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20/09/2011 | 20h00

Marketing e Lançamentos

Com nova linha, Mercedes-Benz espera retomar liderança

Empresa aproveita P7 para renovar todos os veículos comerciais


Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB
De Campinas


Com a chegada da nova legislação de emissões para veículos diesel prevista no Proconve P7, em vigor a partir de janeiro de 2012, a Mercedes-Benz aproveitou para renovar por dentro e por fora toda sua linha de caminhões, vans e chassis de ônibus fabricados e vendidos na América do Sul. É a primeira vez na história da companhia que todas as famílias de modelos da marca passam por reformulações ao mesmo tempo. Tamanha renovação serve para embalar um ambicioso desejo: reconquistar o primeiro lugar no ranking de venda de caminhões no mercado brasileiro, posto perdido há dois anos para a MAN/Volkswagen.

“Com os novos produtos estou seguro que a Mercedes-Benz deve ganhar mercado”, confia Jürgen Ziegler, presidente da empresa no Brasil. “Isso será possível porque agora temos produção suficiente e portfólio completo para alimentar o mercado”, afirma Joachim Mayer, vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz do Brasil. “Estamos prontos e a bola está com nosso departamento de vendas para retomarmos a liderança”, completou, avaliando que, com a chegada de novos concorrentes para dividir o mercado brasileiro, quem tiver em torno de 30% das vendas será o líder do segmento de caminhões no País.


Atego: dianteira foi redesenhada para transmitir robustez e perder a aparência de fragilidade que as pesquisas mostravam. A linha agora tem um modelo médio e cinco semipesados, com quatro opções de cabines em versões urbanas, mais despojadas, ou rodoviárias, mais completas e confortáveis. A plataforma ficou 400 kg mais leve com o uso de novos materiais, elevando a capacidade de carga.

“A nova linha de veículos fecha um grande ciclo de investimentos em ampliação da produção em todas as unidades na região”, explica Mayer. A antiga fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde é produzida a maior parte dos produtos, teve a capacidade aumentada de 65 mil para 75 mil unidades/ano. A planta de Juiz de Fora (MG), que deixou de fazer carros no ano passado, foi modificada para caminhões e começa a montar o pesado Actros e o leve Accelo a partir de janeiro, ao ritmo de 15 mil veículos no primeiro ano de operação. Na Argentina, a unidade de Gonzáles Catán, que este ano completa 60 anos de atividades, já opera em dois turnos, foi modernizada para fabricar a nova linha de vans e furgões Sprinter, além de ter também absorvido parte da fabricação de chassis de ônibus e produzir o caminhão semipesado 1618, só para o mercado local.


Atron: a linha tradicional de caminhões bicudos ganhou sobrevida com quatro modelos - um médio, um semipesado e dois pesados – que foram redesenhados para usar motores Euro 5 (leia mais aqui).

Recorde e queda anunciada

Com as ampliações, este ano somente a fábrica do ABC paulista deverá atingir o recorde de 45 mil a 46 mil caminhões produzidos. Será difícil repetir o número em 2012, pois o expressivo movimento de pré-compra de caminhões no Brasil, com aumentos de até 30% nas vendas de alguns modelos para fugir dos veículos Euro 5 mais caros – de 6% a 10% no caso da Mercedes-Benz –, prenuncia uma queda abrupta do mercado. “É algo que sempre acontece em todos os países onde a legislação de emissões fica mais rigorosa. Não há como fugir disso e é o preço a se pagar por fabricar veículos mais limpos”, diz Mayer.

Contudo, o executivo espera por uma rápida recuperação, sustentada pelo contínuo avanço da economia brasileira. “Esperamos por uma queda das vendas em torno de 20% no primeiro semestre, mas a economia está forte e as compras devem voltar a crescer na última metade do ano, para fechar o período no mesmo nível de 2011”, projeta.


O novo Mercedinho: com o fim da produção do histórico 710 este ano, o leve Accelo toma o lugar do menor caminhão da Mercedes-Benz, nas versões 815 e 1016, ambas com motor de 156 cv, 36% mais potente, ganhando maior capacidade de carga e mais opções de distâncias entre-eixos, agregando possibilidade de instalação de terceiro eixo para plataforma de até 8 metros de comprimento.

Mayer também confia no trabalho de renovação feito na linha de produtos para ganhar mercado dos concorrentes. “Como os veículos Euro 5 iriam ficar mais caros de qualquer jeito para incorporar as novas tecnologias de redução de emissões, adotamos como meta compensar esse custo agregando maior valor aos produtos. Todos receberam melhorias e inovações tecnológicas”, assegura.

SCR BlueTec5 e EGR BlueEfficiency

O desenvolvimento das novas famílias de veículos comerciais P7 da Mercedes-Benz envolveu 400 engenheiros do centro de desenvolvimento da empresa em São Bernardo, consumiu 50 mil horas de testes e 3 milhões de quilômetros rodados para experimentações, segundo informa a empresa.

Os novos modelos Euro 5 da Mercedes-Benz usam dois tipos de tecnologia já testados pela empresa em outros países, principalmente na Europa. Aqui essas duas tecnologias usarão o mesmo nome fantasia adotado internacionalmente pela marca: BlueTec5 e BlueEfficiency.


Nova Sprinter: a van fabricada na Argentina foi redesenhada por dentro e por fora. O peso bruto total aumentou em 400 kg, o que significa maior capacidade de carga. O motor Euro 5 usa a tecnologia EGR, chamada BlueEfficiency pela Mercedes-Benz, que dispensa o uso de solução de ureia Arla 32.

Bluetec5 é o sistema de redução catalítica SCR, com injeção de solução de ureia (Arla 32) no catalisador, que será usada em todos os caminhões e ônibus Mercedes-Benz. Já o sistema BlueEfficiency de recirculação de gases EGR é empregado nas vans Sprinter, pois ocupa menos espaço. Em ambos os casos, para compensar o preço mais alto, a fabricante promete economia de até 6% em relação aos motores Euro 3, maior intervalo de trocas de óleo (até 125% maior em alguns modelos) e maior potência em todos os modelos Euro 5.


Axor: a linha de caminhões pesados feita em São Bernardo também ganhou novo desenho frontal para acompanhar a identidade visual mundial dos caminhões Mercedes-Benz. Agora o Axor vem de série com câmbio automatizado PowerShift, que garante maior economia de combustível.

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Sistema de arrefecimento
Sistema de arrefecimento é o sistema responsável por controlar a temperatura do motor gerado pela combustão ou pelo atrito das peças móveis. Isto é feito através da transmissão de calor para a atmosfera.

No sistema de arrefecimento a ar o calor é dissipado de forma direta, dependendo da localização do motor é preciso forçar a circulação do ar pelo motor mediante uma turbina ou ventilador.

No sistema de arrefecimento a liquido de forma indireta, pois a água passa pelo radiador antes do calor ser dissipado na atmosfera. Exceto no sistema de sifão térmico onde a circulação da água é feita através de uma bomba.

No sistema de sifão térmico enquanto o líquido de arrefecimento não atinge a sua temperatura normal de funcionamento, a válvula termostática impede seu fluxo para o radiador. Quando é atingida a temperatura do líquido de arrefecimento, parte do fluxo será direcionada pela válvula termostática para o radiador. Caso a temperatura se aproximar do limite máximo, todo o fluxo do líquido de arrefecimento será direcionado pela válvula termostática até o radiador, por onde será resfriada.