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Tecnologia e Engenharia | 03/05/2011 | 17h18

Siemens PLM avança no setor automotivo

Empresa domina fornecimento de softwares de desenvolvimento virtual.

Pedro Kutney, de Las Vegas

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Pedro Kutney, de Las Vegas

“Extraordinário.” Assim David Taylor resume o desempenho da Siemens PLM junto ao setor automotivo. “Nossos softwares já são usados pela grande maioria das empresas automotivas. A boa notícia para nós é que, mesmo com a crise, elas não pararam de investir nesses sistemas e estamos conquistando novos clientes”, revela o diretor de marketing do braço de desenvolvimento de programas de gestão de produtos (PLM, na sigla em inglês) da divisão de automação industrial do grupo Siemens.

A conquista mais recente foi anunciada oficialmente nesta terça-feira, 3. A Daimler, após quase dois anos de avaliação, decidiu passar a usar o software NX da Siemens como padrão no desenvolvimento mundial de veículos. Com isso, até o segundo semestre de 2012 a Daimler vai integrar numa única plataforma a linguagem virtual dos seus projetos em 20 centros e seus principais fornecedores.

As companhias não divulgaram o valor do contrato, mas é possível ter uma ideia: especialistas calculam que o principal concorrente, a francesa Dassault Systèmes, deixará de faturar de 15 milhões a 20 milhões de euros por ano ao perder para a Siemens PLM o fornecimento desses softwares para a Daimler.

Na abertura do congresso de PLM que acontece esta semana em Las Vegas, Estados Unidos, Tonny Affuso, CEO da Siemens PLM, declarou que há pelo menos mais cinco avaliações de montadoras em andamento. “Temos grandes chances de sermos os escolhidos para fornecer esses programas, porque estamos atendendo melhor as necessidades de nossos usuários”, avaliou, destacando que a Siemens PLM já fornece sistemas para 24 das 25 maiores fabricantes de automóveis no mundo. O setor automotivo representa hoje 31% do faturamento anual da empresa.

Estratégia de integração A estratégia da Siemens PLM para ganhar terreno é a unificação do programa de gerenciamento de desenvolvimento, chamado Teamcenter, com o NX. Quando acontecem renovações e atualizações, fica mais fácil para o usuário acoplar o NX ao Teamcenter do que continuar com o programa de CAD/CAM de concorrentes.

Foi esse o caso da Daimler, que usava o CAD da Dassault mas integrava o sistema de gerenciamento de produto com o Teamcenter da Siemens PLM. Agora, com o uso de programas de um só fornecedor para as duas funções, fica mais fácil unificar as linguagens e colocar as informações do produto e de sua concepção em um único repositório de dados.

“A combinação do software NX CAD com nosso sistema de gerenciamento de dados do produto Smaragd, baseado no Teamcenter, vai integrar todo o nosso processo de criação, desde o design e o planejamento até a administração das máquinas de produção”, explicou em comunicado Bharat Balasubramanian, responsável na Daimler por processos tecnológicos de pesquisa e desenvolvimento.

Esse tipo de contrato acaba multiplicando em algumas vezes o número de outros negócios que a Siemens PLM conquista, porque quando a montadora adota um sistema, normalmente a maioria dos fornecedores de sistemas faz o mesmo para acompanhar o cliente, como é o caso de grandes sistemistas como Delphi e Visteon. “Não conheço nenhum que não use os nossos sistemas de desenvolvimento, porque seus maiores clientes também usam”, afirma Taylor.

“Existe atualmente uma grande migração dos sistemas puros de CAD para sua integração com o PLM (Product Lifecycle Management), que envolve o funcionamento unificado com diversos outros softwares. Como também temos tradição em oferecer nosso NX CAD, estamos ganhando terreno com esse processo de integração”, avalia o executivo.

No Brasil acontece o mesmo, com a diferença que a representação do setor automotivo no faturamento é ainda maior do que a média mundial. “O setor representa de 40% a 45% das nossas vendas”, revela Paulo Leal da Costa, vice-presidente da operação sul-americana da Siemens PLM. “Atendemos quase todas as montadoras e seus principais fornecedores na região”, diz.

DNA automotivo

A Siemens PLM tem a origem de seu DNA associado à indústria automotiva. Quando o desenvolvimento virtual de produtos ainda estava engatinhando, no fim dos anos 60, a General Motors comprou uma divisão de desenvolvimento digital da fabricante de aviões MacDonnell Douglas, para garantir a aquisição de novas tecnologias. Anos depois a GM vendeu o negócio para a Unigraphics Soluctions, uma divisão da EDS, que unificou a operação com outra empresa adquirida, a Structural Dynamics Research Corporation (SDRC), criando assim a UGS PLM Solutions. A unidade foi absorvida pela Bain Capital e vendida para a Siemens AG em maio de 2007.

A empresa chegou ao Brasil ainda como Unigraphics, em 1992, mas se instalou em São Caetano do Sul (SP) justamente para ficar próximo de seu principal cliente e ex-controladora, a GM.

Foto: Tonny Affuso, CEO da Siemens PLM



Tags: Siemens PLM, softwares, NX, Teamcenter, Dassault Systèmes, Tonny Affuso.

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