QUEM É QUEM
Clique aqui e confira o perfil das empresas e executivos que atuam no setor automotivo.
ASSESSORIAS DE IMPRENSA
Clique aqui para contato com as principais assessorias.
SENTENÇAS
Clique aqui para saber o que disseram os executivos do setor automotivo.
ESTATÍSTICAS
O banco de dados de Automotive Business traz estatísticas atualizadas de produção, vendas e exportações de automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.
HIGHLIGHTS
Investimento das montadoras em 2008
US$ 5 bilhões
Investimento da cadeia de produção
US$ 23 bilhões até 2012, incluindo autopeças
Produção estimada de autoveículos em 2008
3.425 unidades (Anfavea)
Projeção da venda total de autoveículos em 2008
3.060 mil (Anfavea)
Projeção das exportações (2008)
780 mil autoveículos (Anfavea)
US$ 14,5 bilhões, incluindo máquinas agrícolas
Projeção das vendas de veículos importados (2008)
415 mil unidades (Anfavea)
|
|

 |
Ford aposta na versão sedan do novo Focus
A terceira geração, produzida na Argentina, chega em outubro com a mesma plataforma do Volvo C30 e Mazda 3 e ainda não traz motor flex. O lançamento acontece logo após a apresentação na Europa. O sedan, que deve representar a maioria das vendas, parte de R$ 59.690 e o hatch de R$ 58.190. A versão atual não sai de linha ainda.
O lançamento da terceira geração do Focus em São Carlos de Bariloche, na Argentina, logo após a apresentação na Europa, traz um veículo renovado e um marco de atualidade para a indústria automobilística brasileira. "É um veículo completo, que coloca a Ford novamente à frente no segmento”, garante Marcos de Oliveira, presidente da companhia para o Mercosul. Ele destaca que o projeto reflete a integração da engenharia local às tecnologias globais da Ford. O conceito Kinetic Design da marca é agradável, mas não chega a causar impacto no sedan, que adota linhas mais conservadoras e deverá representar dois terços das vendas – o outro terço caberá ao modelo hatch, menos sóbrio, que utiliza a mesma plataforma e o motor Duratec HE 2.0 a gasolina, que oferece 145 cavalos e torque máximo de 19 mkgf, com velocidade máxima de 204 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos. As duas versões devem ganhar motor flex em até um ano (1.6 L e 2.0 L). O preço do sedan parte de R$ 59.690 e o do hatch de R$ 58.190. O Focus atual continuará no mercado com motor 1.6 L, a partir de R$ 48.970 (8 de setembro).
Novo Focus incorpora tecnologias e inovação
O novo Focus chega em outubro nos modelos sedan e hatch, versões GLX e Ghia, com três anos de garantia. Com powertrain, acabamento e novidades que o colocam um patamar acima da geração atual, tem a missão de reforçar a imagem da marca no segmento, em que nunca chegou a ser um best seller. Produzido na Argentina, sobre plataforma global compartilhada com o Volvo C30 e o Mazda 3, o veículo adota partida sem chave, ar-condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para o motorista e o passageiro; computador de bordo com múltiplas funções; sensor de estacionamento traseiro; sistema de som Sony com MP3, entrada auxiliar, USB, conexão para iPod e Bluetooth. Conta ainda com um novo comando de voz para telefone, rádio e ar-condicionado. Os carros trazem de série freios ABS equipados com distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD) e controle de frenagem em curvas (CBC); sistema de luzes de alerta em frenagens com alta desaceleração; espelhos retrovisores externos com dupla curvatura, aquecidos e com piscas integrados, que evitam o embaçamento e reduzem os pontos cegos. O sistema de direção com assistência eletro-hidráulica oferece três opções de condução (normal, conforto e esporte). A transmissão automática seqüencial de 4 velocidades permite operar no modo automático ou no modo manual seqüencial. A oferta de equipamentos se estende a teto solar elétrico, piloto automático, abertura elétrica do porta-malas e da tampa de combustível, console dianteiro com descansa-braço integrado, coluna de direção ajustável e bancos em couro (8 de setembro). |
Metalúrgicos do ABC e PR fazem acordo
Segundo o Estadão de domingo, os metalúrgicos da região do ABC aprovaram a proposta das montadoras de reajuste salarial de 11,01%, o que representa aumento real de 3,6%, afastando a ameaça de greve. A negociação inclui trabalhadores de Taubaté, São Carlos e Tatuí. No Paraná terminou a greve dos trabalhadores da Renault Nissan, que receberam aumento real de 2,5% e reposição da inflação acumulada. O reajuste superior a 10% será pago com os salários de setembro. Os quatro dias de greve serão descontados do banco de horas. (8 de setembro).
Autopeças sinalizam ritmo forte na produção
Apesar do ritmo das vendas de veículos ter caído 15% no mês passado em relação a julho, para 244.771 unidades, a indústria de autopeças mantém a projeção de produção de 3,5 milhões de veículos neste ano - volume 17,5% superior a 2007, quando foram produzidos 2,977 milhões de unidades. A previsão é que nos próximos meses sejam fabricados 1,075 milhão de veículos.
Para 2009, a estimativa da indústria de autopeças é que a produção de veículos mantém a trajetória de crescimento, porém num ritmo menor, variando entre 6% a 7%. "As montadoras continuam sinalizando que a produção de veículos continuará alta no próximo ano", disse Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive. A análise é da Gazeta Mercantil (8 de setembro).
Iveco fecha megacontrato com Sistema Martins
A Iveco anuncia um megacontrato para o fornecimento de 725 caminhões ao Sistema Integrado Martins, maior atacadista-distribuidor brasileiro. Essa é a maior venda realizada pela marca no Brasil e também a maior aquisição em um único lote feito pelo SIM, que já havia fechado contrato, há pouco mais de um ano, para outro fornecimento de 183 caminhões. As compras atendem a renovação da frota do atacadista, que terá 90% de seus veículos da marca Iveco (908) até fevereiro de 2009, quando a operação deve estar concluída. O megacontrato inclui 305 caminhões leves e semileves Iveco Daily, 405 caminhões semipesados Iveco EuroCargo e 15 caminhões pesados -- 10 Cavallino 450E32 e cinco Stralis 490S38T. Os índices obtidos no consumo de combustível, que definem em grande parte os custos operacionais, foram um dos motivos para a escolha dos caminhões. “Nos semileves já conseguimos atingir até 8km/litro”, exemplifica Avenor Teixeira, diretor de Supply Chain da Martins, que contratou também o sistema de manutenção e reparação da Iveco para toda a frota, em todos os pontos do Brasil onde possui filiais.
Logística avançada determina sucesso do Sistema Martins
O Sistema Integrado Martins é uma das poucas empresas do Brasil capazes de chegar a todos os municípios brasileiros pelo menos uma vez por semana. Para cumprir esse papel conta com centrais de armazenagem em Uberlândia, João Pessoa e Manaus e 39 centros de distribuição avançada (transit points e cross docking) distribuídos pelo país. A frota própria de 1.170 veículos (1.010 caminhões e 170 carretas) roda 42 milhões de quilômetros por ano – o equivalente a mais de mil voltas em torno da Terra. Com 5.483 colaboradores e mais de 4,8 mil representantes comerciais, atende 360 mil clientes ativos, que têm à disposição mais de 16 mil itens diferentes. Os 310 mil pedidos mensais enviados pelos representantes geram cerca de 220 mil entregas. A separação de pedidos é realizada com modernos equipamentos de rádio-freqüência para maior agilidade, produtividade, custos mais baixos e erro zero nas movimentações (8 de setembro).
Magal avança na injeção de blocos de alumínio
O mercado de blocos de motor e cabeçotes em alumínio cresce forte no exterior. No Brasil, porém, poucas fundições aderiram a essa tendência. A Magal, uma das primeiras do segmento no país, investe R$ 22 milhões para ser pioneira e injetar e usinar totalmente blocos de motor em alumínio. A empresa acredita que iniciará o fornecimento de blocos no segundo semestre do próximo ano e de cabeçotes em 2010. As exportações também estão em pauta, alcançado clientes atuais. Mas a Magal quer também prospectar compradores para seu novo produto. “Contamos com o suporte da matriz alemã, que pertence ao grupo HIT – Honsel International Technologies” – diz Paulo Machina, diretor comercial da Magal no Brasil. Tanto a Honsel quanto a Magal têm larga experiência no setor. A primeira, com nove plantas na Europa e América Latina, completa cem anos e tem Audi, Volvo e Volkswagen entre seus clientes. A Magal tem 56 anos. “Com essa iniciativa pretendemos retomar o crescimento em 2009, já que atravessamos um período de estabilidade” – diz Machina. A Magal produzirá os blocos de motor por meio de injeção sob alta pressão e agregará valor ao produto com a usinagem para entrega ao cliente. Os cabeçotes serão fundidos em processo de permanent mold e também receberão pré-usinagem (8 de setembro).
Motos crescem de modo gradual e sustentado
Com produção acumulada de 1.472.707 motocicletas no ano, o segmento de duas rodas cresceu 26,6%, em relação ao mesmo período de 2007. O número confirma as previsões da Abraciclo, entidade que concentra a maioria das empresas fabricantes de veículos de duas rodas. Em julho de 2008 foram produzidos 159.900 motociclos e, em agosto, atingiu-se o número de 201.899 unidades, saídas das linhas de produção instaladas em Manaus, significando um acréscimo de 26,3%. No mesmo período do ano passado, chegaram ao mercado 176.467 novas motocicletas, perfazendo um aumento de 14,4%. Em agosto foram comercializadas 178.092 unidades, um crescimento de 23% sobre o mês anterior. “O ritmo de crescimento está sendo gradual e sustentado”, assegura Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da entidade. Para a exportação foram destinadas 14.393 unidades, um crescimento de 7,4% em relação a julho. No entanto, os resultados apontam uma queda de 17,8% se confrontado a idêntico período do ano passado que contabilizou a exportação de 17.508 unidades. Os dados sobre o desempenho do setor estão no website reformulado da Abraciclo,– www.abraciclo.com.br (8 de setembro).
Congresso SAE analisa projeto de veículos comerciais
Sob o comando da engenheira eletrônica Flávia Piovacari, o Congresso e Exposição da SAE Brasil, de 7 a 9 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, promoverá dezesseis apresentações temáticas voltadas para veículos de passeio e comerciais, transportes ferroviários, veículos de duas rodas, gestão, educação, aeroespacial, máquinas agrícolas e de construção, TI, manufatura e qualidade. Adotando como tema principal ‘Projetos globais: oportunidades e desafios para a engenharia da mobilidade’, o congresso apresentará também 120 trabalhos técnicos. Nos painéis, um dos temas em debate será o equilíbrio entres custos e tecnologias no projeto de veículos comerciais. “Nesse segmento é preciso considerar aspectos regionais e a especialização para chegarmos ao produto adequado a cada aplicação“, ressalta o Rogério Pires, diretor do Comitê Caminhões e Ônibus do Congresso SAE. Promovido no dia 9 de outubro, às 13h30, o painel mediado pelo jornalista Marcos Villela reunirá Celso Mendonça, engenheiro de vendas da Scania; Ricardo Barion, gerente de marketing da Volkswagen; e Antonio Roberto Berti, diretor da Viação Itaim Paulista (8 de setembro).
 |
Ivete Sangalo estréia campanha da Moto Traxx
|
| A Moto Traxx da Amazônia, do China South Group, um dos principais fabricantes mundiais de motocicletas, com fábrica no Brasil, estréia sua primeira campanha de mídia de âmbito nacional. Ivete Sangalo é a estrela das peças publicitárias da Heads Propaganda, que deve aplicar uma verba de até R$ 40 milhões em dois anos para reforçar a marca e promover as vendas (8 de setembro). |
|

Citroën leva o Hypnos ao Salão de Paris
A Citroën levará ao Salão de Paris (4 a 19 de outubro) o carro-conceito Hypnos, que considera uma expressão inédita de um verdadeiro veículo de exceção, com traços fortes e robustos. O crossover associa tecnologias criativas para oferecer desempenho marcante e respeito ao meio-ambiente. Com powetrain híbrido específica, o Hypnos utiliza motor de 200 cv que emite 120 g de CO2/km (8 de setembro).
Vendas da Renault cresceram 82% no ano
Sandero puxa vendas da Renault
A Renault do Brasil divulgou nota assinalando que continua com um desempenho de vendas crescente e superior à média do setor. De janeiro a agosto de 2008 a marca comercializou 79.273 veículos, alcançando 82% de crescimento em relação ao mesmo período de 2007. Em quinto lugar no ranking nacional de vendas, a marca vem apresentando um rendimento três vezes maior do que o mercado automotivo, que elevou as vendas em 26% neste ano. A participação de mercado da Renault em 2008 é de 4,3% (8 de setembro).
Já terminou o recall exclusivo do Volvo C30
A jornalista Heliana Frazão, do Estadão, descobriu que o dono do único Volvo C30 convocada para um recall é um empresário baiano, residente em Salvador, que optou pelo anonimato. Ele compareceu à revenda Rota Premium para fazer a troca da mangueira da caixa de direção (8 de setembro).
Atraso do Finame com implementos rodoviários
Fabricantes de implementos rodoviários estão esperando até 70 dias para receber repasse de recursos do Finame de contratos para financiamento de equipamentos. O prazo médio, até o final de 2007, estava ao redor de 20 dias. A informação é de Guilherme Arruda, na Gazeta Mercantil. O presidente da Anfir, Rafael Campos, estima que há R$ 500 milhões a R$ 700 milhões retidos. O descompasso eleva o custo financeiro das empresas, que vão ao mercado financeiro buscar dinheiro como alternativa para atender compromissos. O BNDES admite o aumento do tempo, atribuindo o atraso ao déficit de funding da instituição (8 de setembro).
Fiat argentina já produz 300 carros por dia
A Fiat investe US$ 300 milhões no pólo industrial de Córdoba, modernizando o complexo Ferreyra, conjunto de fábricas e galpões. É a segunda maior aplicação da montadora na unidade, depois dos US$ 600 milhões de 1995. Na unidade a marca produz os modelos Palio e Siena ELX 1.4 e HLX 1.8 e prepara o lançamento do motor FPT 1.9 litro, que será utilizado no Linea. O ritmo da fábrica é de 300 veículos por dia, mas pode chegar a 700 unidades até meados de 2009, em um turno. “O melhor momento do setor na Argentina aconteceu no ano passado” – disse Cristiano Rattazzi, presidente da Fiat local, lembrando que o mercado vinha crescendo a 25% ao ano. “Agora não será fácil sustentar um crescimento tão forte” – disse Pà jornalista Janes Rocha, do Valor (8 de setembro).
Veja: sem majestade para carros em megacidades
A edição de Veja de 10 de setembro traz na capa quarenta propostas para o Brasil, colhidas durante seminário promovido pela publicação. Uma das soluções apontadas na área de megacidades é tirar a majestade do carro. A revista escreve que no primeiro mundo progresso é transporte coletivo de qualidade e restrição severa à circulação de carros, por meio de medidas como rodízio e pedágio. O Brasil está na contramão, porque suas cidades continuam a reduzir o espaço para pedestres, a ampliar as vias para automóveis particulares e a tratar o transporte público com descaso. São Paulo, onde rodam mais de 6,1 milhões de carros, pode parar de vez em 2015. A proposta surgiu de debate entre o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, da professor da FAU-USP Raquel Rolnik, e do conselheiro das Nações Unidas, Jonas Rabinovithc. Outras propostas: organizar o transporte coletivo e conferir aos ônibus o padrão de metrô (8 de setembro). |
|
|
17 e 18 de setembro
Simea 2008 - Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva
Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, das 8h00 às 18h00. Tel. 11-5575-9043.
30 de setembro
Seminário VirtualCAE - A Otimização de Produtos Automotivos
Como projetar componentes mais leves e com maior durabilidade?
Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, das 8h00 às 13h00. Tel. 11 4229-1349.
7 a 9 de outubro
Congresso SAE Brasil. Center Norte, São Paulo.
7 a 11 de outubro
Automec Pesados e Comerciais, Reed Alcantara Machado, tel. 11 3060-4902. www.automecpesados.com.br
Anhembi, São Paulo |
Coluna do Fernando Calmon
|
SEM PARAR E PENSAR
Encarar os novos desafios pode não ser tão difícil quanto eleger o caminho mais correto e persistir. A indústria automobilística mundial está perto de uma encruzilhada. Precisa conciliar o crescimento acelerado dos países emergentes com as exigências dos mercados maduros. Estes, além da tendência de estagnação, precisam de novas soluções para depender menos do petróleo e cuidar melhor do meio ambiente.
No simpósio Tendências e Inovação no Setor Automotivo, realizado pela SAE Brasil esta semana em São Paulo, ficou claro que as alternativas existem, porém não há solução pronta e nem universal. Cada fabricante tem saídas próprias e apostas diferentes. É provável que convivam. Bastam dois exemplos: a BMW é a única que insiste na utilização do hidrogênio nos atuais motores de combustão interna (Ford a segue de longe); Renault-Nissan investe em carros elétricos com baterias para aplicações específicas em países como Israel (grande escala), Portugal e Dinamarca, a partir de 2012.
Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, explicou que a matriz vê mais de uma solução nos EUA. Até 2009 terá nove modelos híbridos no mercado. Em 2012 todos os motores lá produzidos serão flexíveis para funcionar com gasolina ou E85 (85% de etanol e 15% de gasolina). No segundo trimestre de 2011 (um ano de atraso) chegará o Volt, um carro elétrico com bateria de íon de lítio e um motor a combustão exclusivamente para recarregar a bateria.
Mesmo a solução híbrida apresenta opções. Como a palavra está na moda, o jargão técnico considera três níveis e os respectivos custos: híbrido micro, US$ 600 (desliga e liga o motor; recupera energia em frenagem); híbrido moderado, US$ 2.500 (alternador reversível que gera pequena potência elétrica adicional); híbrido total, US$ 6.000 (conjunto de motores elétrico e de combustão).
Testes feitos nos EUA comprovam que a viabilidade financeira do híbrido total se dá no uso intensivo em cidades. O SUV médio Lexus RX 400h proporciona redução de consumo de gasolina de apenas 2% no uso em estradas. Já a cidade de Nova York exigirá que táxis sejam híbridos, mais caros porém viáveis em gasto de combustível e emissões.
A Fiat Powertrain Technologies está próxima de viabilizar seu motor de 2 cilindros Multiair, conforme revelou João Irineu Medeiros. “Eliminamos a borboleta de aceleração e o comando de válvulas de admissão. Com turbocompressor e injeção direta o Multiair a gasolina poderia ser de 20% a 25% mais econômico, quase igual a um diesel”, adiantou. Deve entrar brevemente em produção na Itália com 900 cm³ e até 105 cv. Cogita-se da produção no Brasil.
Segundo Win van Acker, da consultoria Roland Berger, em Troy (MI), EUA, o tipo de uso (cidade, estrada ou misto) e as distâncias médias anuais percorridas orientarão as escolhas futuras. “Motores de combustão interna ainda têm muito a oferecer antes da era dos híbridos e dos elétricos a bateria ou a pilha de hidrogênio. Haverá espaço ainda para pequenos fabricantes especializados voltados à eletricidade”, frisou.
Com tantas opções, as decisões tornam-se ainda mais complexas. E sem tempo de parar e pensar.
RODA VIVA
REAÇÃO forte e conjunta dos fabricantes e concessionárias praticamente afastou as ameaças de aumento de impostos em nível federal (leasing) e estadual (ICMS). Visão curta e imediatista de governantes é incompatível com pesados investimentos, em gestação, de US$ 23 bilhões no período 2008/11. Quebra de regras abala qualquer índice de confiança. Lição aprendida?
SUZUKI volta ao Brasil por meio do Grupo Souza Ramos (GSR), que também representa e produz veículos Mitsubishi. Poucos sabem negociar tão bem com os enigmáticos japoneses. Ênfase inicial nos utilitários Grand Vitara (nova geração), Jimny e possivelmente XL-7, de maior porte. Automóveis, também nos planos. Nenhuma operação industrial a vista, garante Alexandre Câmara, do GSR.
ACERTO do motor voltado à pura economia de combustível (valores iguais de potência e torque, mas poderiam ser maiores), pneus mais leves e ajustes dos ângulos de suspensão dão potencial de redução de até 10% no consumo do Uno (de novo) Mille Economy. Uso paciente do econômetro no painel alçaria o ganho a 20%, segundo a fábrica. Dirigibilidade e conforto de marcha, mantidos.
NOVO Nissan X-Trail demorou demais a chegar do Japão. Preço a partir de R$ 95.000,00 sofre com pesado imposto de importação. É um 4x4 engatável por botão no console, bem equipado (generoso teto solar, faróis integrados ao rack) e bom acabamento. Perdeu em desempenho ao trocar o motor 2,5 por 2-litros. Estilo tem curvas em demasia, sem chegar a comprometer.
RADARES fixos, além dos móveis, são agora 25 na rodovia Rio-São Paulo (via Dutra). Estranho é impor limite de 40 km/h, igual para automóveis e caminhões, em trechos de descida da Serra da Araras. Traçado antigo, de fato, exige cautela, mas a velocidade imposta está fora da realidade. Contraproducente, irrita até o motorista mais pacato.
fernando@calmon.jor.br |
“O segmento de usados é três vezes maior que o de novos.”
Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, ao Globo, em 3 de setembro.
“Fizemos um esforço enorme para trazer o Focus mais cedo para a região porque há um reconhecimento da matriz na necessidade de mantermos nosso nível de competitividade.”
Rogelio Golfarb, diretor de relações corporativas para a Ford América do Sul, ao Estadão, em 3 de setembro.
“É preciso que eles apresentem muitas outras compensações para neutralizar a emissão de poluentes e empatar com as medidas que seriam tomadas a partir de janeiro.”
Ana Cristina Lins, procuradora, ao Estadão de 27 de agosto, referindo-se aos participantes da reunião de 26 de agosto, em Brasília, sobre o programa de emissões.
"Enquanto os motores Diesel são cada vez mais desejados entre os consumidores de automóveis no mundo, no Brasil estão apenas associados a ônibus e caminhões."
Olivier Boutaud, diretor de engenharia mecânica para a América na Renault.
"Queremos produzir 60 mil veículos na fábrica de Resende e esse número tende a aumentar ano que vem, podendo chegar a 75 mil."
Antonio Roberto Cortês, presidente da VW Caminhões e Ônibus, em entrevista ao DCI de 26 de agosto.
“O mercado deve crescer mais de 20% este ano, mas avançará 5% a 10% em 2009.”
Christian Pouillaude, vice-presidente comercial da Renault, a Automotive Business, em 22 de agosto.
“Carro barato não é carro perigoso.”
Carlos Ghosn, presidente da Renault Nissan, em 22 de agosto, durante o Congresso da Fenabrave, em Curitiba.
“É preciso pensar em garagens nos terminais de metrô e outros transportes de massa e não no centro das cidades.”
Márcio Fortes, ministro de Estado das Cidades, em 18 de agosto.
“Já temos veículos altamente avançados, mas engatinhamos em infra-estrutura.”
Vilmar Fistarol, presidente da SAE BRASIL, em 18 de agosto.
Leia mais... |
|