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Importados | 13/07/2011 | 10h54

Importadores não têm problemas com licenças prévias

Já Anfavea, que traz carros da Argentina, reclama da burocracia

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

A exigência de licenças prévias não-automáticas para importar veículos, determinada pelo governo em maio deste ano, não afetou os negócios dos associados da Abeiva, que reúne os importadores de carros sem fábrica no Brasil. “Não tivemos nenhum problema para liberar ou nacionalizar automóveis. Não houve demora ou perda de eficiência com a nova regra”, garante Paulo Kakinoff, vice-presidente da entidade (foto).

O executivo aponta que a única mudança com a imposição do sistema é que as empresas têm agora mais trabalho para programar as importações. “Deixamos tudo concentrado na Abeiva”, conta. Dos 90,3 mil carros trazidos do exterior pelas marcas da entidade no primeiro semestre, as principais origens foram Ásia (73%), Europa (15,6%), Uruguai (8,2%), México (1,7%) e Estados Unidos (1,5%).

Os dados evidenciam que a associação não traz carros da Argentina, de onde importar parece não estar mais tão fácil. As unidades produzidas no país chegam ao Brasil pelas montadoras, que enfrentam dificuldades para obter as licenças.

Na última coletiva de imprensa da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, o presidente Cledorvino Belini destacou que o Brasil aguarda e liberação de cerca de 99 mil licenças de todos os países. “Os portos estão superlotados e sem espaço para colocar carros”, critica. Segundo o executivo, apesar de ainda não ter causado falta de veículos no mercado nacional, o processo tornou a importação mais burocrática.

A medida já afetou a produção da Fiat na planta argentina de Córdoba, onde é fabricado o Siena. A unidade deixou de montar três mil carros para conseguir esvaziar os estoques do pátio, lotado de veículos a espera das licenças de importação para o Brasil. O prazo para liberação, no entando, está abaixo do máximo determinado pela OMC, de 60 dias. Segundo a Anfavea, a espera varia entre 15 a 20 dias.

Para Kakinoff, o volume de carros que aguarda as licenças não é sinal de alerta. “Pedimos a liberação quando o automóvel ainda está no exterior então, muitas vezes, as guias pendentes são de veículos que ainda não chegaram ao Brasil”, explica.


Assista à entrevista exclusiva com Paulo Kakinoff, presidente da Abeiva e da Audi para o Brasil:



Tags: importador, importação, veículo, carro, automóvel, Abeiva, Anfavea, licença prévia.

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