ANÁLISE

RH E VIDA CORPORATIVA

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?


O ano era 1968, e era a primeira vez que iria a uma festa de natal no trabalho de minha mãe. Faz 41 anos, mas lembro-me da emoção que sentia. Numa festa enorme nas dependências da Ford-Willys em São Bernardo do Campo, pisei numa fábrica pela primeira vez. Estava maravilhado! Decidi, aos meus 7 anos, que era isso que queria fazer.

Claro que mudei de ideia algumas vezes, sonhei em ser piloto de avião militar, médico, mas graças a essa visita e influências de pessoas queridas na minha vida, meu primeiro emprego foi na indústria automobilística, na Ford. Iniciei como peão na linha de produção, e o salário dava justo para a faculdade de engenharia e meus gastos de começo de vida. Naquela época, qualidade de vida era isso, ter um bom emprego. Era a certeza de um futuro melhor.


O ano era 1968, e era a primeira vez que iria a uma festa de natal no trabalho de minha mãe. Faz 41 anos, mas lembro-me da emoção que sentia. Numa festa enorme nas dependências da Ford-Willys em São Bernardo do Campo, pisei numa fábrica pela primeira vez. Estava maravilhado! Decidi, aos meus 7 anos, que era isso que queria fazer.

Claro que mudei de ideia algumas vezes, sonhei em ser piloto de avião militar, médico, mas graças a essa visita e influências de pessoas queridas na minha vida, meu primeiro emprego foi na indústria automobilística, na Ford. Iniciei como peão na linha de produção, e o salário dava justo para a faculdade de engenharia e meus gastos de começo de vida. Naquela época, qualidade de vida era isso, ter um bom emprego. Era a certeza de um futuro melhor.

Trabalhei por 20 anos nessa maravilhosa empresa onde aprendi muito, me diverti muito, e me desenvolvi como profissional. Uma escola e tanto. Problemas? Perdi a conta! Cada um somou-se a minha vivência corporativa.

Quando completei 20 anos de Ford e 40 de idade senti que era hora de desenvolver outras habilidades, aprender mais sobre temas que me desafiavam, e mudei o rumo. Hoje, além das minhas atividades profissionais, cultivo hábitos que na época corporativa não conseguia conciliar. Escrever é um deles. Fotografar é outro. Mudei o ritmo, que segue forte, mas sinto-me confortável com a divisão atual do meu tempo, que agora é suficiente para meditar, trabalhar e me divertir.

Nos dias mais pesados, trato de equilibrar a equação assim que posso. A tecnologia ajuda, a vivência ajuda, e acima de tudo, a atitude ajuda. Com foco na saúde, na família, nos amigos, na espiritualidade e no trabalho, trato de integrar meus aprendizados nessas dimensões, impulsionando minha vida de encontro aos meus propósitos, pautado por valores virtuosos, fazendo o bem para viver bem.

Trabalhando como se fosse durar para sempre. Vivendo como se não houvesse amanhã.


Ivan Carlos Witt é sócio-presidente da Steer Recursos Humanos, empresa que fundou em 2002. Ocupava antes o cargo de diretor de compras para a América do Sul da Ford Motor Company, onde trabalhou por 20 anos. Atuou 10 anos no exterior (México, Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e Alemanha) em cargos de liderança nas áreas de recursos humanos, manufatura, logística e compras. Engenheiro eletricista, atua hoje como headhunter, conduz treinamentos corporativos e desenvolve o Programa Horizontes de aconselhamento profissional para líderes.
iwitt@steer.com.br

Comentários: 0
 

Comente este artigo

Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de questões técnicas ou comerciais. Os comentários serão publicados após análise. É obrigatório informar nome e e-mail (que não será divulgado ao público leitor). Não são aceitos textos que contenham ofensas, palavras chulas ou digitados inteiramente em letras maiúsculas. Também serão bloqueados currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.
Seu nome*: Seu e-mail*: