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Motos importadas têm IPI elevado para 35%

Duas Rodas | 01/06/2012 | 06h23

Motos importadas têm IPI elevado para 35%

Medida protege indústria local e afeta em cheio marcas chinesas sem fábrica em Manaus

MÁRIO CURCIO, AB

O governo publicou nesta quinta-feira o decreto 7741/12, que eleva até 35% a alíquota de IPI para motos importadas. A medida entra em vigor em setembro e afeta sobretudo marcas chinesas sem fábrica em Manaus, cujos modelos de baixa cilindrada pagavam alíquota de 15% do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Com a nova medida, esses ciclomotores passarão a pagar 25%. A marca Shineray, que tem volume expressivo de vendas no Nordeste, está entre as mais afetadas pela medida. As importadas de alta cilindrada já pagavem 35% e por isso não sofrerão os reflexos do decreto.

"Em 2011, 75% das importações foram de modelos até 50 cc", diz José Eduardo Gonçanves, diretor da Abraciclo, associação que reúne fabricantes nacionais. Os modelos chineses de 50 cc quase não são vistos em São Paulo, mas têm grande aceitação no Nordeste, onde muitas vezes rodam sem ser emplacados.

A medida protegeu as montadoras de Manaus. Várias fábricas instaladas na Amazônia têm grande dependência de componentes importados, especialmente de motores, mas todas saíram ilesas porque produzem no Polo Industrial de Manaus cumprindo o Processo Produtivo Básico (PPB), um conjunto de regras de nacionalização. Vale dizer também que, por estarem em Manaus, ficam isentas do IPI.



Tags: moto, IPI, Shineray.

Comentários

  • Sidnei

    Sim é um passo, más falta mais para complementar. Não adianta sómente desintimular a venda de impotados, o que se torna até pior para o comércio, pois inderetamente são afetados os trabalhadores e a economia que gira em torno dessa empresas. Má precisamos sim estimular e muito as vendas internas. Os bancos privados estão de certa forma boicotando, senão, neutralizando a ação do governo em baixar os juros. Os nosso dirigentes ainda não aprenderam a administrar como se jogassem xadres, é lógico que averia uma forte reação dos bancos- ninguém quer "largar a rapadura". Penso que a a próxima "jogada", seria em abrir uma linha de crédito direta entre quem quer financiar com bancos estrangeiros que queiram emprestar aquí, aí sim a concorrência iria pegar fogo. Ou os nossos banqueiros não sabem da matemática em que quanto menor os juros menor é a inadimplencia. O srs banqueiros não me venham com balelas, pois quem muito quer nada tem.. cuidado.

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