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Mercado e Negócios | 24/11/2011 | 18h18

Congresso Fenabrave: projeções para 2012 variam

Apostas vão de crescimento de 1% a 6%

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

O 21º Congresso Fenabrave prosseguiu nesta quinta-feira, 24, com projeções bastante variadas para o tamanho do mercado brasileiro em 2012. Logo na primeira palestra da manhã, o presidente da General Motors América do Sul, Jaime Ardila, foi o mais pessimista de todos, projetando crescimento da vendas domésticas de 1% a 3% (leia mais aqui). E depois do almoço Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul, foi um pouco mais otimista, afirmando que agora os negócios do setor devem perseguir o mesmo ritmo de avanço do PIB, que para o próximo ano está previsto entre 3,5% e 4% pela maioria dos economistas.

Dessa forma, as expectativas esfriaram bastante em relação ao dia anterior, 23, quando a média dos concessionários estimou mercado bem maior em 2012. “Acredito que o crescimento de 5% a 6% é perfeitamente factível no ano que vem”, disse em sua palestra o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria. Ele confia que as medidas do Banco Central de afrouxamento do crédito e redução dos juros deverão garantir o esse avanço. “Os bancos terão mais espaço em 2012 para financiar o consumo, com ampla concessão de crédito para a compra de automóveis.” Nóbrega avaliou também que o BC deverá continuar a reduzir o juro básico (taxa Selic) até atingir o nível de 9,5% em 2012.

E quem está mais certo? Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, preferiu o “caminho do meio”. Ele reafirmou a expectativa da entidade, que prevê crescimento das vendas de 6% este ano e, para 2012, a acomodação do índice em níveis “até um ponto acima do avanço do PIB” – ou seja, algo entre 4,5% a 5% (leia mais aqui).

Crescimento menor já em 2011

Oliveira, da Ford, já rebaixou também a projeção também para este ano, colocando a expectativa da empresa em torno de 50 mil a 100 mil veículos abaixo da previsão da associação dos fabricantes, a Anfavea, que para 2011 ainda confia em crescimento de 5%, com 3,7 milhões de unidades emplacadas. A Ford reduziu sua estimativa para uma expansão menor, em torno de 4%, com 3,6 a 3,65 milhões de veículos vendidos. “O mercado entrou em processo de acomodação. De agora em diante, já começando este ano, deve avançar no mesmo ritmo do PIB”, disse Oliveira.

“Mas isso não é ruim”, ressaltou o executivo. “Os índices de crescimento anteriores, de 11% e 12% ao ano, não eram sustentáveis. Para o setor é positivo um porcentual menor e mais constante, pois isso permite planejar melhor o futuro e evitar a formação de gargalos”, analisou.

“O importante é que estamos fechando mais um ano positivo, o oitavo consecutivo”, disse mais cedo o presidente da Anfavea e da Fiat América Latina, Cledorvino Belini, em seu discurso na cerimônia de abertura oficial do Congresso Fenabrave. Ele manteve a projeção da entidade para este ano, de crescimento de 5%, e ressaltou que o avanço do mercado de 2004 a 2011 atinge 158%, com cenário “muito promissor” para os próximos anos. “Poucos países têm esse cenário a oferecer”, destacou.

Mas Belini também reconheceu que esse jogo não está ganho, admitindo que a indústria automotiva nacional precisa evoluir para acompanhar a mudança do consumidor, que hoje tem mais renda e pode comprar produtos melhores. “O consumidor está mais exigente e o mercado exigirá competitividade e mais competitividade”, resumiu.

Assista à entrevista exclusiva de Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul, para a Automotive Business webTV



Tags: Fenabrave, Congresso Fenabrave, mercado, concessionárias, Marcos de Oliveira, Ford, Jaime Ardila, GM, Sérgio Reze.

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