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Importados | 14/09/2011 | 21h52

Importações tendem a desacelerar

Abeiva prevê redução de vendas até fim do ano

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

Ao apresentar o desempenho de vendas até agosto passado dos importadores de veículos sem fábrica no Brasil, José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, projetou uma queda nos volumes mensais comercializados pelas empresas associadas nos próximos meses. “O patamar atual de 20 mil unidades/mês deve cair nos meses finais do ano para algo entre 15 mil e 17 mil, fechando o ano com cerca de 185 mil automóveis e comerciais leves vendidos pelos sócios da Abeiva durante 2011 inteiro”, projetou.

Na avaliação de Gandini, alguns fatores combinados devem causar a desaceleração das vendas de veículos importados: “O câmbio que estava em R$ 1,56 por dólar já subiu para R$ 1,71 e isso deve ter impacto imediato nos preços. Para o caso de modelos de maior volume, na faixa abaixo dos R$ 40 mil, os financiamentos estão mais restritivos. E para algumas marcas também há falta de produtos para vender, pois os fabricantes mandam menos carros do que precisamos. Esses fatores combinados puxam naturalmente as vendas para baixo.”

Em agosto as 27 marcas associadas à Abeiva venderam 20.420 veículos, em alta de 11,3% sobre julho e elevação de 104,1% em comparação ao mesmo mês de 2010. No acumulado dos oito primeiros meses de 2011, os importadores comercializaram no País 129.281 unidades, em expansão de 112,4% ante idêntico intervalo do ano passado.

Apesar do expressivo crescimento porcentual no comparativo ano contra ano, Gandini destacou que as vendas dos associados da Abeiva representam uma pequena fração do mercado brasileiro: 5,79% dos emplacamentos totais no Brasil de janeiro a agosto e 24,5% dos 528.082 veículos importados no período – os demais 75,1% são trazidos pelos próprios fabricantes instalados no País e 0,4% são importações independentes.

Marcas

Entre as 27 marcas associadas à Abeiva atualmente, no acumulado de janeiro a agosto a coreana Kia segue com a maior parcela das vendas (41,71%), seguida pelas chinesas JAC (11,18%) e Chery (9,88%).

Os crescimentos porcentuais mais expressivos nestes oito meses foram registrados pelas marcas chinesas Chery (389,3% com 1.903 unidades vendidas) e Effa Hafei (253% com 6.280 picapes e vans comercializadas).

Um dos importadores pediu a desfiliação da Abeiva: a Platinuss, que trazia os esportivos Pagani, Spyker e Koenigssegg, alguns deles custando mais de R$ 5 milhões. Como não vendeu nenhum modelo este ano, a empresa decidiu encerrar as atividades. Mas Gandini prevê que até o fim do ano o número de filiados pode crescer para até 30 com a chegada de novas marcas importadas ao País.

Assista abaixo a entrevista exclusiva de José Luiz Gandini à Automotive Business WebTV



Tags: Abeiva, Gandini, importados, câmbio, dólar, desempenho.

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