Num momento
em que, preocupados, cientistas e políticos do mundo inteiro discutem
meios para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa
e como enfrentar as prováveis conseqüências do aquecimento
global, temos uma ótima notícia para a sociedade, cuja repercussão
vai muito além das nossas linhas de produção ou da
nossa rede de concessionários. A Volkswagen do Brasil, pioneira
no lançamento de carros bicombustíveis em março de
2003, também é a primeira montadora a alcançar -
neste mês de maio - o marco histórico de 1.000.000 de veículos
Total Flex.
Isto significa
o triunfo de uma tecnologia revolucionária, desenvolvida em nossos
laboratórios de São Bernardo do Campo (SP), que aponta um
caminho concreto para a redução das emissões. O carro
Total Flex deu ao consumidor o direito e o poder de escolher o combustível
do seu carro, o melhor e o mais barato, em cada situação
de uso e em cada região do Brasil. Além disso, resgatou
a credibilidade do brasileiro no álcool, mudou completamente os
padrões de consumo do mercado automotivo nacional e está
ajudando a fortalecer a economia sucro-alcooleira do País.
E o melhor
de tudo: como subproduto, a nova tecnologia da Volkswagen também
contribui de forma decisiva com o esforço mundial para reduzir
as emissões de gás carbônico. Para entender o que
representa exatamente este milhão de veículos bicombustíveis
para o meio ambiente e para a economia, recorremos à mais importante
entidade representativa do setor sucro-alcooleiro, a União da Indústria
da Cana-de-Açúcar (Unica). E os números calculados
pelos pesquisadores que fazem parte do corpo técnico da organização,
revelados neste texto em primeira mão, são realmente impressionantes.
Se fizermos
um exercício conservador, considerando que este milhão de
veículos trafegue metade do tempo com gasolina e metade com álcool,
em um ano a frota Total Flex produzida pela Volkswagen terá deixado
de gerar 1,75 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera. Esta emissão
equivale a 2,8 milhões de árvores plantadas, uma vegetação
suficiente para recobrir quase todo o Parque Nacional da Tijuca, no Rio
de Janeiro.
Ainda falando
em termos ambientais, também contribuímos em larga escala
para a redução de poluentes atmosféricos - tais como
monóxido de carbono, partículas, óxidos de enxofre
e hidrocarbonetos -, ajudando a melhorar a qualidade do ar nas grandes
cidades brasileiras.
Em termos
econômicos, seguindo no mesmo exercício, nosso milhão
de veículos foi responsável pela geração de
12 mil empregos diretos apenas no setor sucro-alcooleiro. Isso representa
mais postos de trabalho do que temos em nossa maior fábrica, no
ABC Paulista. Ao mesmo tempo, a renda gerada no setor alcançou
a cifra maiúscula de R$ 1,35 bilhão, com recolhimento de
impostos em cadeia (ICMS e PIS/COFINS) da ordem de R$ 750 milhões.
O carro bicombustível
talvez seja, hoje, o melhor exemplo de uma tecnologia brasileira gerando
emprego, renda e recursos públicos na forma de impostos dentro
do próprio País.
Ao mesmo
tempo que a frota de flexíveis da Volkswagen movimentou a economia
nacional, nossos carros também ajudaram o Brasil a conquistar a
tão desejada auto-suficiência em petróleo, na medida
que deixamos de consumir o equivalente a 5,4 milhões de barris
de petróleo por ano. Isto significa uma menor vulnerabilidade da
economia brasileira às oscilações do preço
mundial do óleo cru e à instabilidade política das
grandes regiões produtoras.
O reflexo
positivo dos bicombustíveis na economia brasileira pode ser comprovado
também pelos números da Petrobrás. Em 2005, quando
a Volkswagen já tinha comercializado quase meio milhão de
carros Total Flex, as vendas de álcool combustível no País
cresceram 6,86%, com um consumo adicional de 298,68 mil metros cúbicos
em relação ao ano anterior. No mesmo ano, as vendas de gasolina
cresceram apenas 1,63%, ficando abaixo da variação do PIB.
Para nossa
satisfação, o sucesso dos carros bicombustíveis do
Brasil tem servido até como ferramenta de política externa
e para a projeção de uma imagem positiva do País
no exterior. O tema aproximou estrategicamente o Brasil dos Estados Unidos
e da União Européia, e nos colocou na vanguarda mundial
dos países que buscam soluções para o efeito estufa
e para a inevitável exaustão dos combustíveis fósseis.
Tudo isso
faz do carro Total Flex uma alternativa realmente competitiva e sustentável
aos combustíveis fósseis, que pode ser adotada rapidamente
em escala global, com vários desdobramentos positivos para a sociedade.
Não por acaso, logo após o lançamento dos primeiros
bicombustíveis, temos recebido na Volkswagen uma média anual
de 20 comitivas internacionais de agentes de governo e de homens de negócios
interessados na nova tecnologia. Europeus, asiáticos e norte-americanos
querem saber como estamos fazendo a "revolução verde"
em nossas ruas, avenidas, revendas e linhas de montagem.
Por tudo
isso, temos a convicção de que o primeiro milhão
de veículos flexíveis é um marco realmente importante,
histórico, não apenas para a Volkswagen do Brasil, mas também
para a economia brasileira. A iniciativa brasileira é hoje um exemplo
para o mundo.