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Mercado e Negócios | 01/08/2011 | 18h05

Desempenho da indústria volta a piorar em julho

PMI registrou maior deterioração nas condições gerais de negócios desde maio de 2009

Agência Estado

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Francisco Carlos de Assis e Eduardo Rodrigues, Agência Estado

O desempenho geral da indústria voltou a piorar em julho, aponta o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) HSBC. O indicador registrou 47,8 pontos, ante 49 em junho, e atingiu a maior deterioração nas condições gerais de negócios do setor desde maio de 2009. O resultado do PMI em julho já considera a retirada dos efeitos sazonais. O índice obedece a uma escala de 0 a 100 pontos, sendo 50 a linha divisória entre crescimento e queda da atividade, e resulta da compilação das respostas a questionários enviados a 400 empresas no País.

As quedas registradas na carteira de novos pedidos e do nível de emprego estão entre os principais responsáveis pela redução da produção industrial em julho. Os novos pedidos, que já haviam fechado junho em queda, com 47,2 pontos, encerraram julho com 45,9 pontos. O nível de emprego atingiu 49 pontos, ante 49,7 pontos em junho. Com isso, a produção industrial como um todo caiu pela segunda vez consecutiva, passando de 48,8 pontos em junho para 46,6 pontos em julho.

"De modo geral, os entrevistados atribuíram a redução na entrada de novos trabalhos ao enfraquecimento da demanda global e às condições frágeis do mercado", observa o economista-chefe do HSBC Bank Brasil, responsável pela PMI no País, André Loes. Além disso, muitas empresas também sugeriram que as taxas de câmbio desfavoráveis contribuíram para o baixo volume de pedidos para exportação durante o período da pesquisa.

O índice de pedidos de exportações, de acordo com o PMI, atingiu 47,4 pontos em julho, mesma pontuação registrada em junho. Foi o quarto mês consecutivo do indicador abaixo dos 50 pontos. Os pedidos em atraso atingiram 45,9 pontos em julho, ante 47,2 em junho. O índice de estoque de bens finais cresceu em julho, atingindo 50,4 pontos, ante 50,1 em junho.

O índice de preços de bens finais também cresceu em julho (50,8 pontos) ante junho (50,5 pontos). Há 22 meses a inflação vem aumentando na indústria. Essa alta está relacionada ao aumento dos preços dos insumos, tendência que, de acordo com o PMI, vem desde fevereiro (atingiu 53,4 pontos em julho, depois de chegar aos 55,3 pontos em junho). O tempo de entrega dos fornecedores da indústria em julho caiu, com o indicador registrando 48,8 pontos, ante 48,3 em junho.

Da mesma forma, o índice de compra de insumos caiu em julho, para 46,5 pontos, ante 47,5 em junho. Os estoques de insumos registraram 49 pontos em julho, ante 49,4 em junho. E o tempo de entrega dos fornecedores da indústria passou de 48,3 pontos em junho para 48,8 em julho.

Perdas em 2010

Praticamente metade das empresas exportadoras brasileiras perdeu participação no mercado externo, no ano passado, de acordo com sondagem especial divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo estudo, 32% das indústrias que vendem para fora do País diminuíram sua presença contra concorrentes estrangeiros e 16% deixaram de exportar. Apenas 9% das companhias conseguiram aumentar seus embarques em 2010.

Em 2011, 24% das empresas exportadoras estimam uma redução do peso das vendas ao exterior em seu faturamento bruto. No ano passado, a participação média dos embarques no faturamento das empresas exportadoras foi de 20%.

Para tentar alterar essa situação, 68% das empresas que exportaram no ano passado ou pretendem exportar este ano estão adotando estratégias para ganhar mercado no exterior. Dessas, a principal medida que vem sendo adotada pelas empresas é reduzir custos para ganhar produtividade.

O gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, comentará em instantes os dados da Sondagem Especial.



Tags: Índice Gerente de Compras, PMI, HSBC, produção industrial, André Loes, Flávio Castelo Branco.

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