Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Importados | 24/11/2011 | 18h47

Abeiva refuta declarações de Mantega

Para entidade, ministro está equivocado e peça por falta de informação

Automotive Business

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Redação AB, com informações da Abeiva

José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, reafirmou em comunicado que o Brasil, por meio do Ministério da Fazenda, feriu a leis de comércio internacionais, os direitos dos cidadãos brasileiros, a livre competição e que em nada contribui para o aumento da competitividade setorial com a elevação de 30 pontos na cobrança do IPI de veículos importados. Ele responde, assim, declarações de Guido Mantega, dia 23, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, em Brasília, de que a iniciativa foi “bem sucedida” e “houve uma expressiva elevação dos anúncios de investimentos estrangeiros”.

“O Governo, erroneamente, não considerou ou mesmo entendeu o impacto da globalização dessa indústria, que tem se pautado no desenvolvimento de plataformas globais, adequação dos veículos dessas plataformas para cada mercado e região e complementação de portfólio de produto para segmentos específicos”, destacou Gandini.

Para o presidente da Abeiva, dos nove projetos de localização de produção, para veículos leves, apenas um é novo, tendo sido anunciado após o Decreto 7.567. “Projetos da Chery, BMW, Suzuki, Hyundai, entre outros, foram anunciados antes de 15 de setembro. Até mesmo o da JAC Motors, protocolado na última semana, tinha sido amplamente noticiado antes do Decreto”, enfatizou.

“A capacidade instalada global já ultrapassou o limite sustentável de 80% de utilização e a ideia de invasão do mercado por fabricantes de outros regiões é um delírio. Muito provavelmente, a presidente Dilma Rousseff não recebeu estudos mais completos do setor no Brasil, pois se considerarmos o total de 677 mil veículos importados de janeiro a outubro deste ano, 75,23% foram importados por associadas da Anfavea e 24,36% por filiadas à Abeiva”, observou Gandini.

Dados da Abeiva apontam que dos 2.791.288 veículos emplacados de janeiro a outubro os importadores sem fábrica do País responderam por apenas 5,91%, ou 165.114 unidades. “Do total estimado de 800 mil veículos a serem importados este ano, deveremos responder por 200 mil unidades, cerca de 25%. O restante, na maioria, vem da Argentina e do México, com alíquota de importação zero”, ressaltou Gandini.

Quanto à dificuldade brasileira de exportação, o presidente da Abeiva disse que, ao contrário de pólos produtivos como China e Coreia do Sul, o País não investiu nos últimos anos em inovação e aumento do conteúdo tecnológico dos veículos. Para ele, esses fatores, associados à baixa ação do governo na função de regular o mercado de matérias primas, reduziu drasticamente a competitividade dos produtos 'nacionais´. "Mesmo que tivéssemos câmbio mais favorável à exportação, as chances seriam mínimas e restritas ao mercado de baixo volume da América do Sul”, esclareceu.



Tags: Abeiva, Decreto Lei 7567, importação de veículos, Ministério da Fazenda.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência