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12/07/2011 | 16h33

Mercado e Negócios

Importadores de veículos revisam projeções para cima

Associados da Abeiva devem emplacar 185 mil unidades este ano e crescer 76%


Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A Abeiva, que reúne os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, divulgou nesta terça-feira, 12, novas expectativas de vendas para este ano. A entidade projeta o emplacamento de 185 mil carros, crescimento de 76% sobre o resultado de 2010. A previsão anterior era de 165 mil unidades.

As vendas das marcas filiadas à associação registraram retração de 0,5% em junho sobre maio, para 19,1 mil unidades. Apesar da baixa, o volume representa evolução de 147,2% se a base de comparação for o mesmo mês do ano anterior. No semestre, os emplacamentos da Abeiva aceleram 113,1% sobre a primeira metade de 2010, para 90,3 mil unidades.

Avanço dos importados

A entidade aponta que o aumento da presença dos carros importados, que responderam por 23% das vendas entre janeiro e junho, é consequência natural do amadurecimento do mercado interno. “O Brasil está cada vez mais sofisticado e é impossível cobrir todas as demandas só com a produção nacional”, explica Paulo Kakinoff, vice-presidente da associação. Segundo ele, esta dinâmica é típica dos países com indústria automotiva fortalecida, com altos volumes de produção e de vendas.

Os resultados do primeiro semestre também evidenciam outra mudança na dinâmica do mercado: as marcas associadas à Abeiva ganharam participação sobre as importações feitas pelas montadoras instaladas no Brasil. Dos 1,63 milhão de veículos leves comercializados no País entre janeiro e junho deste ano, 76,3% foram produzidos localmente, 18,1% foram importados pelas montadoras e 5,5% foram trazidos do exterior pelas marcas associadas à entidade.

O avanço é considerável, já que a entidade registrou market share de 3,1% no ano passado e de apenas 1,4% em 2009. O aumento de participação foi impulsionado pelo avanço da Kia, que responde por 44,8% das vendas da entidade, e pela ofensiva das chinesas JAC e Chery, que juntas representaram 17,3% das vendas da entidade no semestre com 15,6 mil automóveis comercializados no período.

Kakinoff, no entanto, garante que os importados não vão prejudicar a indústria nacional. “Assim como é utópico acreditar que a produção local pode atender a todas as demandas, também não dá para imaginar que os importadores vão dominar o mercado”, defende. A visão da entidade complementa a de Cledorvino Belini, presidente da Anfavea. Segundo ele, o real desafio da indústria nacional não é impedir o avanço dos importados, mas sim ampliar as exportações na mesma proporção.

Assista à entrevista exclusiva com Paulo Kakinoff, presidente da Abeiva e da Audi para o Brasil:

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Em junho próximo, motoristas e empresas devem se preparar para novas exigências, que tornarão mais difícil transferir pontos, gerados por multas, da carteira de um motorista para outro.



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Controlador de velocidade
É chamado em inglês de cruise control (controle de cruzeiro), termo encontrado em vários carros importados. O sistema conta com um sensor que informa a velocidade do carro para uma central de comando eletrônico. Esse dispositivo aciona um atuador que controla a injeção de combustível. Assim, a central eletrônica mantém o carro na velocidade predeterminada pelo motorista, mesmo em aclives ou declives. Ao pisar no freio, a aceleração é interrompida. O recurso é muito cômodo para longas viagens, mas de uso menos prático em cidades. O sistema também é popularmente chamado de "piloto automático", mas não controla a direção que o carro segue, como nos aviões. Normalmente fica numa alavanca na coluna de direção, mas pode estar em botões no volante.