalho mais meritocrático. Como se fosse uma bolsa de valores, cada indivíduo terá uma cotação no mercado e isso vai definir o sucesso como também o insucesso. Com a flexibilização que o atual governo vem propondo, isso tudo tende a ser cada vez mais a realidade dos trabalhadores, inclusive de carteiras assinada.

Desta forma, isso acabaria mudando a dinâmica dentro das empresas. Abrir-se-ia espaço para as revisões das "cadeiras cativas". Sabe aquele colega que tem "padrinho forte" e não pode ser demitido? Você conhece algum caso assim? Disfarça! Então, isso iria se reduzir muito.

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