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Combustíveis | 26/04/2012 | 20h24

Fecombustíveis: corrida contra o tempo para adequação

Rede de abastecimento patina na introdução do Euro 5

Sueli Reis, AB

O setor de abastecimento de combustíveis, representado pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), foi surpreendido com a resolução da Associação Nacional do Petróleo (ANP), de dezembro de 2011, que determinou quais postos deveriam oferecer inicialmente o diesel S50 para atender a demanda de veículos Euro 5. Segundo Ricardo Hashimoto, diretor da entidade, a agenda da introdução da nova norma consistia, antes da resolução, na formação de uma rede voluntária de postos. “Os distribuidores foram obrigados a rever seus cronogramas e isso causou quebra no planejamento”, disse durante o painel sobre veículos pesados no Seminário de Emissões realizado na quinta-feira, 26, em São Paulo pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Apesar do entrave, Hashimoto apontou que em geral os postos se adequaram e que o diesel S50 é oferecido em todo o território nacional. O custo de uma adequação completa, com nova bomba e tanque, demandou investimento de R$ 60 mil de cada posto, informou. “Outro ponto positivo é que, embora ainda de forma tímida, o S50 tem despertado o interesse dos proprietários de veículos utilitários, graças à sua melhor performance.”

Quanto à demanda, esta ainda é a maior dificuldade do setor. A falta de veículos Euro 5 e o aumento do custo do combustível, em média R$ 0,12 acima do projetado pelo mercado, causou um desencadeamento de problemas elencados por Hashimoto. O capital imobilizado, ou seja, o diesel “parado” nos postos, sem retorno financeiro, resultou no armazenamento superior a 30 dias, o que pode deixar o produto turvo e acelerar o processo de formação de borra, abrindo espaço para as autuações pela ANP. Segundo dados apresentados por ele, as autuações por aspecto passaram de 4 em dezembro de 2011 para 58 em fevereiro de 2012.

“Vender um produto com aspecto em não conformidade pode gerar degradação do diesel e isso traz penalidades severas para o comerciante, que pode ser até impedido de continuar com sua atividade.”

Citou ainda a falta de definição pelas distribuidoras sobre logística reversa ou reprocessamento do diesel estocado, a necessidade de normatização de manutenção dos tanques e o não atendimento do pleito feito pela Fecombustíveis sobre a isenção do acréscimo de 5% de biodiesel no S50, previsto em lei.

Contudo, o diretor da entidade diz que continua o processo de testes junto à ANP para avaliar o comportamento do diesel S10, que deverá substituir o S50 a partir de 1º de janeiro de 2013, para assim, tentar se antecipar às adequações necessárias para receber o diesel mais sensível.

“Acredito que ainda não passamos pelo pior: a experiência nos diz que precisamos de mais tempo para adequação, para não inflar o setor de autuações.”



Tags: Euro 5, combustível, diesel, Fecombustíveis, S50, distribuidores, ANP.

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