Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Importados | 21/05/2012 | 16h35

Para Miguel Jorge, veículo importado não é ameaça

Ex-ministro acredita que IPI gordo não é a solução

REDAÇÃO AB

O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e sócio da Barral MJorge Consultores Associados Miguel Jorge disse discordar da política do governo da presidente Dilma Rousseff de impor um Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais elevado para veículos importados.

De acordo com ele, esses produtos representam apenas 4,87% do mercado no País, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), e por isso não ameaçam a indústria nacional. No ano passado, Jorge foi contratado como consultor da entidade (leia aqui).

Ele afirma que cerca de 80% dos veículos importados pelo Brasil, principalmente do México e da Argentina, chegam pelas montadoras da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. "Os importadores independentes representam um porcentual muito baixo para ameaçar a indústria brasileira", afirmou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.

China

Miguel Jorge afirmou que a China seguirá nos próximos anos como um grande mercado de commodities para o Brasil, mesmo com uma desaceleração da economia do país asiático. De acordo com ele, um crescimento na casa dos 7% da economia chinesa é suficiente para manter as exportações de insumos brasileiros.

"Mesmo com uma redução do crescimento da China de 9% para 7% ao ano, essa ainda é uma taxa que vai demandar muita commodity do Brasil", afirmou. Além disso, para o ex-ministro, os preços das commodities não devem apresentar fortes variações em 2012. Miguel Jorge disse, no entanto, que ainda é cedo para mensurar o impacto da desaceleração chinesa no comércio com o Brasil.

O ex-ministro disse apostar em uma retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos, que no primeiro trimestre apresentou avanço de 2,2% ante 3% no período anterior. "Um crescimento do 0,5% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no primeiro trimestre já é extraordinário", disse, ao lembrar que um avanço na economia norte-americana traz mais benefícios para a indústria do Brasil do que um crescimento chinês porque os EUA compram do País principalmente manufaturados, enquanto a nação asiática mantém o comércio bilateral com base em commodities.



Tags: veículo, importado, Miguel Jorge, IPI.

Comentários

  • alexandre begalli

    É por issoque consultoria é um negócio complicado..., bem complicado. Quando do lançamento do JAC houve um movimento para desqualificar o então novo produto. Até as chamadas "revistas especializadas" trouxeram reportagens, que no mínimo tratavam o referido com termos e colocações irônicas. Agora, uma dessas publicações, trouxe recentemente um trabalho técnico após o veículo dela ter rodado 60.000 Km. Uma frase estampada resume tudo: "o veículo merece um lugar na sua garagem..." Pois bem Sr. Consultor, retorne o IPI ao nível anterior e veja o estrago que isso fará no seu nascedouro.

  • Wenderson

    Como assim veiculos importados não são ameaças, tirando o exemplo da china, com carros mais baratos, baseando que os carros se tornam baratos por serem completos, se dizer que o modo de que é imposto a concorrencia, que é bem injusta, pois se podermos ver que um aparelho de celular tope de linha la é bem mais barato se formos comprar aqui, então supondo que ja vi celulares que custam até R$ 98,00 reais via internet, e aqui em uma loja custa até 60% bem mais caro, barateiam todos produtos deles e aqui com impostos caros não tem como competir, sou leigo no assunto...mas tem coisas que posso estar dizendo de fato....

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência