Não é de hoje que a Filosofia comenta a
falta de gosto por mudanças que acompanha o ser humano. Aristóteles,
há mais de 300 a.C, já comentava sobre o tema. A Psicologia
também se debruçou sobre esse tema e vem tentando ajudar
os profissionais a serem mais flexíveis.
Entretanto, são poucas as pessoas que gostam de
mudanças. Atitudes simples, como mudar o caminho de casa para o
trabalho, escolher um restaurante diferente para almoçar e trocar
o trajeto de volta para casa no final do dia, não são tomadas
pela maioria das pessoas.
É fácil entender essa predileção
humana pela rotina. Mudar traz insegurança. Só que quando
essa resistência aparece dentro do ambiente empresarial, pode ser
um sinal que os negócios, em breve, irão estacionar. Quando
pensamos em todo o volume de informações disponível
no mundo, todo o conhecimento gerado em todos os países juntos,
e que esse conteúdo pode dobrar até 2020 ou em menos de
seis meses. Imagine como a sua empresa ficará desatualizada se
continuar detestando mudanças.
O que causa medo nas pessoas não é a mudança,
mas o desconforto que ela traz. Para amenizar esse sentimento de insegurança,
é preciso saber anunciar as novidades aos funcionários e
envolvê-los de forma adequada no processo. Quando uma empresa vai
fazer uma mudança e anunciá-la, a mesma noticia causa reações
diferentes nas pessoas. A capacidade de transmitir essa notícia
de forma mais atrativa faz os colaboradores integrarem o movimento
Existem duas formas de promover a mudança: uma,
quando a empresa reage para corrigir algum processo que está defasado.
E a outra envolve a mudança em um momento em que a organização
está em posição de destaque e quer oferecer novos
produtos e serviços aos consumidores.
Mudar por causa de uma reação é mais
complicada. Enquanto a empresa possui uma operação estabilizada,
tem mais fôlego para promover movimentos de mudança, mas
quando ela reage, normalmente já perdeu espaço e está
com o caixa comprometido. É desastroso, causa mais rupturas e feridos
no meio do caminho.
Muitos são os motivos que atravancam a decisão
de mudança nas empresas. Entre eles, o medo dos gestores de gastar
um recurso que não têm e de convencer as pessoas da necessidade
de mudar.
Para um líder estar à frente de uma operação
precisa ter uma qualificação especial: coragem de liderar
e de ter iniciativas que causem rupturas e tragam algo novo para a empresa.
Neste sentido, o líder é o maestro de uma
organização, portanto ele tem que transmitir segurança,
passar as informações necessárias para conseguir
envolver a equipe nesse momento de mudança.
É preciso mudar enquanto o profissional está
no auge da carreira, mas muitas precisam ser planejadas para não
se tornarem uma aventura.