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Marketing e Lançamentos | 04/11/2011 | 19h55

Chevrolet Cobalt 1.4 chega por R$ 39.980

Preço inclui ar-condicionado, direção hidráulica e travas elétricas

Mário Curcio, AB

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Mário Curcio, AB

A rede Chevrolet começa a receber na segunda quinzena de novembro o novo sedã Cobalt. Ele chega nas opções LS, LT e LTZ, com respectivos preços de R$ 39.980, R$ 43.780 e R$ 45.980. Desde a versão mais em conta o modelo traz ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura e chave do tipo canivete com controle remoto para abertura elétrica das portas e porta-malas. A garantia é de três anos.

Neste primeiro momento, o motor disponível é o Econo.Flex 1.4, que produz até 102 cv quando abastecido com etanol. Em 2012 chegará uma versão LTZ 1.8 com transmissão automática de seis velocidades, a mesma que a linha Cruze utiliza (veja detalhes abaixo). Pesquisas da GM detectaram que o desejo por câmbios automáticos cresce rápido no Brasil, tendo passado de 15% em 2008 para 40% em 2010.

O Cobalt é produzido em São Caetano do Sul. A GM pretende vender 3.500 unidades mensais no Brasil. Neste primeiro momento, o foco serão as versões LT e LTZ. A empresa não quis arriscar o mix entre as três opções, mas estima que a de entrada, LS, responderá por 15% a 20% das vendas. A LT deve ser a mais preferida.

Quarenta países venderão o carro. São mercados da África do Sul, América do Sul, Europa e Oriente Médio. Mas, afinal, que plataforma é essa que ele utiliza? Seria a mesma do Agile ou de alguma das gerações do Corsa europeu? “É uma plataforma global”, afirma o vice-presidente de engenharia da GM América do Sul, Pedro Manuchakian, referindo-se à arquitetura empregada nos modelos Sonic e Aveo, mas com maior distância entre eixos que a desses dois modelos.

Apesar desse fato, trata-se de uma criação nacional: “O Cobalt foi totalmente desenvolvido no Brasil”, orgulha-se o executivo. As informações sobre a fabricação mundial do carro saíram um pouquinho de cada executivo. Manuchakian listou: “Ele será produzido na Colômbia, Egito, Usbequistão, Indonésia...” Outros além desses vão montar o carro.

A presidente da GM brasileira, Grace Lieblein, afirmou: “Dois outros países começam a produzi-lo no próximo ano.” Discreta, não revelou quais são nem confirmou outros mercados que o venderão. Do diretor de marketing, Gustavo Colossi, tiramos mais um detalhe: “O Cobalt será montado em regime CKD em alguns mercados.”

Classe média como público-alvo

Com o Cobalt, a General Motors pretende tirar de concorrentes como Fiat, Ford e Volkswagen compradores que não se satisfazem com o espaço dos atuais Siena, Fiesta e Voyage. Claro, compradores de Chevrolet também terão algo maior que o Classic ou Prisma.

Durante as pesquisas para chegar ao desenho final do carro, os consumidores potenciais sempre revelaram preferência por um sedã convencional, com os três volumes bem definidos. “Houve um momento em que mostramos três carros, um com linhas de cupê, um com traços mais modernos e outra clássico (conservador). Foi este o escolhido”, diz o diretor-executivo de design da GM América do Sul, Carlos Barba. O executivo recorda que a necessidade de espaço interno orientou todo o projeto. “Seu interior é maior que o do Vectra”, ressalta. Na verdade, é maior também que o do novo Cruze.

Outro executivo, Gustavo Colossi, traça o perfil do consumidor do Cobalt: “Ele vem da classe média, de uma família com rendimento mensal acima de R$ 6 mil. Deve dar seu carro usado como 50% a 60% de entrada e saldar o restante entre 24 e 36 meses”, estima Colossi. Dentro da GM, o novo sedã vai pôr fim, nesta ordem, às versões sedãs do Astra (hoje dirigido a frotistas) e do Corsa. A empresa não revela quando, deixando que o mercado se encarregue da tarefa.

Por dentro do carro



Novo Chevrolet tem boa posição de dirigir e grande espaço interno, mesmo no banco traseiro, em razão de uma grande distância entre eixos. Porta-malas também é digno de carros maiores e leva 563 litros de bagagem.

O bom espaço interno do Cobalt provém de seus 2,62 metros de distância entre eixos (o recém-lançado Nissan Versa já tem bons 2,60 metros). Como resultado disso, os joelhos de quem vai atrás no novo Chevrolet também não tocam os bancos da frente. A largura do assento traseiro é razoável e permite levar três adultos. O porta-malas do carro é outro destaque. São 563 litros de capacidade.

O Cobalt é agradável de dirigir. Seu câmbio de cinco marchas tem trocas mais fáceis por conta de novos garfos seletores e de um sistema de engate por cabos. A estabilidade também surpreende, mesmo em curvas fechadas com piso irregular. O motor 1.4 é suficiente para o dia a dia, mas certamente faltará fôlego em subidas se seu baita porta-malas estiver cheio e houver três adultos a bordo. Segundo a GM, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge 170 km/h (dados obtidos com etanol). A GM não informa o consumo.

O propulsor do Cobalt é semelhante ao utilizado no Ágile e na picape Montana, mas recebeu algumas alterações. A admissão ganhou uma nova caixa de ressonância para redução de ruído e o coletor de escape é feito de aço inoxidável estampado, que representa redução de peso de um quilo e propicia melhor controle na amostragem dos gases e com isso reduz emissões.

Versão 1.8 automática chega em 2012



No segundo trimestre do ano que vem a GM passará a oferecer uma versão 1.8 automática do Cobalt: “O câmbio será o mesmo do Cruze automático, com seis velocidades e trocas sequenciais. O motor será o 1.8 Econo.Flex, semelhante ao do Meriva Easytronic, mas com as mesmas modificações de admissão e escape feitas no Cobalt 1.4”, afirma o diretor de engenharia de powertrain, Paulo Riedel.

Reportagem atualizada em 5/11 às 16h05.



Tags: Chevrolet, Cobalt, Grace Lieblein, Pedro Manuchakian, Gustavo Colossi.

Comentários

  • Marcos C.A.Pires

    Boa noite,é meu sonho e de minha esposa comprar um cobalt 2013 quero dar um corsa sedan 2004 de entrada.Parabens pelo veiculo.

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