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Caminhões e Ônibus | 10/08/2011 | 15h38

Mais dúvidas que certezas no reveillon dos caminhões

P7 em janeiro pode travar cadeia de suprimentos

Paulo Ricardo Braga, AB

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Paulo Ricardo Braga, AB

"O comportamento do mercado de caminhões na virada do ano pode acompanhar as mudanças do tempo aqui em Caxias do Sul", disse a Automotive Business o diretor executivo de autopeças das Empresas Randon, Alexandre Gazzi. Para quem não conhece Caxias, no sul do País, vale lembrar que o clima da região costuma trazer surpresas e não raro uma inesperada névoa cobre as indústrias de veículos e equipamentos para transporte.

Acontece que a previsão está mais para raios e trovoadas. A situação ficará preta se a crise financeira internacional derrubar a economia. Mas se os negócios continuarem firmes, os próximos meses também prometem dificuldades, com a aceleração da cadeia de suprimentos para atender a demanda crescente por caminhões Euro 3 (P5). A partir de janeiro só poderão ser produzidos veículos dentro das normas Euro 5 (P7), 8% a 15% mais caros.

Como os veículos produzidos até 31 de dezembro poderão ser emplacados até final de março, será preciso fôlego dobrado para atender a demanda de materiais e componentes necessários na montagem. Até aí, tudo bem. As preocupações maiores ficam para depois do reveillon, com uma grande barriga na produção do primeiro trimestre de 2012 e uma retomada em ritmo morno. Nessa trajetória haverá flutuações em estoques e turnos de trabalho. Férias e redução de jornadas vão entrar no calendário para compensar a baixa. Os sindicalistas vão trabalhar em ação para evitar demissões.

O cenário preocupa os fabricantes de caminhões, chassis de ônibus e componentes, que vêm em ritmo forte e terão que buscar estratégias para enfrentar a disritmia do mercado. Sílvio Barros, diretor geral da Meritor, fabricante de eixos e cardãs, disse a Automotive Business que é importante prevenir grandes solavancos na cadeia de suprimentos. Flávio Del Soldato, diretor geral da Automotiva Usiminas e conselheiro do Sindipeças, compartilha da mesma opinião.

Gazzi, da Randon, não esconde a apreensão, enquanto a Randon vive momento positivo no mercado. A explicação: quando frotistas compram caminhões, postergam a encomenda de carretas, produto forte da Randon. A empresa pretende avançar firme em seus programas. Na terça-feira, 9, foi anunciada como um dos fornecedores que estarão presentes na fábrica de caminhões da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, MG. Em Resende, RJ, a Suspensys, joint venture com a Meritor, faz investimento de R$ 55 milhões para estruturar uma fábrica no parque de fornecedores da MAN. E outras novidades serão reveladas mais adiante.



Tags: Proconve P7, caminhões, veículos comerciais, montadoras, legislação de emissões.

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