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Autopeças | 25/05/2011 | 14h45

Chinesas: nova chance de negócios para concessionários

Avanço das marcas traz novas oportunidades de distribuição.

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A investida das marcas chinesas no mercado brasileiro trouxe um novo elemento para o setor de distribuição no Brasil. Os empresários ganharam a chance de expandir os negócios com investimentos mais modestos.

“Há busca enorme de grupos interessados em abrir uma concessionária da JAC. A minha maior dificuldade hoje é selecionar”, conta Mário Mizuta, diretor comercial e de expansão da rede da marca. Movimento bem diferente é registrado nas montadoras já consolidadas, como a Volkswagen. “Não é difícil nomear um concessionário, mas também não chove candidatos”, explica Álvaro Gomes, gerente de desenvolvimento da rede da companhia.

Não é difícil compreender o interesse pelas chinesas. Além do potencial de vendas dessas marcas que, em geral, oferecem preço atrativo e bom nível de equipamentos, a abertura das lojas exige investimento mais baixo do que o necessário para inaugurar a revenda de uma das quatro maiores montadoras do País, por exemplo.

Para abrir um ponto de venda das orientais Chery, JAC e CN Auto (importadora das marcas Jimbei e Hafei) é necessário aporte inicial que varia entre R$ 700 mil e pouco mais de R$ 1 milhão, dependendo da cidade e condições do imóvel onde a concessionária será instalada. Já a Volkswagen não divulga detalhes mas indica que o investimento é bem mais alto. “Em geral são necessários alguns milhões”, entrega Álvaro Gomes. O executivo aponta que boa parte do capital é destinada à reforma ou construção do imóvel, além da compra e instalação de equipamentos utilizados na oficina.

Wagner Montovani, diretor comercial da Chery, aponta que o nível de exigência das marcas tradicionais é maior. “O nosso showroom precisa abrigar de seis a dez carros com pelo menos dois box de venda, ter visual atraente e confortável para o cliente. Já as grandes montadoras exigem bem mais em relação ao espaço”, afirma.

Expansão

As apostas no mercado nacional e o investimento mais baixo para abrir revendas são combinação ideal para a expansão da rede das marcas chinesas. “Hoje temos muitos empresários interessados em abrir concessionárias. Há dois anos era bem diferente”, explica Humberto Gandonpho, diretor comercial da CN Auto, que pretende ampliar sua rede de 53 para 70 revendas até agosto.

A Chery quer saltar de 77 para 100 concessionárias até o fim deste ano. Já a JAC Motors, além de ampliar a rede, pretende diversificar o controle das lojas para além do Grupo SHC. “A intenção é chegar a 80 concessionárias este ano e alcançar 150 até o fim de 2012, quando 50% das revendas devem pertencer a outros grupos e empresários”, prevê Mizuta.

As grandes montadoras também se movimentam para garantir suas fatias de vendas. Entre 2010 e 2011 a Fiat ampliou o número de concessionárias em 17%, para 590 pontos, já orientada para a previsão de expansão nas vendas e também para a demanda por serviços de manutenção.

A Volkswagen, que tem a maior rede do País atualmente, com 620 concessionárias, prefere não revelar números, mas garante que o avanço será compatível com o ritmo do mercado.

Em comum, tanto as marcas tradicionais do mercado brasileiro quanto as recém-chegadas têm a intenção de crescer nas regiões acima do eixo Rio-São Paulo. “Os maiores volumes ainda estão concentrados nestas capitais, mas o Norte e o Nordeste estão crescendo em ritmo bem maior”, analisa Mizuta, da JAC. Segundo levantamento da marca chinesa, o mercado brasileiro avançou 44% entre 2007 e 2010, com expansão de 15% das vendas em São Paulo. No mesmo período a alta foi de 65% em Salvador (BA).



Tags: Concessionárias, chinesas, distribuição.

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