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Mercado e Negócios | 29/03/2012 | 15h55

Cummins projeta tombo de 33% na produção de motores em 2012

Companhia pretende equilibrar o faturamento com o crescimento das outras divisões

Giovanna Riato, AB

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Giovanna Riato, AB

Depois de registrar recorde em 2011, a fabricante independente de motores diesel Cummins projeta esfriamento de 33% na produção este ano, para cerca de 75 mil unidades. O número representa ainda redução de 14,2% na comparação com 2010, quando a companhia fabricou 96 mil propulsores. No ano passado as linhas de montagem da empresa em Guarulhos (SP) produziram 112 mil motores. O volume comercializado no mercado local foi ainda complementado com importações, para o total de 115 mil.

O tombo é reflexo da interrupção do ritmo de produção de caminhões com o início do Proconve P7, ou Euro 5, nova legislação de emissões para o segmento. Com grandes estoques dos modelos Euro 3, as montadoras diminuíram o ritmo das fábricas no início do ano. “Nós já prevíamos queda, mas foi mais drástica do que esperávamos”, avalia Luís Pasquotto (foto), presidente da Cummins para a América do Sul. O executivo afirma que a companhia produziu 14 mil motores no primeiro bimestre.

Pasquotto lembra, no entanto, que 2011 foi atípico. “Para fazer uma projeção temos de desconsiderar o ano passado e este ano”, analisa. A expectativa é que a empresa só volte a produzir volumes semelhantes aos de 2011 em 2014 ou 2015. Teremos um crescimento contínuo até lá”, prevê.

Além do impacto da legislação de emissões nas vendas, a Cummins terá que administrar este ano o fim do contrato de fornecimento de motores para os caminhões médios da MAN. A montadora vai trabalhar agora com motores próprios nos veículos da linha, produzidos pela MWM. Parte da perda será compensada pelo aumento da presença dos propulsores da fabricante independente na linha leve e nos ônibus. No total, a participação da Cummins na linha MAN deve cair dos 65% registrados no ano passado para entre 45% e 50% este ano.

Com o mercado em queda, a empresa planeja cultivar parcerias já estabelecidas internacionalmente com as newcomers, que podem render bons frutos na América do Sul no médio prazo. Shacman e Foton são duas delas. “Não há negociação de fornecimento para as chinesas. Elas ainda estão definindo as suas fábricas”, explica Pasquotto. Por enquanto a ideia é apoiar a chegada das companhias no Brasil, garantindo a manutenção dos motores Cummins produzidos na Ásia.

Outra estreante e provável cliente da fabricante de motores é a Avia, indiana que produz caminhões e vai iniciar uma operação em CKD na Argentina. A expectativa da empresa é aproveitar o acordo de livre comércio para vender os semipesados também no Brasil. Dentro desse plano, a operação da Cummins na América do Sul deve fornecer os propulsores dos veículos ao ritmo inicial de mil unidades por ano.

EQUILÍBRIO NO FATURAMENTO

A companhia registrou faturamento de US$ 1,9 bilhão na América do Sul em 2011, com expansão de 45% sobre 2010. A receita representa 10% do resultado global da empresa. Para manter saldo positivo este ano, a fabricante pretende equilibrar a queda prevista para a área de propulsores diesel com a expansão dos negócios das outras divisões: geradores de energia, turbos, distribuição, filtros e sistemas de pós-tratamento de gases.

Entre as estratégias está a aposta nos segmentos de óleo e gás, mineração, e a expansão da rede de serviços. O avanço dos caminhões Euro 5 no mercado também estimulará a divisão de pós-tratamento de gases, com a expectativa de comercialização de 65 mil conjuntos já neste ano. No médio prazo o plano é reduzir a participação da operação de motores no faturamento dos atuais 65% para 50% com o crescimento das outras divisões.

NOVA ESTRUTURA

Com o crescimento do mercado, a operação da Cummins na América do Sul ganhou mais independência, com nova estrutura na região. A partir deste ano cada divisão será comandada localmente por um executivo, que se reportará a Luís Pasquotto. Antes as decisões de todas as áreas da companhia passavam pela matriz nos Estados Unidos.

“Temos muitas expectativas para os próximos anos, com a chegada de novos clientes. Com este novo formato, vamos acelerar as respostas ao mercado local”, explica Pasquotto. Kip Schwimmer comandará a área de geradores; Fabio Margin a distribuição; Fabiano De Luca a divisão de turbos; Marco Rangel a de filtros e Maurício Rossi a de sistemas de pós-tratamento. A operação de motores ficará nas mãos de Pasquotto.

Assista à entrevista exclusiva com Luís Pasquotto, presidente da Cummins para a América do Sul:





Tags: Cummins, motor, produção, caminhão, mercado, Proconve P7, Euro 5.

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