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16/09/2011 | 20h06

Caminhões e Ônibus

MAN muda caminhões e avança nos extrapesados

Linha P7 2012 chegará à Fenatran com boas novidades


Paulo Ricardo Braga

Foto: Ricardo Alouche, diretor de vendas e marketing, MAN LA

Paulo Ricardo Braga, AB

A MAN Latin America revelou as novidades da linha 2012 dos caminhões 2012 Volkswagen e MAN com tecnologia Proconve P7 (Euro 5) que estarão na Fenatran, de 24 a 28 de outubro, no Anhembi, em São Paulo. “Avançamos para os extrapesados com a marca MAN e passamos a oferecer uma linha completa com modelos de 5,5 a 74 toneladas de peso bruto total, todos produzidos no Brasil”, disse Ricardo Alouche, diretor de vendas e marketing.

“Vamos elevar a participação no mercado com a chegada novos modelos da MAN”, garantiu Ricardo Alouche, diretor de vendas e marketing. Atualmente a VW Caminhões detém 30,3% das vendas de caminhões, contra 24,4% da Mercedes-Benz e 17,7% da Ford. No caso dos chassis de ônibus, já reformulados para atender P7, a VW Caminhões é vice-líder no segmento: os Volksbus representam 33%, ante 43,8% da Mercedes-Benz.

Os 25 modelos de caminhões P7 apresentados na sexta-feira, 16, no Hotel Intercontinental do Rio de Janeiro, adotam motores Cummins de 4 cilindros (150 e 160 cavalos) e 6 cilindros (330 a 390 cavalos); ou MAN, com tecnologia EGR, manufaturados pela MWM International na fábrica de Santo Amaro, de 4 cilindros (190 cavalos) e 6 cilindros (260 e 280 cavalos). “Esses motores terão maior potência, curvas de torque mais planas e maior torque em baixa do que os Euro 3 equivalentes. E serão mais econômicos”, garantiu Alouche.

A linha Volkswagen chega com os modelos Delivery, Worker e Constellation, que receberam paineis mais modernos, com computador de bordo, indicador de marchas, limitador de rotação do motor, inibidor de partida do veículo em marchas diferentes de “primeira” e “ré”, e indicador de restrição do filtro de combustível.

Os novos veículos vão custar 15% mais caros que os equivalentes P5, em média, mas emitirão menos particulados, óxidos de nitrogênio, e serão mais eficientes com um pacote de tecnologias que o fabricante chama de AdvanTech, em contrapartida ao Blue-Tec 5 da Mercedes-Benz.

Alouche assinalou que a introdução das novas tecnologias de emissões, no pacote P7, permitirá reduzir em 55 vezes a expulsão de material particulado pelo escapamento dos veículos pesados movidos a diesel e diminuir o volume de óxidos de nitrogênio em sete vezes. A eficiência na limpeza dos gases de combustão dependerá da oferta de diesel de boa qualidade nos postos de combustível.

Há dois pacotes tecnológicos adotados no país para atender P7. O mais comum será o SCR – Selective Catalyst Reduction, que promove a redução de óxidos de nitrogênio no escapamento por meio de injeção de ureia (Arla 32). A outra solução é o EGR -- Exhaust Gas Recirculation, que recorre à recirculação de gases da combustão e não utiliza Arla 32. A MAN provavelmente será a única fabricante a utilizar SCR e EGR, como faz na Europa com sucesso.

“Adotamos a fórmula mais adequada para cada aplicação. O EGR é a melhor resposta em alguns casos e está menos sujeito aos efeitos do diesel com teor de enxofre mais elevado”, enfatizou Alouche. Ele foi mais longe: “A MAN entende tudo sobre o assunto. Quem inventou o motor diesel foi Rudolf Diesel, funcionário da empresa”, lembrou. “Na época o propulsor tinha 20 cavalos. Hoje a marca oferece motores de até 100 mil cavalos vapor, utilizados em metade dos navios do mundo”.

Crescimento em Resende

A MAN chegou ao pico de sete mil trabalhadores em agosto, registrando uma evolução de 50% nos postos de trabalho desde 2009, quando a indústria enfrentou os efeitos da crise global. “Vamos realizar investimentos expressivos em breve, apostando no potencial de crescimento do país, enquanto os desenvolvidos ainda vão penar na recuperação”, disse Roberto Cortes, CEO e presidente para a América Latina.

Para Cortes, a demanda será estimulada pelos esforços na área de infraestrutura, mas ele gostaria de ver os efeitos também de um programa de incentivo à renovação da frota já antiga, que beira a média dos 18 anos de idade. “É indispensável enfrentar essa questão se quisermos ter mais segurança no transporte e ar puro nas ruas”, enfatizou.
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