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24/01/2012 | 22h20

Mercado e Negócios

Jungheinrich pode fabricar no Brasil

Mercado será uma das prioridades da empresa nos próximos anos


Giovanna Riato, Automotive Business

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Giovanna Riato, AB
De Zurique, Suíça


A Jungheinrich, fabricante de empilhadeiras e fornecedora de soluções de logística e estocagem, estuda a construção de uma fábrica no Brasil. A companhia alemã, com filial em Jundiaí (SP), atualmente importa os equipamentos que comercializa no País. Fortalecida internacionalmente, a empresa pretende agora concentrar esforços no mercado local.

Apesar de ainda ser pequena, a demanda por equipamentos de movimentação de estoque está em rápida expansão na região. Há poucos anos o Brasil absorvia cerca de três mil máquinas por ano. Depois de sofrer retração de 63% em 2009 na comparação com 2008, por conta da crise financeira, o mercado nacional esquentou 172% em 2010. Já no ano passado, foram comercializadas cerca de 22,7 mil máquinas, com avanço de 1% sobre o resultado do ano anterior e participação mundial de 2%.

O volume ainda é pequeno, cerca de 10 vezes menor do que o absorvido pela Europa, onde a empresa concentra cerca de 80% dos negócios. Apesar disso, os números evidenciam que a curva aponta para cima. “Estamos de olho nesse crescimento. Há expectativa grande de crescimento no curto prazo, com a realização de eventos mundiais como as Olimpíadas”, afirma Helmut Limberg (foto), vice-presidente de marketing e vendas.

Além de acompanhar a expansão, a Jungheinrich pretende ganhar mercado. Atualmente a empresa responde por menos de 10% das vendas nacionais mas a intenção é superar esse porcentual nos próximos cinco anos. O desafio é grande, já que a companhia só tem estrutura própria no País há 10 anos. Antes disso, os equipamentos eram comercializados por um importador independente com a marca Ameise.

A corporação precisa ganhar espaço entre as líderes Hyster e Toyota, que disputam o primeiro lugar no ranking de vendas. Para isso, a marca quer consolidar a posição no fornecimento de máquinas de alta tecnologia, investir na qualidade do pós-vendas e avançar na oferta de soluções de armazenamento e movimentação de estoques. Globalmente, 33% do faturamento da empresa, estimado em € 2 bilhões em 2011, vem da área de serviços, 59% é gerado em novos negócios e 18% no aluguel de equipamentos usados. No Brasil, a companhia tem cerca de 700 máquinas para aluguel de até 60 meses. Com isso, o cliente pode usar o equipamento com um investimento que varia de 50% a 70% do necessário para adquirir uma máquina nova.

Apesar do esforço para reforçar a estrutura local de vendas, Limberg afirma que a indústria nacional do segmento é muito protegida e construir uma fábrica na região daria mais fôlego a evolução dos negócios. Segundo ele, uma equipe já estuda a instalação de uma unidade produtiva. Quando finalizado, o projeto será apresentado ao comitê executivo do grupo, que tomará a decisão.

Até lá, a empresa trabalha no desenvolvimento local de negócios com clientes que já são parceiros internacionalmente. O setor automotivo é um dos grandes focos e atrai a Jungheinrich por conta da expansão contínua no Brasil. A companhia já fornece máquinas para a Delphi, Magneti Marelli, Bosch e Volkswagen.

Bateria de íons de lítio

A companhia comercializa no Brasil uma ampla linha com máquinas para diversas aplicações. No segundo semestre de 2011 a marca lançou no mercado europeu um novo modelo elétrico, o primeiro do mercado a armazenar energia em uma bateria de íons de lítio. Por enquanto, a novidade não será vendida no País. Segundo a empresa falta regulamentação local para o descarte da bateria.

O componente é 150 quilos mais leve na comparação com a versão de chumbo-ácido e libera mais espaço na empilhadeira para a movimentação de carga. O preço mais alto, segundo a empresa, pode ser compensado pela maior vida útil e a falta de manutenção. Desde o lançamento foram comercializadas cerca de 2 mil unidades na França, Inglaterra e Suíça. A tecnologia sintetiza a aposta da empresa para os próximos anos.

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