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Tesla demite 9% dos funcionários na busca por lucratividade

Negócios | 12/06/2018 | 19h56

Tesla demite 9% dos funcionários na busca por lucratividade

Corte é o maior dos 15 anos de história da fabricante de carros elétricos do Vale do Silício

REDAÇÃO AB

Nem só de disrupção vive a Tesla. A companhia decidiu demitir 9% da força de trabalho, com o corte de 3 mil de seus 37,5 mil funcionários. A redução no quadro de colaboradores é a maior dos 15 anos de história da montadora de carros elétricos e pretende ajudar a empresa a fechar um inédito balanço no azul. O plano da companhia é, ainda neste ano, alcançar a lucratividade e reduzir a dependência de investidores.

O corte foi anunciado por Elon Musk, o CEO da companhia e da empresa de exploração espacial SpaceX, em e-mail para funcionários que vazou para a imprensa. O executivo decidiu, então, se posicionar sobre a decisão em sua movimentada conta no Twitter.



Segundo ele, as demissões vão se concentrar em postos de trabalho administrativos, sem cortes na produção, que tem o desafio de acelerar o ritmo e entregar o alto volume prometido para o Model 3, o carro mais barato da marca, oferecido nos Estados Unidos por US$ 35 mil e com fila de espera superior a um ano. “A Tesla cresceu rápido, o que resultou em alguns papeis duplicados internamente e em funções que faziam sentido no passado, mas hoje já não se justificam”, esclareceu. O número de funcionários da empresa cresceu 12 vezes nos últimos cinco anos.

REDUZIR A BUROCRACIA E GANHAR AGILIDADE


O e-mail enviado por Musk a todos os funcionários destaca que o enxugamento busca garantir que a comunicação flua melhor internamente e que a montadora elimine burocracia e mantenha a capacidade de se mover rápido. Curiosamente, o desafio da jovem marca de carros é comum a todas as fabricantes de veículos, que buscam ganhar agilidade para competir em um mercado que se transforma rapidamente. O executivo agradeceu aos funcionários que contribuíram para o crescimento da companhia e destacou o fato de a Tesla ser uma empresa jovem em um segmento altamente competitivo e, na visão dele, ter dado passos importantes para transformar esta indústria e eletrificar a mobilidade.

As demissões na Tesla acontecem justamente em momento em que a companhia é acusada por trabalhadores de impedir que eles se filiem a sindicatos de classe nos Estados Unidos, algo proibido. Alguns funcionários teriam sido retirados das fábricas por seguranças quando começaram a distribuir panfletos das entidades internamente.

A crise trabalhista não é o único desafio que a montadora enfrenta. A dificuldade para acelerar a produção tende a expor a empresa a concorrentes. Uma série de marcas tradicionais investe no lançamento de carros elétricos de alta performance, como a Porsche, com o esportivo Taycan, e a Mercedes-Benz, com o EQA.



Tags: Tesla, demissão, negócios.

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