NOTÍCIAS
13/05/2011 | 17h40

Motociclos

Sundown Motos quer voltar à briga pelo mercado

Após dificuldades, empresa promete novos produtos.


Mário Curcio, AB

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Mário Curcio, AB

Depois de um bom tempo no limbo e sem produzir de outubro a janeiro, a Sundown Motos esboça reação. A marca chegou a ocupar o terceiro lugar em emplacamentos por nove meses entre 2004 e 2006, mas entrou em forte declínio com a crise mundial de 2008. Segundo o antigo presidente, Walther Biselli, a empresa só não fechou por causa da boa participação da marca em cidades do interior. Em dezembro de 2009, Biselli anunciou um investimento de R$ 15 milhões em novos produtos por parte dos empresários Edilson Binotto e Fernando Buffa.

A promessa das novidades, para janeiro de 2010, não se concretizou. Muitas revendas fecharam. Sobre essa demora na reação e as perspectivas para um mercado mais concorrido, Fernando Buffa, atual presidente da empresa, falou com exclusividade à Automotive Business. Aos 51 anos, o engenheiro mecânico formado pela USP em São Carlos (SP) promete novos modelos para o início de julho de 2011.

Automotive Business - De acordo com os números publicados pela Abraciclo, a Sundown parou de produzir motos em outubro de 2010.
Fernando Buffa - De fato, a produção ficou parada até janeiro deste ano. Voltamos a produzir e estamos montando entre 2,3 mil e 2,4 mil unidades por mês, distribuídas entre os modelos Web 100, Future 125, Max 125 e Hunter 100. [Nota da redação: todos estes modelos fazem parte da linha antiga, que a marca já montava antes crise de 2008.]

Quantas revendas permanecem abertas e como a Sundown convencerá empresários a investir novamente numa concessionária da marca? Eles terão algum tipo de facilidade, vantagens, campanhas na TV?
Temos 184 pontos de venda, 110 concessionárias e 67 oficinas autorizadas. Para a abertura de concessionárias estamos dando prioridade às regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Apresentamos a eles um plano de trabalho com base no desenvolvimento de produtos, serviços e especialmente no pós-vendas, que para mim é o ponto mais importante. Reconheço problemas com a marca. Vender é um desafio, mas manter o produto é um desafio ainda maior.

Qual é o investimento para abrir uma concessionária Sundown?
Numa cidade de porte médio e estimativa de venda de 40 a 50 motos por mês, são necessários cerca de R$ 200 mil, incluindo capital de giro, produtos e instalações, fora o ponto. Para uma cidade grande e volume de 80 a 90 motos por mês, esse valor sobe para R$ 320 mil a R$ 330 mil.

E os produtos novos, quando chegam? Eles foram prometidos para janeiro de 2010.
Chegam às revendas em julho. Teremos um novo scooter, o Outlook 150, renovamos a V-Blade 250 cc e haverá também uma esportiva de 250 cc, a Roadwin. Durante o primeiro semestre de 2010 houve conflitos que não permitiram que a empresa andasse, como problemas para a transferência das ações da Tophill. Um processo que normalmente levaria duas a três semanas levou quatro meses.

A Sundown chegou a ser a terceira em vendas no Brasil, mas agora existem novos concorrentes. Com quem a marca vai dividir mercado?
Vamos brigar com Suzuki, Dafra e Kasinski, mas com serviços muito melhores.

E a produção de bicicletas, como está? Houve um período em que as redes de hipermercados eram repletas de modelos Sundown.
Não fazemos mais bicicletas. Não temos como produzi-las aqui pela margem que fica para nós quando vendemos para as redes de hipermercados.

E o que garante que a marca não vai morrer e que esses novos anúncios e nossa conversa não são apenas uma cortina de fumaça?
O que garante é que eu e meu sócio (Edilson Binotto) não gostamos de jogar dinheiro fora. Estamos fazendo investimentos na marca e em forma de patrocínio automobilístico (em modalidades como Fórmula Indy e Racing Festival). Temos contratos a cumprir.

Como esclarecimento, segundo a Sundown, o processo de reestruturação societária a que a companhia se submeteu teve alguns desdobramentos recentes. As empresas ESB (Edilson Binotto) e Phenix (Fernando Buffa) concluíram o processo de aquisição das ações do fundo de participações Tophill e conjuntamente passaram a deter 78,28% do capital da Brasil & Movimento (B&M), tornando-se, desta forma, os novos controladores da empresa. Completam a sociedade a Holding Airumã, com 14,77%, e a empresa SWN, com 6,95%.

[ voltar ]
Comente essa notícia

Os comentários serão publicados após análise. É obrigatório informar nome e e-mail. Não são aceitos textos que contenham ofensas, palavras chulas ou digitados inteiramente em letras maiúsculas.
Seu nome*: Seu e-mail*:

QUEM É QUEM NO SETOR AUTOMOTIVO

Encontre empresas e profissionais do setor.
Confira seus perfis e biografias.

Encontre empresas e profissionais do setor.

Encontre empresas e profissionais de comunicação.

Confira seus perfis e biografias.

JUSTO PELO PECADOR - 16/05/2012

Em junho próximo, motoristas e empresas devem se preparar para novas exigências, que tornarão mais difícil transferir pontos, gerados por multas, da carteira de um motorista para outro.



Esta coluna é apoiada por:
[+] [outros artigos]

EVENTOS


7 e 8 de agosto
Lean Summit 2012
O maior evento de Gestão Lean do Brasil reúne executivos e casos de grandes empresas
Porsche, GM, Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania e MAN (Volkswagen Caminhões) representam os cases das montadoras que estarão presentes.
Mais informações em www.lean.org.br/leansummit2012.
Tel. (11) 5571-0804

24 de maio de 2012
Seminário Modeling and Simulation of Automotive Systems with MATLAB and Simulink
15 de maio de 2012
NIDays 2012
Mais informações em brasil.ni.com/nidays
24 de maio de 2012
Simpósio SAE BRASIL de Materiais
Mais informações em saebrasil.org.br

DICIONÁRIO

Chicote
Conjunto unificado de fios, formando um único componente. Um chicote une mecanicamente vários fios que passam pelo mesmo lugar. Os fios são terminados em conectores, facilitando a manipulação e a conexão elétrica correta em componentes elétricos ou em outros chicotes. Também conhecido como fiação. - André Dantas