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Insumos | 19/04/2012 | 14h00

Falta de resina coloca em xeque produção de veículos

Executivos das principais montadoras tentam encontrar soluções

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Redação AB

Um acidente ocorrido em 31 de março voltou a expor a fragilidade da cadeia mundial de suprimentos do setor automotivo, como aconteceu em 2011 com a falta de eletrônicos causada pelo terremoto e tsunami no Japão. Um incêndio destruiu a fábrica da Evonik, em Marl, na Alemanha. Com isso, foi suspenso cerca de um quarto da produção mundial de uma resina conhecida como PA-12, tipo de náilon especial usado como matéria-prima de dutos de combustível e de fluídos de freio.

“É evidente que uma fatia significativa da capacidade mundial de produção da resina foi comprometida”, informou um grupo de ação da indústria automotiva que se reuniu na Europa para tentar contornar o gargalo criado. A Evonik produz 25% do suprimento mundial, mas também fornece um químico básico, que resiste ao contato com gasolina e fluido de freio, indispensável para que outra empresa fabrique uma resina similar.

A Arkema AS, que também produz o insumo a partir do químico básico fornecido pela Evonik, é uma das empresas prejudicadas e informou, em 10 de abril, que deixará de fornecer a resina aos seus clientes. “A capacidade da Evonik e da Arkema de encontrar fontes alternativas para a substância química é muito limitada e é de se duvidar que a falta dele possa ser compensada. A produção de carros e caminhões será afetada no curto prazo”, afirma o analista Paul Blanchard, da IHS Chemicals.

Ainda segundo o analista, há estoque de resina para o próximo mês e existem materiais alternativos, mas precisam ser previamente testados, o que levaria tempo e, consequentemente, as montadoras seriam impactadas de uma forma ou de outra. De acordo com um porta-voz da Evonik, são estimados três meses para que a fábrica na Alemanha seja recuperada e é previsto que a produção da resina volte ao normal só no fim do ano.

REAÇÃO DAS MONTADORAS

Representantes das montadoras e fornecedores têm se mobilizado para tentar encontrar soluções. Cerca de 200 executivos, de oito fabricantes (Chrysler, Ford, General Motors, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Toyota e Volkswagen) e 50 empresas fornecedoras participaram de uma reunião na última terça-feira, 17, e formaram seis comitês para ajudar a criar rapidamente planos de ação. Eles discutiram resinas plásticas alternativas e analisaram como aumentar a oferta de três outros grandes produtores. Na ocasião, mais encontros foram agendados. Não é a primeira vez em que a cadeia de suprimentos do setor é pega de surpresa. No ano passado, a indústria teve de cortar produção por causa de diversos desastres em sequência. Faltaram chips para sistemas eletrônicos automotivos após o terremoto seguido de tsunami no Japão, em março de 2011. Para piorar, outro grande fornecedor de eletrônicos, a Tailândia, foi alagada por enchentes que agravaram ainda mais a escassez de componentes.



Tags: Insumos, resina, PA-12, Evonik, suprimentos.

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