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Marketing e Lançamentos | 02/07/2011 | 11h00

Ford Ka 2012 está mais atraente e barato

Preço inicial foi reduzido em quase R$ 1.000 e parte de R$ 24.500.

Mário Curcio, AB

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Mário Curcio, AB

A Ford apresentou na manhã deste sábado, 2, a versão 2012 do Ford Ka. As duas principais alterações do carro estão na dianteira e em seu preço inicial, que baixou quase R$ 1.000 na versão 1.0. Ele custa agora R$ 24.500, ante os RS 25.420 sugeridos anteriormente, porque a nova versão básica perdeu as travas elétricas, a abertura remota do porta-malas e o alarme, presentes no carro básico 2011.

Com essa sacudida na nova linha, o pequeno Ford tem agora mais fôlego para concorrer com as versões de duas portas do Chevrolet Celta (R$ 26.350), do Fiat Uno (R$ 26.650), do Renault Clio (R$ 25.050) e do VW Gol (acima dos R$ 26 mil).

O novo Ka teve outras alterações menos chamativas nessa linha 2012. As lanternas traseiras mantiveram o desenho, mas agora têm lentes fumê em vez de vermelhas. O para-choque de trás ganhou um aplique com refletores (olhos de gato). Algumas versões trazem retrovisores externos com repetidores do pisca-pisca.

Por dentro, pouca coisa mudou além dos tecidos e do grafismo do quadro de instrumentos. Agora há um porta-copos entre os bancos e detalhes prateados como as maçanetas, a manopla do câmbio e os contornos das quatro saídas de ar do painel.

Suspensão traseira melhorada

A única alteração mecânica no novo Ka foi feita na suspensão traseira, que recebeu buchas separadas para molas e amortecedores a fim de reduzir ruídos. O câmbio de cinco marchas e os motores flexíveis continuam iguais. O 1.0 produz até 73 cv com álcool e leva o carrinho a 162 km/h. Na cidade, as saídas de semáforo são lentas quando o ar-condicionado está ligado.
Com o propulsor 1.6 de até 107 cv a história muda e o desempenho geral é muito bom. A velocidade máxima é de 181 km/h.

Para a versão 2012, o motor 1.6 está disponível apenas na versão Sport, com preço sugerido de R$ 35.900. Tratado carinhosamente por Baby Mustang durante a fase de criação, o carro vem com faixas decorativas na pintura que imitam aquelas do clássico americano, mais spoiler, saias laterais, aerofólio e rodas de liga leve de 15 polegadas com pneus 195/55.

As combinações de cor possíveis são cinco: pintura laranja, branca ou prata com faixas pretas, pintura preta ou vermelha com listras brancas. Por dentro, o Ka Sport traz bancos com tecidos de duas cores e volante diferenciado na versão sem airbag, entre outras firulas. O efeito final é bem bacana, mas é pouco provável que essa versão alcance 5% das vendas do Ka como a Ford pretente. Historicamente, as versões 1.6 têm participação próxima a 1,5%



14 anos de Brasil, 15 de idade

O lançamento do Ka no Brasil ocorreu em 1997. De lá para cá, cerca de 780 mil unidades do carrinho já foram montadas em São Bernardo do Campo, das quais o mercado interno absorveu algo próximo a 600 mil. Até o fim do ano a produção do modelo no ABC do terá ultrapassado 800 mil carros com folga. Atualmente, a linha de montagem nacional do Ka abastece também Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e México.

O Ka ainda não é um vovô como a Kombi nem um tiozinho como o Mille, mas tem lá sua história. Foi lançado no Salão de Paris de 1996, cinco meses antes de sua chegada ao Brasil. Naquele ano, dois grandes jornalistas, Fernando Calmon (colunista de Automotive Business) e Bob Sharp (espécie de papa entre os jornalistas especializados) viajaram à Europa pela revista Autoesporte para conhecer a novidade, cujo desenho irreverente seguia uma filosofia batizada pela Ford como New Edge Design, presente em outros modelos da época como o Mondeo e o Taurus.

Na reportagem, feita a quatro mãos, Calmon e Bob aprovaram o novo modelo. O texto explicava inclusive a pronúncia correta do nome, “Ká”, e não “Ká-á”, já que as duas letras do logotipo pareciam maiúsculas e geravam certa confusão na época.

O Ka foi lançado no Brasil com motores Endura 1.0 e 1.3 que produziam, respectivamente, 53,5 cv e 60 cv. Em 2000 o modelo recebeu o 1.0 Zetec Rocam, na época com 65 cv, e em 2001 o Zetec Rocam 1.6 de 95 cv. Em 2002 o Ka brasileiro passou pela primeira reestilização, em que as lanternas traseiras se tornaram mais estreitas e os para-choques ganharam vincos.

A geração atual surgiu no fim de 2007 com várias mudanças. A mais interessante delas foi o aumento de quatro para cinco lugares. Nenhum outro carro feito no mercado brasileiro passou por uma transformação desse tipo (a versão antiga só tinha cintos para dois passageiros no banco de trás). Outra mudança significativa foi no volume do porta-malas, que passou de 205 para 263 litros por causa do aumento da carroceria, que subiu de 3,62 para 3,84 metros. Como consequência disso, as vendas do carro saltaram de 29.319 unidades em 2007 para 64.887 em 2008.

Sempre bom de guiar

Desde a versão lançada em 1997 o Ford Ka é um carro agradável de dirigir. Apesar de pequeno, tem um rodar mais parecido com o de modelos médios, uma característica que herdou do antigo Fiesta, aquele lançado por aqui em 1996 e que cedeu ao Ka sua plataforma (aliás, a mesma utilizada até hoje). Estável e obediente, o Ka tem também um câmbio com engates fáceis. É uma ótima opção entre os modelos de entrada.



Tags: Ford Ka 2012, Chevrolet Celta, Fiat Uno.

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