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Conjuntura | 12/06/2012 | 20h21

Banco Central prevê recuo da inadimplência

Tombini projeta queda de juro e crescimento renda

AGÊNCIA ESTADO

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira, 12, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que as quedas do juro e do spread e a aceleração da economia, com mais emprego e renda nos próximos trimestres, irão ajudar no recuo da inadimplência nos próximos meses.

Segundo Tombini, os empréstimos concedidos a partir de agosto de 2011 têm inadimplência menor, especialmente no caso de financiamentos de veículos, e as dívidas das famílias brasileiras têm prazo mais curto, o que permite mudanças mais rápidas nas condições de inadimplência. “Dados recentes mostram recuperação no segmento de autos, com queda de juro e spread”, afirmou.

Já o crédito imobiliário cresce com velocidade, mas ainda é baixo em comparação internacional e, portanto, ainda há espaço para avançar mais no segmento para pessoa física, avaliou o presidente do BC. Ele disse também que o crédito no Brasil permanece com crescimento a taxas moderadas, mas que as concessões seguem em alta com relação a 2011. “O crédito não está parado no Brasil.”

O presidente do BC afirmou que há recuo no juro real e que o patamar atual está bastante baixo comparado com o histórico do País. Segundo Tombini, em 6 de junho, por exemplo, o juro real medido pelo swap de 360 dias e a expectativa de inflação em 12 meses estava em 2,2%. Ao fim de sua apresentação no Senado, Tombini citou que a expansão do crédito segue nos próximos trimestres, com juros e spreads mais favoráveis, e que a expansão da economia se acelera ao longo do segundo semestre e seguirá também em 2013.

INFLAÇÃO E DÓLAR

Com relação aos preços, após o pico do terceiro trimestre de 2011, a inflação ao consumidor mostra queda importante. “O preço dos serviços tem ritmo mais intenso no País devido à inclusão de 40 milhões de pessoas à classe média, mas temos visto recuo na inflação de serviços nos dados mais recentes”, disse Tombini. Ele acrescentou que a inflação implícita na NTN-B está abaixo de 4,5% anuais e mostra que o mercado crê na convergência do IPCA para a meta de 4,5% no ano. O presidente do BC acrescentou ainda que, com inflação menor, há ganho real no rendimento do trabalhador.

Tombini disse que há fluxo de saída de dólares do País neste momento, mas que a moeda brasileira tem caminhado, em relação ao dólar, junto com o que ocorre com as divisas de outros países. Afirmou ainda que a foi importante colocar entraves à entrada de dinheiro estrangeiro no País em pedíodos anteriores. “Alguns chamam isso de controle de capital, mas para o BC é regulação prudencial. Se aceitássemos esse fluxo de peito aberto, uma parte desses capitais sairia”, ponderou. “O BC sempre disse que tinha preocupação com esses fluxos. Uma parte não é permanente. Estamos vendo nesse momento saída de fluxo.”



Tags: Banco Central, BC, Alexandre Tombini, inadimplência, crédito, juro, renda.

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