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03/02/2012 | 17h38

Mercado e Negócios

Scania tem recorde de produção

Companhia fabricou 26,2 mil veículos no Brasil


Giovanna Riato, Automotive Business

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Giovanna Riato, AB

A Scania encerrou 2011 com recorde de produção de veículos no Brasil. A empresa sueca fabricou 26,2 mil caminhões e chassis de ônibus na unidade de São Bernardo do Campo (SP). O volume atendeu à demanda do mercado interno, dos países da América Latina e 4 mil unidades foram exportadas para a África do Sul, Rússia e Turquia, volume 136% maior do que o registrado no ano anterior, mas ainda 54% abaixo do anotado em 2008, melhor ano para as vendas externas da companhia.

Apesar da expansão da produção, a montadora anotou desaceleração nas vendas de caminhões no País. Houve retração de 11,8% nos emplacamentos, para 13,4 mil unidades, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, com perda de 0,4 ponto percentual de participação no mercado.

“A queda foi motivada pelo resultado extraordinário que tivemos no ano anterior. De qualquer forma, mantivemos o nosso patamar de 24% a 25% de participação no segmento de pesados”, avalia Christopher Podgorski, vice-presidente de vendas e marketing da empresa para a América Latina (foto). Outro motivo para o esfriamento das vendas foi o acirramento da concorrência no setor, com a chegada de novas marcas e modelos no País.

Este ano a companhia pretende garantir o espaço no mercado com o aquecimento das vendas de modelos semipesados. Em 2011 a empresa comercializou cerca de 400 unidades da categoria. A meta para este ano é mais ambiciosa. “Eu pularia de alegria se vendêssemos 2 mil veículos”, brinca Roberto Leoncini, responsável pelas operações da Scania no Brasil, apesar de reconhecer que o objetivo é pouco realista.

O executivo admite que a empresa adotou uma postura mais agressiva para acelerar os negócios no segmento, com equipe de vendas especializada em modelos da categoria e veículos disponíveis para pronta entrega. Outro nicho importante destacado por Leoncini é o de veículos fora de estrada, como o setor de mineração e o canavieiro.

Podgorski não projeta uma evolução do tamanho do mercado de caminhões este ano. Para ele, as vendas devem se manter em torno de 170 mil unidades. Mesmo sem crescimento, o executivo considera o volume bastante expressivo. “Há cinco anos o Brasil absorvia cerca de 100 mil unidades. O avanço foi rápido e sustentado. Não podemos bater recordes todos os anos”, analisa.

Ônibus

A previsão para o segmento de ônibus é menos otimista, de desaceleração próxima de 20%. A companhia aponta que houve pré compra de chassis Euro 3 em 2011, diferentemente do que ocorreu com o setor de caminhões. Apesar da expectativa de retração, a montadora comemora bons resultados em 2011. Entre as principais ações está o lançamento do ônibus a etanol, que já tem 60 unidades em circulação em São Paulo (SP), a participação em sistemas BRT e BRS e a chegada do chassi com motor frontal.

Euro 5

A companhia manteve a estratégia de apenas produzir veículos já encomendados mesmo com a mudança da legislação de emissões para Euro 5, ou Proconve P7. “Não fizemos estoques como os nossos concorrentes”, explica Podgorski. Segundo ele, os 1,4 mil veículos que viraram o ano no pátio da montadora já estavam vendidos. O executivo avalia que a estratégia reforça o posicionamento premium da marca, com a força de vendas concentrada em veículos que atendem a nova norma de emissões.

Além disso, sem a pressão por desovar os caminhões e ônibus Euro 3 para a rede de distribuição até 31 de março, a montadora evita conflitos com os concessionários, um dos focos de expansão para os próximos anos. Em 36 meses, a companhia planeja ampliar os pontos em 10%, para cerca de 115 revendas. Ainda no médio prazo a companhia planeja manter o ritmo de US$ 30 milhões a US$ 40 milhões de investimento anual na operação brasileira. Este ano, o aporte priorizará a expansão da capacidade produtiva e a inauguração de um novo centro de distribuição de peças de reposição em Vinhedo (SP).


Assista à entrevista exclusiva com Christopher Podgorski, vice-presidente de vendas e marketing da Scania para a América Latina:

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