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Internacional | 27/07/2012 | 12h33

Depois de crítica de Marchionne, Volkswagen ameaça sair da Acea

CEO da Fiat acusa montadora alemã de ser agressiva demais nos preços

REDAÇÃO AB

A Volkswagen ameaça deixar a Acea, associação dos fabricantes de veículos da Europa, depois de receber críticas de Sergio Marchionne, presidente da entidade e CEO do Grupo Fiat Chrysler. O executivo italiano afirmou que a montadora alemã tem sido muito agressiva em sua estratégia de vendas, travando uma guerra de preços e dificultando ainda mais a já complicada situação das empresas do setor no mercado europeu.

Stephan Gruehsem, diretor do departamento de comunicação da Volkswagen, negou a acusação e disse que Marchionne “mostra mais uma vez que não é qualificado para ser presidente da entidade.” Ele pediu que o dirigente deixe o cargo e afirmou que a VW considera sair da organização. O CEO do Grupo Fiat assumiu o comando da Acea em janeiro de 2012, sucedendo Dieter Zetsche, presidente da Daimler. O mandato é de um ano.

Segundo Marchionne, há uma “sangria de preços e margens". Enquanto o grupo alemão reportou lucro líquido de € 8,8 bilhões no primeiro semestre (leia aqui), as outras companhias da região, como a Fiat e a PSA Peugeot Citroën, aprofundaram suas perdas. As empresas acusam a Volkswagen de usar o lucro obtido na China para subsidiar os preços baixos dos veículos da marca na Europa.

A montadora oferece taxas de juros extremamente baixas para impulsionar as vendas. O analista Philippe Houchois apontou para a agência Automotive News Europe que consumidores franceses compram modelos da marca com juros de cerca de 1,9% ao ano. Na Peugeot, o mesmo cliente pagará cerca de 11,6% aa para financiar um carro. Com essa estratégia, a companhia conseguiu ampliar a sua participação nas vendas para 23,7% este ano mesmo diante da retração do mercado.



Tags: Acea, Fiat, Volkswagen, Marchionne.

Comentários

  • Marcelo

    Acho que a VW está certíssima no protessionismo e usar os paises "emergentes" onde tem altos lucros para manter a empresa. A FIAT só não faz igual porque não quer, pois tem o Brasil que compram suas "carrelli" por valores exorbitantes e altos lucros.

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