Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Combustíveis | 26/01/2012 | 00h00

Vendas fracas de diesel S50 preocupam ANP

Demanda baixa pode trazer risco de deterioração

Agência Brasil

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Agência Brasil

Às vésperas de completar o primeiro mês de obrigatoriedade de oferta do óleo diesel S50, com menor teor de enxofre em sua composição (no caso, 50 partes por milhão), a demanda, ainda tímida, pelo produto, principalmente entre veículos pesados, preocupa o setor. A medida faz parte do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado em 2009.

Entre as razões elencadas para a baixa procura pelo novo diesel, a mais citada é o prazo dado aos fabricantes de veículos pesados para entregar, até março, os veículos vendidos e faturados em 2011, cujos motores podem funcionar com qualquer dos três tipos de óleo diesel a disposição no país. Como o diesel S50 é o tipo mais caro - custa, em média, R$ 0,10 a mais do que os tipos S500 e S1800 - ainda não consegue estimular a adesão dos consumidores, mesmo sendo menos poluente.

O S50 só é obrigatório para motores pesados fabricados a partir deste ano. A nova frota menos poluente, estimada em quase 170 mil novos veículos pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), só deve começar a rodar no segundo trimestre do ano. Para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a maior preocupação é com os quase 3 mil postos revendedores, selecionados pelo órgão regulador para oferecer o diesel S50. Esses postos já compraram o novo combustível, mas o diesel só pode ficar estocado de 30 a 60 dias, dependendo das condições de limpeza e filtragem dos tanques.

“Demanda baixa implica giro baixo do produto e o produto não pode passar do prazo de comercialização, pois corre o risco de se deteriorar. A ANP vai monitorar para que a qualidade não se deteriore, mas isso é uma ação dos revendedores. O mercado de preço é livre, mas não podemos permitir que um combustível de má qualidade seja comercializado”, explicou Dirceu Amorelli, superintendente de Abastecimento da ANP.

Amorelli adiantou que vai reunir balanços da rede revendedora e tentar obter informações sobre venda de veículos pesados, mesmo que a agência se comprometa a guardar sigilo desses dados. “Preciso saber como está a saída de veículos pesados para calibrar a resolução e a questão logística do [diesel] S50. Se a gente verificar que o novo veiculo pesado só vai começar a rodar a partir de dezembro, vamos ter que pensar em outro tipo de medida”, explicou.

Para o superintendente da área, o cenário ainda não permite uma avaliação sobre o andamento do programa, mas a baixa demanda, por um lado, está possibilitando pequenos ajustes na inserção do diesel S50. Uma das mudanças é a atualização de informações sobre postos revendedores que pode resultar na eliminação de alguns empreendimentos e, para garantir a cobertura nacional do produto, possíveis inclusões de novos postos de abastecimento.

Se, por um lado, o setor aguarda a chegada da nova frota de veículos pesados, por outro, a ANP garante que, entre veículos leves movidos a diesel, como utilitários esportivos e camionetes, está aumentando o consumo do S50. “Os SUVs [veículos utilitários esportivos, na sigla em ingês] têm demanda crescente do S50. E, nas frotas cativas, nos grandes centros, o diesel já está presente. Isso já é um volume significativo, em torno de 6% [do volume total de diesel vendido no país]. A expectativa é que, até o fim do ano, o volume de demanda do S50 dobre e represente 12% do mercado e, no futuro, seja 100%”, projetou Amorelli.

Dirceu Amorelli, que mantém reuniões com representantes da rede revendedora para orientar e esclarecer dúvidas sobre a implementação do plano de uso do S50, garante que as resistências iniciais do setor, que temia os custos de adaptação para ofertar o novo combustível, foram superadas quando a medida passou a valer.

“Alguns revendedores ficaram com alguns tipos de dúvidas. A gente tem que ver um pouco o lado do revendedor, que tem uma margem apertada”, avaliou o superintendente da ANP, reconhecendo que a mudança resultou em elevação de custos para toda a cadeia. “Tanto os polos produtores quanto as bases e revendas tiveram que fazer algum tipo de investimento para receber o S50, que é um diesel mais delicado. Mas é um custo ambiental que, hoje, todas as empresas estão tendo que assumir.”

Os investimentos feitos para adequação ao diesel S50 servirão como base para a implementação da próxima etapa do plano, que prevê a entrada do óleo diesel S10, com teor ainda menor de enxofre, a partir de 2013. “Quando começamos o plano de abastecimento, estavam previstas a obrigatoriedade do S50, em 2012, e do S10, em 2013. Existe a previsão de investimentos em toda a rede, do polo produtor até o revendedor. No caso do revendedor, a mudança não seria significativa. Estamos acompanhando, nas bases distribuidoras e nos polos produtores, as mudanças necessárias que são mais rigorosas no caso do S10, mas a base dos investimentos já foram feitas no S50”, disse Amorelli.



Tags: ANP, diesel, S50, S10, Proconve, Anfavea, petróleo, gás natural, bicombustível, Dirceu Amorelli.

Comentários

  • joao

    estou morando na zona leste, preciso comprar urgente uma caminhonete a diesel com o novo motor, mas ainda não encontrei um posto com o novo diesel

  • walter cavedo filho

    b noite como e que eu com um caminhao com o S 50 posso concorrer preço a preço o mesmo frete com um caminhao com diesel comun numa viajen por exemplo de S Paulo a Belen uma diferença desta em litros sendo que vamos carregar juntos o mesmo frete eu como autonomo nunca meu vw 2003 estou querendo troca lo por uma carro novo mas nunca um zer com S50 me desculpen a minha ignorançia mas e assim que eu consigo ver os fatos me esclareça ou me fazen mudar de ideias de foren capaz obrigado Walter caminhoneiro

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência