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Caminhões e Ônibus | 16/09/2011 | 18h56

Mudança abrupta para P7 preocupa a MAN

Cortes faz propostas para amenizar o impacto da legislação

Paulo Ricardo Braga

Paulo Ricardo Braga, AB

Durante o lançamento da nova linha de caminhões MAN e Volkswagen, nesta sexta-feira, 16, no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro, o CEO e presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, demonstrou confiança na evolução do mercado de caminhões, mas alertou para os problemas que poderão ocorrer na mudança da legislação de emissões, em janeiro. “Há expectativa de picos de trabalho na cadeia de produção até dezembro e uma súbita desaceleração na montagem nos primeiros meses de 2012, trazendo desarranjos ao supply chain e às cadeias de produção e distribuição”, explicou.

A declaração de Cortes reflete a preocupação de muitos outros executivos do setor, pressionados a cumprir um rígido cronograma para assegurar a disponibilidade dos veículos P7 em janeiro. Como o preço dos novos veículos aumentará, por conta da introdução de novas tecnologias (15% em média no caso da MAN) os fabricantes projetam um volume crescente de encomendas dos atuais caminhões P5 (Euro 3), o que exigirá esforço dobrado dos fornecedores, com encomendas mais elevadas de insumos e horas extras de trabalho.

Como os caminhões com tecnologia P5 fabricados até 31 de dezembro poderão ser emplacados até final de março, é previsível uma corrida extra à formação de estoques. Em consequência, os três primeiro meses de 2012 devem ser de baixa atividade, desmobilizando as linhas de montagem.

“Estamos conversando com o governo para evitar os transtornos previsíveis”, disse Cortes. Para ele, há algumas soluções possíveis, que podem neutralizar o efeito do aumento de preços e eliminar o efeito das compras antecipadas. Uma delas seria o Finame Verde para Euro 5, com taxas de 4,5%, equivalentes às do Pro-Caminhoneiro PS1. “Haveria uma compensação de preço, equalizando Euro 3 e Euro 5”, observa o executivo. Outras possibilidades seriam uma isenção temporária de impostos das peças importadas relativas à nova tecnologia e uma redução de tributos nas vendas de caminhões e ônibus com a tecnologia Euro 5.

Há quem defenda uma passagem menos abrupta de P5 (Euro 3) para P7 (Euro 5), com a introdução progressiva das novas tecnologias. Seria uma fórmula como a utilizada para a incorporação de ABS e airbags a veículos leves, com volume obrigatório progressivo para veículos novos. No caso do P7, a velocidade de mudança seria mais rápida.

O principal obstáculo à introdução gradual do Proconve P7 é a preocupação do governo e do Ministério Público em evitar um desgaste como o ocorrido na frustrada passagem de P5 (Euro 3) para P6 (Euro 4), que levou a um acordo envolvendo o Ibama, Ministério Público, fabricantes de veículos e fornecedores de combustíveis para o cumprimento de um cronograma inflexível que culminará com o salto de P5 diretamente para P7 em janeiro.



Tags: Proconve P7, legislação de emissões, MAN, supply chain, Roberto Cortes.

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