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06/12/2011 | 21h00

Marketing e Lançamentos

Ford amplia gama do Edge e dilui preço maior

Crossover aumentará 5% após alta do IPI


Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

As 400 concessionárias da Ford no Brasil vão receber até janeiro a linha 2012 do crossover Edge ampliada de três para cinco versões, três delas com tração dianteira (antes só era oferecida a opção AWD, integral) e por isso com preços iniciais menores do que o modelo 2011. Com isso, a Ford conseguiu diluir o aumento das duas versões Edge AWD, que estão cerca de R$ 2 mil mais caras. Mas a empresa já avisa que todos os preços divulgados agora são de pré-venda e só valem para quem encomendar o carro até o próximo dia 15. Depois disso, o Edge sofrerá reajuste de 5% para acomodar parte da elevação de 30 pontos porcentuais do IPI para veículos importados de fora do Mercosul e México, que deve vigorar a partir do dia 16.

“Depois desse período vamos esperar para ver o que o governo vai fazer”, admitiu Lucíola Almeida, gerente de marketing de picapes e utilitários esportivos da Ford Brasil. Isso porque, assim como toda a indústria, a empresa espera pela edição de medidas que poderão isentar do IPI maior as montadoras com planos de investimento em novas fábricas e ampliações no País, o que poderá beneficiar o Edge importado do Canadá.

Pelo sim, pelo não, a Ford tratou de trazer um grande volume de Edge que será nacionalizado antes do dia 15, para evitar a aplicação da nova alíquota do IPI, que pela regra atual subiria de 25% para 55%. A Ford não revela quantos modelos estão em processo de nacionalização, mas sabe-se que deverá ser em torno de mil unidades, para que todos os concessionários tenham boa variedade de versões do novo Edge para vender.

Ambição maior


Ford Edge 2012: aposta no crescimento do segmento de crossovers no Brasil.

Seja com qual preço for, a Ford aumentou bastante suas ambições com o Edge. “Quando lançamos o modelo, no fim de 2008, era mais um carro de imagem para a marca, pois não tínhamos muita quantidade para vender”, lembra Lucíola Almeida. Os volumes aumentaram com linha 2011, cujas vendas de janeiro a novembro (1622 unidades) já cresceram 169% sobre o ano anterior, com perspectiva de fechar o ano com 1,8 mil veículos vendidos. Para Lucíola, o bom desempenho de um carro que custa acima de R$ 120 mil pode ser explicado pela ascensão social no Brasil – as classes A e B tiveram incremento em torno de 9 milhões de pessoas desde 2003 –, com maior número de consumidores que procuram pelo “luxo acessível”.

Também existe maior procura pelos crossover, uma espécie de utilitário esportivo (SUV) mais assemelhado a um automóvel com tamanho avantajado. “O segmento amadureceu. Hoje o brasileiro entende melhor o conceito do crossover, de um carro grande com apelo urbano”, avalia a gerente de marketing. Ela justifica sua tese mostrando a evolução das vendas dos utilitários médios no Brasil, que cresceram 59% desde 2008. A esmagadora maioria desse avanço foi dos crossovers, com alta de 170% nos emplacamentos, enquanto os SUVs evoluíram 13% no mesmo período. Portanto, atualmente a preferência do segmento é pelo que se pode chamar de “jipões urbanos”.

Nesse mercado, o Edge atualmente concorre com oito crossovers e tem 4% de participação nas vendas de utilitários médios no País. Com novos preços e versões, Lucíola espera por aceleração do desempenho, com números maiores que os deste ano. Ela não divulga a projeção da Ford, que provavelmente está colocada além das 2 mil unidades.

A gerente aposta que a versão mais vendida não será a SEL, de entrada (R$ 119,9 mil), mas a Limited FWD, com tração dianteira, por R$ 133 mil, ou R$ 142 mil com teto solar panorâmico. As duas versões Limited AWD, tração integral, deverão ser a menos procuradas devido aos preços bem maiores, de R$ 138 mil ou R$ 147 mil com teto transparente. “O modelo com tração dianteira é uma opção com menor custo de manutenção, maior agilidade nas arrancadas e economia de combustível”, justifica.

Qualidades


Edge tem interior espaçoso e confortável, com bancos de couro de série.

O Edge traz de série todos os confortos e tecnologias do mundo desenvolvido – onde o modelo não é um carro de luxo. Sob o capô há um desnecessariamente potente motor V6 de 3,5 litros e 289 cavalos, considerado “econômico” para os padrões perdulários norte-americanos, que funciona com transmissão automática de seis velocidades.

No interior, o destaque é o sistema de entretenimento, comunicação e navegação Sync de segunda geração – desta vez, finalmente, programado para funcionar com mapas do Brasil e atender comandos de voz em português brasileiro; algo que os modelos anteriores não tinham e que a Ford estuda oferecer a esses proprietários também, em forma de atualização do sistema ainda sem data definida para acontecer.

Com o Sync, o motorista pode conectar o celular via bluetooth e fazer ligações por comando de voz, tanto para um número ditado ou algum que esteja na agenda, além de ler mensagens SMS. O sistema multimídia tem rádio, CD e entradas USB, SD card e A/V, para reprodução de áudio e vídeo. O GPS está integrado com mapas brasileiros que agregam 160 mil pontos de interesse, como bancos, postos de abastecimento e restaurantes.


Na tela de 8 polegadas sensível ao toque (touchscreen) instalada no centro do painel do Edge, o motorista controla (por toque ou voz) a conexão com telefone celular, navegação, climatização e o sistema de som Sony de 390 watts, com 12 falantes e qualidade de home theater. O carro é destravado e ligado apenas pela aproximação da chave, que pode ficar no bolso: para ligar ou desligar o motor é só pressionar o botão de partida.

Outro destaque tecnológico é o sistema My Key, uma chave que pode ser pré-configurada com algumas preferências do motorista. Com ela, é possível limitar a velocidade máxima e configurar alertas sonoros quando se empresta o carro a um filho, por exemplo. A chave funciona com sensor de proximidade para destravar as portas e ligar o carro. E se quiser deixa-la dentro do veículo, para abrir e fechar pode-se digitar uma senha nas teclas instaladas na porta.

Para facilitar as manobras, o Edge vem também com sensor e câmera de ré, com alerta de tráfego cruzado, para o caso de algum carro estar passando quando se está saindo de uma vaga de estacionamento. Os retrovisores estão equipados com monitor de ponto cego lateral.

O Edge também tem um amplo pacote de segurança ativa, com seis airbags e tencionadores de cintos controlados por sensores de peso e colisão, que calibram a intensidade de explosão das bolsas e ajustam os bancos de acordo com a severidade do acidente e o tamanho dos ocupantes do veículo. O carro também tem freios com ABS e controle de estabilidade.

Assista à entrevista exclusiva de Lucíola Almeida, gerente de marketing de picapes e utilitários esportivos da Ford, à AB webTV:

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