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Mercado e Negócios | 13/04/2011 | 22h04

Alemanha de olho na indústria automotiva brasileira

Mercado nacional é o segundo mais importante para o país, atrás apenas da China.

Giovanna Riato, Automotive Business

Giovanna Riato, AB

A VDA, entidade que representa as montadoras de veículos e fabricantes de autopeças alemãs, trouxe pela primeira vez o seu diretor, Klaus Bräuning, para acompanhar a Automec. O executivo reservou um tempo durante a passagem pela feira, que acontece até 16 de abril em São Paulo, para conversar com a imprensa brasileira.

O dirigente destacou o Brasil como segundo mercado global mais importante para a indústria alemã, atrás apenas da China. “Não estamos olhando somente para a Ásia. Observamos com atenção que no ano passado o mercado brasileiro absorveu mais veículos leves do que o alemão, com 3,3 milhões de unidades”, destaca o executivo. Segundo ele, São Paulo representa a maior concentração industrial alemã fora do país europeu.

A entidade aponta que um quinto dos veículos emplacados no mercado nacional é montado por empresas alemãs, com 714 mil unidades em 2010 e 21% de participação no Brasil. A expectativa para os veículos leves este ano é de que as vendas avancem 5% no País, para um total de 3,5 milhões de unidades. Já o mercado de pesados e comerciais mostrou vigor logo no primeiro trimestre, com expansão de 27%. A notícia é boa para as alemãs Mercedes-Benz e MAN, que têm 56% de presença no segmento.

Autopeças

Cerca de 30 companhias alemãs participaram da Automec. Durante coletiva de imprensa o diretor da VDA agradeceu a parceria com o Sindipeças, que representa o setor no Brasil. Bräuning destacou a exportação de € 330 milhões em componentes para a Alemanha em 2010.

Levantamento da VDA indica que as importações alcançaram € 840 milhões no mesmo período. Apesar dos itens vindos do País terem maior valor agregado, o número pode representar um dos reflexos da crise: a necessidade da matriz de grandes companhias automotivas desovar em países emergentes a produção que já não é absorvida pelos mercados locais.

Na indústria automotiva alemã 2010 ficou marcado como o primeiro ano em que as companhias instaladas no exterior produziram um número superior ao das matrizes. Foram montados 12,6 milhões de veículos de marcas alemãs no mundo mas apenas 5,9 milhões na Alemanha. Enquanto a produção de veículos cresceu 13,4% no país europeu no ano passado na comparação com 2009, o mercado interno desacelerou 21%, para 3,19 milhões de veículos.

Os números mostram que, apesar de ter um mercado saturado, a Alemanha não está disposta a perder o espaço no setor automotivo. Para impedir que isso aconteça, as fabricantes produzem no exterior e também importam da matriz.

A VDA não divulgou as expectativas de crescimento das exportações e produção alemã em 2010, mas afirmou que o mercado global deve avançar 7% e alcançar as 66 milhões de unidades. O foco, é claro, está nas nações em crescimento.

Emergentes

Com os olhos em mercados emergentes, Bräuning já enxerga alguns obstáculos a serem superados. Segundo ele, as fabricantes alemãs estão atentas à disponibilidade e evolução dos preços das matéria-prima. Outro ponto de alerta é a inflação, crescente tanto no Brasil como na China.



Tags: Alemanha, indústria automotiva, produção, importação, exportação, autopeças, Automec, VDA, Klaus Bräuning.

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