REDUÇÃO DO
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Os últimos aumentos no preço do combustível estão
pesando cada vez mais no bolso dos consumidores que utilizam o carro freqüentemente.
O litro do álcool cobrado hoje, por exemplo, subiu 50% em comparação
com o custo médio de 2005. A gasolina registrou alta de aproximadamente
10%. A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva)
destaca que algumas mudanças ao dirigir podem ajudar os motoristas
a economizar. “Melhorar a nossa performance é uma boa alternativa
para reduzir o consumo. Além de amortizar os gastos, ajuda a minimizar
o uso de petróleo, um bem finito, e a poluição disseminada
no meio ambiente, proporcional à quantidade de combustível
queimado”, explica Paulo Lozano, diretor técnico da AEA.
Existem três pontos que interferem diretamente
nesta questão: manutenção, direção
e planejamento. A manutenção é essencial para garantir
as características de rendimento e a boa performance do veículo.
O motorista deve respeitar a categoria de óleo especificada no
manual do veículo e manter o nível correto. Uma boa lubrificação
evita aumento do atrito interno do motor, o que gera perdas expressivas
e diminui a vida útil. Motor ajustado, sistema de injeção
limpo, velas limpas e com folga correta são outros itens que devem
ser verificados. Filtro de ar obstruído, por exemplo, pode aumentar
o consumo em até 10%. “A gasolina ‘aditivada’
ajuda a manter o sistema de inje&cc edil;ão limpo durante um
longo prazo. Porém, o rendimento é o mesmo em quase todos
os carros com relação à gasolina ‘comum’”,
ressalta Lozano.
Os pneus também podem interferir no consumo de
combustível, por isso devem ser calibrados conforme especificação
do fabricante do veículo a cada duas semanas, sempre quando estiverem
frios. Por causa da pavimentação ruim das ruas, alguns motoristas
optam por diminuir a pressão dos pneus para obter mais conforto
de rodagem. Entretanto, este hábito ocasiona desgaste irregular
dos pneus e faz o consumo de combustível crescer em até
3%. Suspensão desalinhada também aumenta o atrito, o consumo
e o desgaste dos pneus.
Quem usa freqüentemente o ar-condicionado deve ter
certeza de que a carga do fluido está completa e que não
há vazamentos. A vedação do carro deve estar em bom
estado. A troca do filtro de pólen nos intervalos estipulados deve
ser respeitada. O ideal é utilizar o ar-condicionado com moderação
mantendo todas as janelas fechadas. Quando acionado, o compressor do ar-condicionado
consome alguns cavalos de potência do motor e o aumento no consumo
fica em torno de 0,5% a 2%.
Com relação aos hábitos de direção,
o primeiro fator a ser destacado é a aceleração,
responsável pela maior parcela no consumo de combustível
de um automóvel. Acelerar suavemente, não esticar as marchas
e nem trocá-las prematuramente são atitudes que contribuem
para a economia. Ficar atento ao trânsito, sempre procurando se
antecipar ao que vai acontecer de modo a evitar variações
bruscas de velocidade também ajuda. Em grandes congestionamentos,
desligue o motor se conseguir prever que ficará parado por mais
de três minutos.
Nas subidas, evite ultrapassagens que requerem redução
de marcha e aceleração do veículo. Se o carro possui
injeção eletrônica, é mais indicado manter
80 km/h em quinta marcha com o acelerador no fundo em uma longa subida.
Isso gasta menos do que obter a mesma velocidade em quarta marcha, com
um pouco menos de pressão no acelerador.
Nas estradas, a aerodinâmica torna-se um fator de
suma importância. Se não for utilizar o bagageiro, retire
os elementos transversais. Se for, obedeça aos limites de peso
e dimensões da carga. O excesso de velocidade também é
tão prejudicial à segurança quanto ao consumo de
combustível.
Hábitos de planejamento contam pontos adicionais
para economizar combustível. Evite deslocamentos curtos, em que
o motor não atinge a temperatura normal de funcionamento, pois
motor frio gasta mais. Reduzir o percurso, tanto na cidade quanto para
viagens longas, e evitar pontos de congestionamento também ajudam
a reduzir o consumo.