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BMW está determinada a viabilizar fábrica no Brasil

Negócios | 17/06/2012 | 12h19

BMW está determinada a viabilizar fábrica no Brasil

Empresa aguarda definições do governo

GIOVANNA RIATO, AB | Do Rio de Janeiro (RJ)

A BMW está decidida a construir uma fábrica no Brasil. Nem mesmo o novo regime automotivo, que traz regras apertadas de conteúdo local, deve ser capaz de fazer a companhia desistir. “Precisamos viabilizar o projeto economicamente. Estamos em estágio avançado para que isso aconteça”, explicou Jörg Henning, presidente da companhia para o Brasil durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Segundo ele, as negociações estão em curso há mais de um ano. Agora, no entanto, a empresa aguarda novas definições do governo para tomar a decisão. O dirigente está otimista em relação ao anúncio de cotas de importação para as marcas que têm planos de investir na produção local. Dessa forma, esse grupo de empresas poderia trazer do exterior um número determinado de carros sem pagar o adicional de 30 pontos do IPI. Ele acredita que a medida será anunciada nos próximos dois meses. “A partir daí definiremos o nosso investimento.”

A empresa precisa de mais flexibilidade para se instalar no Brasil. Com as novas regras de conteúdo local, o aporte da marca para erguer uma unidade nacional teria que ser muito superior ao previsto inicialmente. Outra dificuldade é encontrar fornecedores, principalmente para os componentes do powertrain dos carros. “Temos, por exemplo, um câmbio de oito velocidades. É muito complicado localizar a produção disso”, admite Torben Karasek, diretor financeiro e administrativo da companhia para o Brasil e um dos envolvidos nas negociações da planta.

Segundo ele, a empresa tem destacado o nível tecnológico de seus profutos nas reuniões com o governo. “Vamos fabricar no Brasil o mesmo carro que vendemos globalmente. Não vamos produzir carros inferiores aos vendidos lá fora. Isso é importante para o País”, destaca. Apesar de a marca ainda não ter revelado quais modelos fabricará aqui, há especulações sobre a nacionalização do Série 1.

A construção da fábrica nacional é parte da estratégia mundial do Grupo para os próximos anos. Com a retração dos mercados maduros, a empresa decidiu apostar nos negócios em emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. A demanda por carros premium tem crescido em ritmo acelerado nessas regiões. O volume de vendas da BMW no mercado nacional ainda é pequeno, ficou em torno de 12 mil unidades no ano passado. Apesar disso, Henning vê bons motivos para investir no País.

Segundo ele, há cinco anos as vendas locais avançam ao ritmo de 40% por ano. “Não podemos pensar apenas no consumo atual. Precisamos olhar para o futuro e fazer projeções do crescimento da economia do País e da demanda por carros da marca”, explica o presidente da companhia. A visão é de longuíssimo prazo, para os próximos 20 anos.

O executivo fala em tom decidido sobre a unidade e demonstra já ter definido o local onde ela será construída. “O Sul do País é um forte candidato”, diz, sem confirmar ou desmentir o rumor de que já está tudo acertado para levantar a planta no Estado de Santa Catarina. Ele aponta que a escolha depende muito mais da estrutura do local do que de possíveis benefícios oferecidos pelas regiões candidatas. “Não fou tomar uma decisão como essa com base em incentivos fiscais.”

VENDAS EM QUEDA

Enquanto novas medidas não são anunciadas para acelerar a decisão da empresa sobre a fábrica nacional, os negócios da BMW no Brasil esfriam com a alta do IPI para carros importados. Com a subida do dólar e o aumento da alíquota, a linha da marca teve reajuste médio no preço de 16%. A elevação fez as vendas diminuírem em torno de 40% entre janeiro e maio em relação ao mesmo período do ano passado, para 3 mil carros. A marca caiu da 12ª para a 19ª posição no ranking de vendas.

Henning admite que a situação é bastante desfavorável para a empresa. “Pagamos 125% em taxas sobre o carro vendido no Brasil”, critica. Para ele, a redução do IPI anunciada no fim do mês passado para estimular o setor automotivo não trouxe alívio para a situação da marca. Segundo o executivo, a única fórmula capaz de reaquecer os negócios seria a adoção de cotas de importação. Com isso, a empresa poderia encerrar o ano com queda um pouco menor, em torno de 20%.



Tags: BMW, fábrica, investimento, Rio+20, governo, cotas de importação.

Comentários

  • marcelo pina araujo

    olá bom dia claro que é um exelente investimento a BMW se instalar no brasil e com certeza seus produtos ficaram mais acessiveis e , quem sabe até eu possa comprar um outrossim gostaria de saber se a BMW tem algum vinculo com o grupo de investimentos (mister colibri) que ao voce aplicar seu dinheiro tem um retorno segundo eles com exelente rentabilidade att: marcelo pina

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