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Política e Legislação | 29/08/2011 | 16h40

Se a crise piorar, BC pode cortar juro

Mantega diz que cortes do governo dão maior liberdade de ação ao Banco Central

Agência Estado

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Agência Estado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que as medidas fiscais anunciadas nesta segunda-feira, 29, com corte de gastos públicos e expansão do superávit primário de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões, poderão abrir espaço para que o Banco Central possa, eventualmente, adotar medidas expansionistas para a economia, caso seja necessário.

“Temos de mudar essa equação entre a política fiscal e monetária. Se tivermos uma situação pior, o BC estará em condições de reagir com uma política monetária mais expansionista, caso haja agravamento da crise internacional”, disse em entrevista coletiva. “Queremos mais política monetária e menos política fiscal, menos gasto no fiscal. Se houver deterioração, o BC terá grau de liberdade para tomar medidas para enfrentar uma eventual desaceleração da taxa de crescimento da economia ou uma redução do comércio internacional”, exemplificou.

Ao anunciar as medidas e o efeito sobre a credibilidade brasileira, Mantega avaliou que a situação externa segue indefinida, com grandes chances de piora. “Tomara que os países ricos resolvam a situação. Mas não acho que isso aconteça, acho que isso vai se arrastar porque as dívidas não foram equacionadas, não foram tomadas medidas à altura dos problemas que eles têm”, disse.

“Acredito que a situação pode piorar. Por isso, vamos tomar medidas para que a situação seja mais suave do que foi em 2008 e 2009. Não queremos o mergulho que vimos entre setembro e dezembro de 2008”, explicou Mantega.

Ao anunciar a expansão da meta de superávit primário para 2011 em torno de R$ 10 bilhões, o que corresponde de 0,25% a 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB), Mantega explicou que o aperto será para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Na avaliação do ministro, a medida ajudará a aumentar os investimentos no País, manter o crescimento econômico e reduzir em médio e longo prazos a taxa básica de juros da economia (Selic).

Apoio para alterar o orçamento

O ministro da Fazenda disse que foi boa a receptividade dos líderes governistas em relação ao aumento da meta de superávit primário para 2011. Mantega antecipou a decisão do governo aos parlamentares que integram o Conselho de Coordenação Política. Segundo ele, a apresentação foi feita aos líderes porque, “no limite, parlamentares é que vão aprovar as medidas que estamos tomando”.

O governo encaminhará ao Congresso projeto de lei alterando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano. “Vamos enviar um projeto de lei para alterar a LDO, onde está dito que o montante seria de R$ 117,8 bilhões. Vamos alterar para R$ 127,8 bilhões, com os R$ 10 bilhões a mais para este ano”, disse Mantega.

Foto: Elza Fiuza/ABr



Tags: Guido Mantega, Banco Central, BC, política monetária, política fiscal.

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