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Automóveis e Comerciais Leves | 28/04/2011 | 08h04

Mitsubishi investirá R$ 1 bilhão em Catalão

Produção poderá chegar a 100 mil veículos por ano.

Redação AB

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Redação AB

A Mitsubishi fará aporte de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para ampliar a capacidade de produção da fábrica em Catalão, GO, nacionalizar produtos importados e lançar novos veículos. O anúncio foi feito em Goiânia, em solenidade no Palácio do Governo presidida pelo governador Marconi Perillo.

Atualmente focada em modelos com tração nas quatro rodas, utilitários esportivos e crossovers, a Mitsubishi pretende entrar no segmento de sedans e planeja a construção de uma fábrica de motores até 2014. Os novos projetos devem criar mais de mil novos empregos e poderão atrair de oito a quinze fornecedores para a região, segundo do presidente da empresa, Robert Rittscher. Atualmente a unidade possui 3.300 empregados.

Com os investimentos em Catalão, a Mitsubishi prevê aumentar a capacidade de produção de 180 para 300 carros/dia, atingindo 100 mil/ano, mais que o dobro da capacidade atual.

Dentro do chamado Programa Anhanguera II, a empresa começou a montar este mês em Catalão o Pajero Dakar e, no primeiro semestre de 2012, produzirá o ASX, lançado no Brasil no fim do ano passado.

Em 2010 as vendas da Mitsubishi Motors do Brasil cresceram 25%, com cerca de 46 mil veículos e participação de 1,3% no mercado. Com os investimentos anunciados, a marca pretende aumentar sua participação no mercado nacional para 2%, em quatro anos. Para 2011, a previsão de crescimento é de 10% a 15%.

A Mitsubishi produz no Brasil os modelos L200 Outdoor, L200 Triton, Pajero TR4 e Pajero Dakar. Os modelos importados do Japão são Pajero Full, Outlander, ASX e Lancer Evolution X.

O anúncio dos investimentos da Mitsubishi em Catalão ajudou a encerrar uma disputa com a cidade vizinha para conquistar outra montadora japonesa. A Suzuki vai para Itumbiara, e a Mitsubishi vai gerar 70% da arrecadação de ICMS em Catalão.

Anhanguera

A MMC Automotores do Brasil, grupo liderado pelo empresário Eduardo Souza Ramos, iniciou as operações da Mitsubishi no Brasil em 1991, como distribuidor exclusivo da marca. Depois de ser licenciado pelo fabricante japonês, o grupo inaugurou a fábrica em Catalão em 1998, com investimentos de R$ 48 milhões, em área construída de 14 mil m2, para a construção do primeiro carro brasileiro da marca, a picape de cabine dupla L200.

Em 2000, a Mitsubishi lançou o projeto Anhanguera, com investimentos de R$ 132 milhões na primeira fase, para verticalização de quatro processos de produção (soldagem, pré-tratamento e pintura de carroceria e peças plásticas) e o lançamento de novos produtos, o TR4 e a L 200 Sport. A área construída aumentou para 44 mil m2 e a capacidade instalada passou para 30 mil unidades/ano, em duas linhas. Também foram ampliados a área de solda de carrocerias e o armazém de materiais.

Na segunda fase do projeto, de 2004 a 2006, a Mitsubishi investiu R$ 109 milhões na expansão da fábrica, que passou a ter 65 mil m2, e no lançamento da Pajero Sport. O número de empregados passou de 727 para 1.500.

A fase 3 do projeto, de 2007 a 2009, contemplou investimentos de R$ 401 milhões em nova ampliação da fábrica e no lançamento de novidades no País, como o primeiro SUV flex (Pajero TR4 Flex), o primeiro motor V6 Flex (Pajero Sport Flex) e a primeira picape cabine dupla flex (L200 Flex). A área da fábrica passou para quase 100 mil m2. A Mitsubishi já produziu mais de 160 mil veículos no Brasil.

Carro elétrico

A Mitsubishi tem planos para montar em Catalão o elétrico i-MiEV, que já vem sendo testado no Brasil na versão com a direção do lado esquerdo. O veículo foi apresentado no Salão do Automóvel e foi exposto no II Fórum da Indústria Automobilística, em março. O diretor de engenharia e planejamento da empresa, Reinaldo Muratori, disse que a iniciativa dependerá de incentivos do governo: atualmente ele custaria cerca de R$ 200 mil, depois de pagar todos os impostos para chegar ao show room das concessionárias.



Tags: Mitsubishi, L200 Outdoor, L200 Triton, Pajero TR4, Pajero Dakar, Pajero Full, Outlander, ASX, Lancer Evolution X.

Comentários

  • João Otávio Cardoso Monteiro

    Desde quando comprei minha primeira L-200, no ano de 1998 (usada, de um amigo), me identifiquei com o carro. Embora não seja praticante de off-road, gosto da performance e robustez que o veículo me proporciona. Acho que essa montadora deva dar uma atenção especial para o custo de manutenção, pois tem peças nos veículos da marca que são muito caros e nos obrigam a ir para o mercado paralelo. Talvez a nacionalização de peças, ajude a baixar os custos e repassa-los aos consumidores. Um exemplo: Tive os espelhos retrovisores de ambos os lados roubados e quando fui a concessionária para repor, tive um susto, pois me cobraram pelo espelho retrovisor da L-200 Sport a soma de R$ 480,00 cada lado. Um custo muito elevado e que a industria nacional tem capacidade tecnológica para abastecer a montadora com um custo muito menor. Agradeço pela oportunidade de expor meu sentimento pela marca. Atenciosamente, João Otávio Monteiro

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