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18/01/2012 | 20h15

Mercado e Negócios

Brasil pode produzir 4,7 milhões de carros em 2016

PwC projeta crescimento constante e 3,3 milhões este ano


Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

O Brasil pode produzir 4,7 milhões de veículos leves (excluindo caminhões e ônibus) em 2016, um incremento de 1,57 milhão, 50,3% maior, sobre o resultado de 2011. Esse desempenho fará o País subir da sétima para a sexta posição na lista dos países fabricantes. A projeção é da mais recente pesquisa global Autofacts, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

O levantamento trimestral, divulgado esta semana, aponta que as fábricas brasileiras produziram 3,12 milhões de automóveis e comerciais leves em 2011 e estima 3,34 milhões para este ano, um avanço de 7,2% – bastante maior, portanto, do que a modesta projeção de 1,1% da Anfavea, a associação das montadoras.

A PwC justifica seu maior otimismo ao apostar que o governo brasileiro deverá, este ano, lançar mão de medidas de incentivo ao consumo, reaquecendo o mercado com queda de juros e injeção de mais recursos para o crédito. Ao mesmo tempo, a produção nacional será beneficiada pelo aumento da taxação aos veículos importados de fora do Mercosul e México.

CONTRIBUIÇÃO PARA O CRESCIMENTO

A PwC calcula que os países emergentes continuarão a sustentar a expansão. Segundo a Autofacts, virá do Brasil a quarta maior contribuição porcentual, de 6%, para o crescimento da produção mundial de veículos leves nos próximos cinco anos. Em primeiro lugar está a China, que deve contribuir com nada menos que 42% do avanço, fabricando 26 milhões de leves em 2016, ou 73,8% a mais do que os quase 15 milhões de 2011.

Dentro das projeções da Autofacts, o maior crescimento porcentual da produção de leves será da Índia, com expansão de 95,4% entre 2011 e 2016, de 3,4 milhões para 6,7 milhões, no que será a segunda maior contribuição, de 12,5%, para a evolução mundial das fábricas. Esse desempenho conferirá ao país o posto de quinto maior produtor do mundo, à frente de Brasil (em sexto) e Coreia do Sul, que cairia da atual quinta posição para a sétima.

O único mercado desenvolvido que continua a dar contribuição significativa para o crescimento da produção de veículos leves no mundo são os Estados Unidos, com 9,8% da expansão prevista até 2016 e 11 milhões de unidades produzidas, um avanço de 30,6% sobre os 8,4 milhões de 2011.

FABRICANTES, MARCAS E MODELOS

A Autofacts também traz projeções por fabricante. Depois de ter retomado a liderança da produção mundial em 2011, a General Motors deve perder o posto novamente para a Toyota este ano, já recuperada da falta de peças dos fornecedores provocada pelo terremoto e tsunami no Japão. A previsão é que a GM produza 9,6 milhões de unidades em 2012, contra 9,9 milhões da Toyota. Contudo, a PwC projeta reviravoltas nesse quadro até 2016, quando a GM voltaria ao topo, com 11,3 milhões de veículos leves, ante 10,9 milhões da fabricante japonesa.

Até 2016 não existem alterações de posições do terceiro ao décimo maiores fabricantes de veículos leves. O Grupo Volkswagen deve manter a terceira posição, com 8,7 milhões em 2012 e 10,7 milhões em 2016. Em seguida vêm Renault-Nissan (8 milhões este ano para 10,3 milhões em 2016), Grupo Hyundai (7 milhões para 8,6 milhões), Ford (5,4 milhões para 7 milhões), Grupo Fiat-Chrysler (4,2 milhões para 5,9 milhões), Honda (4,1 milhões para 5 milhões), PSA Peugeot Citroën (3,6 milhões para 4,7 milhões) e Suzuki (2,6 milhões para 3,1 milhões).

Também não devem haver alterações entra as dez marcas mais vendidas do mundo que, pela ordem, serão Toyota, Volkswagen, Ford, Chevrolet, Nissan, Hyundai, Honda, Kia, Fiat e Peugeot.

Entre os modelos mais vendidos, o Toyota Corolla deverá continuar no topo do ranking pelos próximos cinco anos, segundo projeta a PwC. As posições permanecem inalteradas do segundo ao quarto lugar, com Ford Focus e Fiesta e VW Polo. Do quinto ao décimo posto devem acontecer algumas trocas até 2016: o Chevrolet Cruze subiria de sexto para quarto; as picapes Ford Série F desceriam um degrau, para a sexta colocação; o Honda Civic saltaria de décimo para sétimo; o Toyota Camry de nono para oitavo; enquanto o chinês Changan SC63 cairia de oitavo para nono; e em décimo ficaria o Hyundai Elantra, descendo da atual sétima posição.

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