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Crédito | 07/08/2012 | 16h14

Financiamento para veículos cresce pouco e constantemente

Gustavo Loyola analisa conjuntura econômica e prevê queda dos índices de inadimplência

SUELI REIS, AB

A concessão de crédito para a aquisição de veículos deve seguir a tendência de pequenos índices de crescimento, porém constantes, projetou Gustavo Loyola, diretor da Tendências Consultoria Integrada, durante sua apresentação sobre perspectivas para a economia no Workshop Indústria Automobilística – Planejamento 2013, realizado na segunda-feira, 6, por Automotive Business, em São Paulo.

De acordo com as projeções, as concessões de crédito para o financiamento de veículos devem atingir crescimento de 6,5% no terceiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado e no quarto trimestre o índice sobe para 7,9%. Em 2013, o crescimento deve chegar a 10,1% no fim do segundo trimestre e 9,1% nos últimos três meses do ano.

“Há uma tendência de crescimento lento nas concessões, mesmo com a previsão de aumento na taxa de juros e da Selic em 2013, mas os spreads devem se manter sob controle.”

Loyola diz que não acredita na contração do crédito, apesar dos fatores que encarecem seu custo, mas diz que continuará restrito. “A tendência é de recuperação para atender uma nova demanda reprimida com a contínua migração das classes D e E para a classe C, contudo, sem aqueles excessos de financiamento de 100% do valor do veículo e sem entrada, como vimos em 2010”, comenta.

O rejuvenescimento da frota e a migração de potenciais consumidores do transporte coletivo para o individual também foram citados como fatores que impulsionarão a continuação da alta na demanda. Loyola afirma que o mercado de usados também deve retomar sua liquidez, com crescimento mais sustentável nos próximos meses.

A inadimplência no setor de veículos cairá gradativamente e deve atingir o patamar de 5,1% no fim do ano que vem, projeta o consultor. O índice, que hoje está em 6%, deve fechar 2012 em 5,2%, estima. Ele minimiza o alarde no índice dos atrasos acima de 90 dias: “O Brasil está longe de um risco excessivo de endividamento.”

Loyola traçou um cenário positivo para a economia em 2013, destacando, além da retomada do crédito, um aumento entre 4% e 4,5% do PIB. A conjuntura apresentada por ele estava alinhada com a estimativa de outros setores, como o setor bancário, que também mostrou suas perspectivas para o ano durante o Workshop (leia aqui). Ele alerta que o desafio é criar condições para segurar o crescimento nos anos seguintes, o que pode partir do aumento dos investimentos.

Assista à entrevista com Gustavo Loyola no Workshop



Tags: Gustavo Loyola, crédito, veículos, concessão, workshop, planejamento.

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