Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado e Negócios | 22/08/2011 | 22h15

Ainda é cedo para avaliações do Brasil Maior

Mas mercado terá ritmo de crescimento menor enquanto as medidas do plano estiverem em estudo

Marta Pereira, AB

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Marta Pereira, AB

Como produzir veículos com DNA brasileiro, driblando preços de insumos, custo de pessoal e juros superiores aos praticados em mercados similares, para citar apenas alguns dos elementos que compõem o custo de fabricação local? Essa foi a pergunta básica do painel “Os desafios das operações automotivas”, coordenado por Sergio Pin, diretor da SAE Brasil e vice-presidente da Schaeffler América do Sul, com participação de Carlos Gomes, presidente da PSA Peugeot Citroën América Latina, e Luís Carlos Andrade Junior, vice-presidente Toyota Mercosul.

-Confira aqui a cobertura completa do Simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística


O debate ocorreu durante o Simpósio SAE Brasil Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, nesta segunda-feira, 22, no Sheraton WTC, em São Paulo. Para o executivo da Toyota, o plano Brasil Maior tem o mérito de reconhecer a necessidade de tornar a indústria automobilística nacional competitiva e honrar os investimentos já realizados. “No entanto, estamos atrasados e há muita indefinição, o que nos impede de fazer estimativas mais precisas.”

O dirigente da PSA concorda que ainda é prematura qualquer avaliação do plano, mas recorda que foi um grande passo começar a discussão entre todos os envolvidos. Enquanto medidas concretas são debatidas, ambos os dirigentes avaliam o cenário atual e acreditam que as crises externas não afetarão o Brasil imediatamente, porque a economia nacional está “razoavelmente” blindada.

Particularmente ao setor automotivo, o mercado interno mantém o crescimento, mas em ritmo reduzido. “No segundo semestre, estimamos um incremento médio de 5%. Em 2012 devemos atingir 3,8 milhões de unidades comercializadas no Brasil, sendo que as importações, também em curva ascendente, devem responder por 1 milhão”, previu Andrade.

Para o executivo da PSA, o crescimento será menor, mas seguro, entre 4% e 6%. Com referência aos planos de cada marca, não há alterações. As obras da nova fábrica da Toyota, em Sorocaba, interior de São Paulo, estão dentro do cronograma. A perspectiva é entrar em operação no segundo semestre de 2012, com 1.500 empregos gerados diretamente, absorvendo a mão de obra que será preparada no parque tecnológico local, em desenvolvimento pela prefeitura, em parceria com o governo do Estado.

A PSA também mantém os investimentos na produção regional. “Só importamos os modelos que realmente não oferecem escala para fabricação aqui. Atualmente, 90% do que comercializamos no Mercosul é produzido no Mercosul. E acreditamos que é possível desenvolver ainda mais o conteúdo local”, garante Gomes.



Foto: Ruy Hiza



Tags: Sergio Pin, SAE Brasil, Schaeffler, Carlos Gomes, PSA Peugeot Citroën, Luís Carlos Andrade Junior, Toyota.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência