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Mercado e Negócios | 18/01/2012 | 18h31

Detroit exibe as mudanças na moda

O colunista Fernando Calmon registra tendências e avanços

Redação AB

Redação AB

Fernando Calmon, colunista de Automotive Business, acompanhou de perto o Salão do Automóvel de Detroit, que ocorre de 14 a 22 de janeiro. Para ele, o evento ainda não recuperou todo o espaço ocupado anteriormente nos tempos de opulência em razão da desistência de algumas marcas europeias e japonesas. No entanto, marcou tendências interessantes e consolidou o avanço em direção de automóveis um pouco menores e motores mais econômicos.

O jornalista cita o exemplo do novo Fusion. Além de se unificar com o Mondeo europeu, a Ford fez a troca definitiva do motor V-6 de aspiração normal por um 4 cilindros turbinado de 2 litros, com potência semelhante, maior torque e mais autonomia em km/litro. Esse médio-grande terá comercialização nos EUA e no Brasil quase simultânea, mas aqui também será oferecido um motor flex de 4 cilindros e 2,5 litros.

A Chrysler respondeu com o sedã Dart – nada a ver com o Dodge Dart que foi fabricado no Brasil –, aproveitando a mesma arquitetura do Alfa Romeo Giulietta/Fiat Bravo e motores de origem Fiat e Chrysler. Na realidade, é o sucessor natural do Neon, de tração dianteira, vendido também aqui anos atrás. Como será produzido nos EUA não tem preço competitivo para ser importado.

Calmon registra que uma surpresa bem escondida pela GM foi o Buick Encore. Trata-se de um SUV compacto, com versões Opel/Vauxhall na Europa e futura versão mais em conta da Chevrolet para brigar nos EUA com o Ford Escape. Sua arquitetura é a mesma do veículo pequeno global que deu origem ao Cobalt e, portanto, deve ser feito no Brasil para desafiar o novo EcoSport e o Renault Duster.

O colunista entende que, em termos de estilo, parece que a moda dos faróis de grandes dimensões e formatos exóticos começa a perder força, resgatando a sua tradicional função de bem iluminar os caminhos. No Lincoln MKZ, no próprio Fusion e em outros, continuam como importantes elementos estéticos, porém sem exageros.

Dois carros-conceito da Chevrolet chamaram a atenção de Fernando Calmon. O Code 130 R, de tração traseira, compartilha a arquitetura do ATS, modelo com o qual a Cadillac decidiu dar combate aos Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C. Já o Tru 140S é um exercício de desenho do que poderia ser o Cruze cupê.

Junto com outros jornalistas brasileiros, Calmon pôde testar os Sonic hatch e sedã. Para ele, na prática, isso confirma sua importação no segundo semestre, quando começará a fabricação no México. Como acontece com modelos argentinos, estará livre dos ônus tributários de importados de outras origens, embora a GM continue a falar em “estudos”. O Sonic virá nas versões completas, mirando o novo Fiesta (em torno dos R$ 50 mil). Tem a seu favor bom espaço interno, quadro de instrumentos criativo, estilo atual (sem arrebatar) e dirigibilidade agradável. A unidade avaliada possuía motor de 1,8 litro, igual ao do Cruze, com 6 cv a menos, mas é provável que a fábrica opte por um de 1,6 litro.

A Mercedes-Benz fez no Salão de Detroit o lançamento mundial do novo conversível SL, 140 kg mais leve que o anterior. De olho nos endinheirados da Califórnia, o carro tem presença marcante, apesar de pragmáticos desejarem algo mais. A Hyundai agora dispõe de um motor turbo para o cupê de três portas Veloster (1,6 l/201 cv) que lhe garante desempenho compatível ao seu estilo audacioso.

A Volkswagen, por sua vez, lançou o Jetta híbrido que se destaca como referência em consumo diante do Toyota Prius, pioneiro de mercado e, até agora, pouco incomodado.

Leia mais na coluna de Fernando Calmon (acesse aqui).



Tags: Mondeo, Chrysler Dart, Captiva, EcoSport, Cobalt, Sonic, Jetta híbrido.

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