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Combustíveis | 02/12/2011 | 18h15

Desvantagem do etanol cresce de outubro para novembro

Gasolina foi a melhor escolha para os carros flex na cidade de São Paulo

Agência Brasil

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Agência Estado

A desvantagem do etanol em relação à gasolina acentuou-se em novembro ante outubro na cidade de São Paulo e está próxima a 71%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados nesta sexta-feira, 2. De acordo com a instituição, a relação entre o preço dos dois combustíveis atingiu 70,94% no mês passado, ante 70,23% em outubro. Em novembro de 2010, a relação estava em 64,79%.

“A taxa não só está acima de 70% como é a mais alta dos últimos quatro anos. Este ano foi ruim para o motorista que prefere abastecer o carro com etanol. Tivemos uma safra de baixa produtividade. Tanto que, em abril, a relação entre o combustível de origem vegetal e a gasolina ficou acima de 80% (80,80%)”, observa o coordenador-adjunto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima.

O uso do etanol deixa de ser vantajoso quando seu preço representa mais de 70% do valor da gasolina. O cálculo é feito considerando que o poder calorífico etanol equivale a 70% do poder da gasolina. Entre 70% e 70,50% considera-se indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

De acordo com a Fipe, o preço médio do etanol apresentou variação positiva de 1,52% no fechamento do IPC de novembro. A gasolina subiu menos, 0,48%. Ambos colaboraram para a inflação de 0,24% do grupo Transportes em novembro. A alta dos combustíveis é normal neste período do ano, segundo o coordenador adjunto do IPC. “O etanol geralmente sobe nesta época por causa da entressafra da cana”, diz Lima.

De acordo com Costa Lima, apesar da expectativa de chegada da nova safra de cana-de-açúcar em meados de maio, a relação deve continuar desfavorável ao álcool nas bombas. “Só talvez não chegue a 80% como em abril, quando houve desabastecimento de etanol”, conclui o coordenador-adjunto da Fipe.



Tags: Etanol, Fipe, gasolina, Rafael Costa Lima.

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