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05/04/2012 | 23h22

Mercado e Negócios

Caminhões: desempenho do trimestre é pior do que o esperado

Depois de queda nas vendas e na produção, Anfavea projeta avanço com o PSI 4


Giovanna Riato, AB

Giovanna Riato, AB

O desempenho do segmento de caminhões no primeiro trimestre de 2012 decepcionou a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos. A entidade já projetava redução no ritmo das vendas e da produção com o início do Proconve P7, nova etapa da legislação de emissões, que tornou os caminhões mais caros por conta do sistema de pós-tratamento de gases. Apesar disso, o impacto foi maior do que o projetado inicialmente.

-Clique aqui para fazer download dos dados da Anfavea

Os emplacamentos esfriaram 4,7% nos primeiros três meses do ano, para 37,6 mil unidades. Em março houve evolução de 25,3% na comparação com fevereiro e retração de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2011. Um fator agrava ainda mais resultado. A maior parte do volume emplacado no início de 2012 é de veículos Euro 3, fabricados e estocados até o fim de 2011. Com isso, a produção do segmento teve desempenho ainda menos expressivo.

Saíram das linhas de montagem 31,3 mil caminhões entre janeiro e março, um tombo de 32,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A atividade das fábricas só não foi inferior porque foi anotado incremento na exportação de veículos comerciais no período. Com 15,9 mil unidades montadas, houve crescimento de 32,8% na produção do mês passado na comparação com fevereiro e de 3,5% sobre idêntico intervalo de 2011.

O avanço, no entanto, ainda não é sinal de retomada. Os meses que servem de base de comparação apresentaram resultados fracos, afetados pelo carnaval. As montadoras também já programam paradas e reduções na produção para este mês (leia aqui).

RETOMADA

Depois do primeiro trimestre difícil o setor espera seguir trajetória de retomada nos próximos meses. O movimento deve ganhar força com a quarta etapa do Programa de Sustentação do Crescimento (PSI), anunciado pelo governo dentro do plano Brasil Maior (leia aqui).

Para as grandes empresas o novo pacote oferece taxa de 7,7% ao ano e prazo de até 120 meses, com financiamento de até 90% do valor do bem. Já o Procaminhoneiro, linha voltada para autônomos, micro, pequenas e médias empresas, tem juro agora de 5,5% aa, também com 120 meses para pagar e financiamento de 100% do bem.

Até que o impacto das novas condições seja percebido, os fabricantes trabalham com a perspectiva de encerrar o ano com vendas em torno de 150 mil caminhões. O volume representa queda próxima de 15% na comparação com o resultado de 2011.


Assista à entrevista exclusiva com o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini:


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