ANÁLISE

RH E VIDA CORPORATIVA

Craques vivem perseguidos


Como Neymar, executivos também podem ser vitimados


Neymar Júnior, o craque, boa gente, jovem e otimista, brilhante e milionário, era nossa esperança para ganhar o mundial de futebol em casa. Quis o acaso ou a deslealdade, sem entrar no mérito, que ele não pudesse disputar as semifinais e, quem sabe, a final do mundial. Teremos de enfrentar a Alemanha, um time que impõe enorme respeito pelo que vem jogando e pelo que representa no futebol mundial.

A vida profissional reserva surpresas desse tipo. Um craque como Neymar Júnior é visado. Ele sabe bem disso e evita ao máximo essas situações (a fama de cai-cai vem daí). Fazendo um paralelo com as organizações, é mais ou menos a mesma coisa. As estrelas das organizações também enfrentam oposição, pois muitos querem seus cargos. Elas aprendem a se defender. Conhecem bem o jogo, são cobradas, tem habilidade, fazem coisas que parecem impossíveis, chegam lá, mas são vítimas aqui e ali de boatos, deslealdades, puxadas de tapete.

Olhando por outro ângulo, são seres humanos e sujeitos às adversidades do acaso ou destino, escolha como queira chamar. Por isso, organizações precisam pôr ênfase no processo e nas pessoas. Um não vive sem o outro. Quanto maior e mais complexa a organização, mais detalhados são os procedimentos operacionais. Eles existem para que, na falta de figuras-chave, qualquer que seja a razão, a organização continue funcionando e entregando os resultados que dela se esperam.

Coisas que poucas pessoas conhecem, como políticas que proíbem todos os membros de uma diretoria viajarem no mesmo avião, para que em caso de acidente parte da liderança se mantenha, até cláusulas contratuais que proíbem a ida para a concorrência, são utilizadas a fim de proteger a organização, que precisa manter-se funcional.

Quem nunca assistiu a um filme em que o presidente dos Estados Unidos embarca no Air Force One quando existe uma ameaça real à Casa Branca? Ou em que um espião carregue consigo uma maleta algemada a seu braço que possa ser entregue ao presidente ou alguém de alto escalão para detonar uma arma nuclear?

Por outro lado, esses personagens, apesar da sua relevância, não conseguem atingir resultados sem a ajuda dos demais. Se todos conhecerem seu papel no jogo, se as ações forem estabelecidas, estudadas, treinadas, o resultado será atingido. O líder não precisa estar no campo de batalha (na verdade, quase sempre não está, dado seu valor estratégico) para que a vitória seja alcançada.

Organizações de alto desempenho têm seus processos estabelecidos e conhecidos, protegem a liderança contra riscos e preparam substitutos à altura dos desafios caso algo ocorra ao titular. Por isso é normal que estejamos preocupados com o próximo jogo do Brasil contra a Alemanha. Eles são favoritos, pois têm seu plantel intacto.

Teremos duas baixas importantes, o capitão Thiago Silva e o nosso craque Neymar Júnior, impossibilitados de atuar na semifinal. Mas, tenha certeza, os alemães não vão ter moleza e estarão ansiosos para jogar contra o Brasil. Porque se os desfalques ajudam, o jogo terá a torcida a favor, é na casa do adversário e os onze em campo não são bobinhos não. Jogam em grandes times, são estrelas e fazem parte da seleção brasileira de futebol, aquela da camisa amarela e que ostenta cinco estrelas sobre o brasão da CBF.

Será um jogo emocionante e, tenho certeza, leal. Que vença o melhor.

Comentários: 2
 

Ivan Witt
08/07/2014 | 19h20
Que dureza! Parabéns para a Alemanha. Mereceu! A nós fica a missão de rever tudo nesse país, TUDO ! Que esse seja um dia para celebrar no futuro. O dia que acordamos e decidimos arrumar o Brasil.

Wesley Mariano
16/07/2014 | 08h31
Verdade...que dureza! Também acho que a Alemanha está de parabéns, mas em meio uma conversa e outra, o sentimento é de que nosso líder estratégico (aquele que nunca vai ao campo de batalha) errou ao achar que as 05 estrelas que ostentamos em nosso peito fosse o suficiente para acreditar que poderíamos encarar a Alemanha, um time organizado e disciplinado de igual para igual. Esse foi seu maior erro... pequenos quando enfrentam grandes se fecham e jogam no contra-ataque, os comandantes da nossa seleção deveriam ter utilizado os vídeos dos jogos de Gana e Argelia contra Alemanha como treinamento, quem sabe teríamos mais chances do que enfrentar os gigantes alemães de frente como se fossemos do mesmo tamanho.

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